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Em Montes Claros, taxa de lixo chega, mas coleta não

Em Montes Claros, taxa de lixo chega, mas coleta não

Enterrando de vez uma das promessas de campanha do atual prefeito de Montes Claros, a Taxa de Limpeza de Resíduos Sólidos começou a ser cobrada pela Prefeitura – mesmo com a coleta de lixo ainda sendo realizada de forma muito precária, quando chega a acontecer.

Sem coleta diária, moradores despejam lixo em lote vago
Sem coleta diária, moradores despejam lixo em lote vago

 

A situação revolta moradores, principalmente aqueles que têm que conviver com o acúmulo de rejeitos perto de casa, formando verdadeiros lixões a céu aberto. Cenário que favorece a proliferação de ratos, escorpiões, insetos e doenças.

É o que acontece no bairro Monte Carmelo I. Ele é apenas um exemplo da situação que se repete em outros locais da cidade. Por causa da coleta ineficiente, lixo e entulho são depositados na esquina da rua 100 com a avenida Deputado Plínio Ribeiro (BR-135).

Além de atrair ratos, baratas e moscas, com riscos de doenças à população que paga o imposto que seria extinto, por causa do abandono o local passou a ser ponto de prostituição e tráfico de drogas. Como se não bastasse, os moradores são assaltados à luz do dia.

A família de Maria Zorilda Pinheiro Lima, de 63 anos, que reside há 20 na rua Berilo, esquina com a rua 100, paga R$ 86 pela coleta do lixo e está indignada com a situação.

“É um absurdo, porque o prefeito prometeu extinguir a taxa de lixo se fosse eleito. Além de não cumprir a promessa, o lixo e o entulho se acumulam dia após dia”, reclama.

Eva Regina Ferreira Silva, de 58 anos, que mora na rua 100 há 19 anos, bem próximo do lixão, reforça o protesto contra a cobrança da taxa e o descaso da Prefeitura com a cidade.

“Os vizinhos já reclamaram, ligaram para a Prefeitura, correram atrás e nada”, lamenta.

CRIMINALIDADE

Além dos problemas de saúde e do mau cheiro que o lixo acumulado provoca, os moradores reclamam que o local, abandonado e escuro à noite, favorece a criminalidade na região.

“Mesmo durante o dia, a gente passa onde o lixo se acumula correndo risco, como ocorreu com minha sobrinha, que foi assaltada às 15h”, desabafa Zorilda.

Além dos roubos, o local serve de ponto de uso de drogas e para encontro com travestis.

A costureira Maria do Socorro Martins Freitas, de 65 anos, também moradora da rua 100, chama atenção para outro problema. Segundo ela, os moradores se uniram para pagar o asfaltamento, “na expectativa de que fosse o bastante para evitar o lixo e o entulho, porque se esperássemos pela Prefeitura, não conseguiríamos nunca”. Mas não foi o suficiente.

COBRANÇA 

Enquanto o município, via Secretaria de Serviços Urbanos, não faz a coleta de forma a resolver o problema, os boletos distribuídos pela Secretaria de Finanças determinam que o imposto tem que ser pago até 16 de julho.

Se o pagamento for feito à vista, o desconto é de 4%, igual percentual que incide como multa sobre a quitação fora do prazo e na hipótese de parcelamento em quatro meses.

Mesmo afirmando reiteradas vezes na propaganda eleitoral que iria “acabar com a taxa de lixo” por ser “ilegal” e “não funcionar”, o prefeito Humberto Souto vai utilizar para recolher a Taxa de Limpeza de Resíduos Sólidos o mesmo sistema usado para recolhimento do Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU) – aproximadamente 80 mil estabelecimentos vão receber o boleto, entre residenciais e comerciais.

A reportagem, encaminhou, por escrito, um pedido de resposta sobre a situação do bairro Monte Carmelo I ao secretário de Comunicação Social, Alessandro Freire.

Até o fechamento desta edição, porém, não foi prestado nenhum esclarecimento nem por telefone nem por e-mail.

Por Manoel Freitas

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