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Coluna Meio Ambiente em Foco de Victor Aragão – As diferenças entre as ciências da natureza e as ciências ambientais

Coluna Meio Ambiente em Foco de Victor Aragão – As diferenças entre as ciências da natureza e as ciências ambientais

As ciências do ambiente surgiram como campo de pesquisa entre os anos de 1960 e 70, mesmo período no qual se originaram, mundialmente, os primeiros grupos ambientalistas com ênfase na proteção dos recursos hídricos e na constante luta contra as poluições atmosféricas. Mas foi em 1979 que as ciências ambientais se alicerçaram na academia.

A diversificação desse campo do conhecimento se fortaleceu por meio da complexidade dos problemas ambientais. Verificava-se que os entraves dessa ordem iam muito além do caráter singular, e desta maneira, evidenciava-se a característica intrínseca da multidisciplinaridade. Ou seja, que as questões ambientais também estavam envolvidas com as ciências sociais, psicologia, sociologia, filosofia, e demais.

A mesmo modo, as inúmeras leis, tendo começado a surgir quase um século antes, influenciavam nas pesquisas de maior profundidade e mais específicas, principalmente no que se referia à consciencialização da sociedade. Isto é, na tomada de consciência das pessoas frente às questões ambientais.

Contudo, observa-se um conjunto de dúvidas e confusões relativas às ciências ambientais e naturais. É necessário cautela e muito cuidado para se estender uma diferença entre os termos, bem como afirmar relações.

Primeiramente, compreende-se por ciência a estruturação do conhecimento por meio de análises e experimentos sobre um determinado fenômeno ou evento. Desta forma, há um problema que passa por um aspecto de reflexão para que seja solucionado.

A base das ciências naturais está na investigação de tudo o que é natureza e perspectivas nativas dos diferentes ambientes. Dentre as ciências da natureza estão a biologia, química, geologia e a física, por exemplo. Quando se fala em ciências ambientais, todos os campos das ciências da natureza estão agrupados.

Diz-se então que as ciências naturais são mais específicas do que as ciências do ambiente, mas ambas têm, de certa forma, como plano de estudo a natureza. Mas há um ponto além, em que as ciências ambientais também visam compreender e analisar os meios desenvolvidos e manipulados pelo ser humano. Isto é, a diferenciação também se configura frente às construções humanas.

De forma simplista, se ambas as ciências fossem consideradas uma árvore, as raízes seriam as ciências da natureza, e o tronco se configuraria como as ciências do ambiente. Assim, as ciências ambientais dependem das ciências naturais para existir.

 

Victor Aragão
Victor Aragão

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