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Igam amplia monitoramento da qualidade da água do rio Paraopeba após tragédia em Brumadinho
Igam amplia monitoramento da qualidade da água do rio Paraopeba após tragédia em Brumadinho

Tragédia de Brumadinho – Igam amplia monitoramento da qualidade da água do rio Paraopeba após tragédia em Brumadinho

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Tragédia de Brumadinho – Igam amplia monitoramento da qualidade da água do rio Paraopeba após tragédia em Brumadinho

Belo Horizonte – O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) ampliou o monitoramento da qualidade da água ao longo do Rio Paraopeba, em pontos mais a jusante do local do rompimento da Barragem 1, da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A tragédia já matou 197 pessoas e 111 continuam desaparecidas.

Igam amplia monitoramento da qualidade da água do rio Paraopeba após tragédia em Brumadinho
Igam amplia monitoramento da qualidade da água do rio Paraopeba após tragédia em Brumadinho

 

Somados esses novos pontos, já chegam a 24 os locais de monitoramento ao longo do Paraopeba, que continua com a utilização de água bruta proibida no trecho à montante até a cidade de Pompéu, na região Central de Minas

As estações ficam mais próximas ao Rio São Francisco. Três delas estão dentro do reservatório da Usina Hidrelétrica (UTE) de Três Marias, em Felixlândia, Abaeté e Três Marias e a frequência de amostragem será semanal. O quarto ponto está situado antes da Usina Hidrelétrica (UHE) Retiro Baixo.

Para o diretor de Operações e Eventos Críticos do Igam, Heitor Soares Moreira, há riscos dos rejeitos atingirem o reservatório de Três Marias. “Existe a possibilidade de que parte do material que estava depositado na Barragem 1 possa alcançar o reservatório de Três Marias, sobretudo as partículas mais finas do rejeito. Entretanto não é possível afirmar se irá chegar ou quando isso vai ocorrer. Tudo vai depender da dinâmica de transporte de sedimentos do rio, que varia de acordo com a quantidade e intensidade de chuva, tempo de detenção do reservatório de Retiro Baixo e da granulometria do rejeito”, afirma Moreira.

A coleta e a análise da qualidade da água e de sedimentos no Rio Paraopeba estão sendo feitas pelo Igam desde o dia seguinte ao desastre na Mina Córrego de Feijão, ocorrido em 25 de janeiro, com o objetivo de avaliar o grau de interferência dos rejeitos nos recursos hídricos afetados.

O trabalho do Igam tem parceria da Copasa, Agência Nacional de Águas (ANA) e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).

Por Rosiane Cunha do Portal Hoje em Dia

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