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Governo de Minas realiza cerimônia de início da Gestão 2019-2022, na Cidade Administrativa

Governo de Minas realiza cerimônia de início da Gestão 2019-2022, na Cidade Administrativa

Na cerimônia de posse que deu início ao mandato como governador de Minas Gerais, o empresário Romeu Zema (Novo), de 54 anos, disse que será preciso “cortar na carne” para tirar Minas da “falência”, prometeu abrir a “caixa-preta” do Estado e propôs um pacto entre poderes para garantir a retomada do crescimento. O pronunciamento foi feito durante solenidade na Assembleia Legislativa, ontem. 

Governo de Minas realiza cerimônia de início da Gestão 2019-2022, na Cidade Administrativa
Governo de Minas realiza cerimônia de início da Gestão 2019-2022, na Cidade Administrativa

 

Após fazer a promessa de respeito à Constituição e assinar o termo de posse, Zema discursou para os cerca de 2,5 mil convidados. “Vamos tomar as medidas necessárias para recuperar Minas. Isso vai exigir sacrifício, o Estado está literalmente falido”, disse.

Segundo ele, a falta de austeridade dos últimos anos levou o Estado “a um ponto sem volta”. “A previsão de déficit nas contas públicas ultrapassa os R$ 30 bilhões em 2019. E, se nada for feito, passará de R$ 100 bilhões nos próximos anos”, afirmou.

No pronunciamento, Zema ressaltou que devem ser feitas reformas administrativas e fiscais para que os servidores voltem a receber em dia.
“Passaremos por tempos difíceis, em que reformas administrativas e fiscais terão de ser levadas adiante, para que os servidores possam receber seus salários conforme determina a lei, o mais tardar até o quinto dia útil do mês seguinte”, afirmou, após frisar que vai “abrir a caixa-preta das finanças do Estado”.

Zema garantiu que adotará um modelo de gestão diferenciado, que “dará o exemplo”, e afirmou que a redução de despesas deve ser uma das prioridades.  “Propomos um modelo de gestão diferente para termos uma Minas mais eficiente. A primeira e mais fundamental atitude a ser tomada é a de reduzir despesas, cortando na carne”.

Para isso, Zema disse que precisará da “união de todos os poderes” para retirar o Estado da crise e convidou Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Executivo e federações e entidades representativas de classes para um pacto em prol dessa causa.
“Deixo aqui o convite de assinar juntos um acordo tácito, pelo bem de Minas Gerais, pelo espírito público que nos une. Um pacto por Minas”, disse.

O chefe do Executivo se dirigiu diretamente aos deputados estaduais, pedindo que eles tenham consciência antes de aprovarem futuros projetos.
“Peço a todos, deputados e deputadas, com a devida deferência, que tenham consciência da gravidade da situação e reflitam a respeito sempre que um projeto entrar em votação nesta Casa”, ressaltou.

Além do Legislativo estadual, estavam presentes prefeitos, vice-prefeitos e representantes das câmaras municipais. Também participou da cerimônia o ex-governador Fernando Pimentel (PT), que entregou o Grande Colar da Inconfidência para marcar a transferência do cargo ao novo gestor. O petista foi vaiado por alguns convidados.

Cidade Administrativa

Da Assembleia, Zema e outras autoridades seguiram para a Cidade Administrativa, onde foi realizado um ato simbólico de início de mandato. O governador foi recebido pelos Dragões da Inconfidência e, em seguida, passou em revista à tropa.
Ao lado do vice, Paulo Brant, ele seguiu até o palco e fez um breve discurso enfatizando a austeridade no novo governo.

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