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A cidade de Montes Claros poderá ganhar novo centro comercial

Durante reunião realizada na Prefeitura de Montes Claros com a presença de secretários municipais e de representantes de diversos segmentos da sociedade montes-clarense, foi apresentado ao projeto de um novo e moderno centro comercial, com lojas amplas, salas de cinemas e área de alimentação. A maquete do Centro Comercial, batizado de Nonada em homenagem ao escritor Guimarães Rosa, tem o formato do símbolo do infinito, representando a eternidade e o potencial divino.

A maquete do Centro Comercial, batizado de Nonada em homenagem ao escritor Guimarães Rosa, tem o formato do símbolo do infinito, representando a eternidade e o potencial divino.

 

O local seria construído na Praça dos Jatobás, que faz parte do Parque Guimarães Rosa, no bairro Morada do Sol, através de uma inédita Parceria Público-Privada (PPP).

O valor aproximado do terreno é de R$ 25 milhões, e a obra está orçada em R$ 12 milhões, o que totaliza um investimento de R$ 37 milhões.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável,  idealizador da proposta, a área total seria de 20 mil metros quadrados, com espaço coberto de 6.468 metros quadrados. “Ao todo, serão 120 lojas de 32 metros quadrados cada, para oferecer a maior variedade de artesanato, presentes e lembranças, além de carne de sol, pequi, cachaças, tradicionais restaurantes de culinária, dentre outros produtos”, frisou. O secretário lembrou, ainda, que o espaço seria usado para divulgar a cultura e a história local e regional, para ofertar produtos e serviços, e realizar eventos e exposições diversos. Outro objetivo é estimular o desenvolvimento do turismo, valorizando os pequenos e médios empreendedores individuais e incentivando a criação de startups.

O empreendimento contaria com cachaçaria, lojas de games, frutaria, temperos, floricultura, botecos, queijaria, tabacaria, galeria de arte, produtos fitoterápicos, terminal bancário, sorveteria, hortifrutigranjeiros, selaria, doceria, artesanato, restaurante, cervejaria artesanal, cafeteria, lanchonetes e boutiques de carne. O espaço também teria um espelho d`água de aproximadamente três mil metros quadrados e um estacionamento para 200 carros.

Para o empresário Gilson Caldeira, este é um projeto viável que ajudará muito no desenvolvimento de Montes Claros, tendo em vista que incentivará a geração de novos empregos à população, com perspectiva de aumento da renda familiar, “devido, principalmente, à grandeza do empreendimento”.

Segundo o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Edilson Torquato, a obra é de grande dimensão e, para ser concluída, depende do esforço conjunto do poder público e da iniciativa privada.

Torquato, que já foi presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI), entende que Montes Claros tem capacidade para realizar este projeto, referência não só para o Norte de Minas, mas também para o Sul da Bahia e outras partes do estado.

A partir de agora a Prefeitura dará continuidade aos estudos para confirmar a viabilidade do projeto.

SIGNIFICADO – Nonada é a primeira palavra que aparece em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa e, ao longo das suas mais de seiscentas páginas, soma mais seis ocorrências. Antes de fechar o livro ela aparece de novo, na penúltima linha da última página.

Nonada é “coisa sem importância, um quase nada” e sai da boca de um jagunço e vai ganhando significado enigmático, assim como muitas outras palavras do livro: se mostra hora coloquial e quase banal, hora estranha e enigmática. Esta tensão entre o corriqueiro, o popular, o cotidiano, por um lado, e o estranho, o enigmático, o hermético, por outro lado, é também uma característica de todo o romance.

Além disso, Nonada é também o antônimo ao último sinal gráfico do livro, que é o símbolo do infinito. Assim, o movimento da trama e das ideias de certa maneira vai do quase nada ao infinito.

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