NordVPN 75% OFF

Vaga no Bolso
Inicio » Mais Seções » Livros e Literatura » Cecília Meireles: a dama da literatura brasileira

Cecília Meireles: a dama da literatura brasileira

Cecília Meireles: a dama da literatura brasileira

Dentre as leituras obrigatórias para provas de concurso, os escritores brasileiros aparecem no topo da lista. Para preparar-se adequadamente, o ideal é contar com o apoio de um cursinho on-line para concurso. Sem sair de casa, dá para assistir as aulas, fazer os exercícios e sanar as dúvidas com os professores.

Cecília Meireles: a dama da literatura brasileira

Jornalista, pintora, professora e poetisa, Cecília Meireles faz parte da lista de aclamados escritores brasileiros. Preferia ser chamada de poeta, como registrou no poema “Motivo”, uma vez que a palavra poetisa causava diminuição de seu trabalho, remetendo a uma mulher prendada.

Sua trajetória foi marcada por movimentos que clamavam educação de qualidade, privações impostas pela ditadura e prêmios como o troféu Machado de Assis, em 1965.

Pioneira feminina na literatura brasileira, a escritora publicou mais de 50 obras ao longo da vida, entre elas “Baladas Para El-Rei” (1925), “Viagem (1939)”, “Ou Isto ou Aquilo” (1964).

Vida marcada por encontros e desencontros

Carioca de 7 de novembro de 1901, Cecília Meireles não foi poupada de perdas mesmo na infância. Sua mãe, a professora Matilda Meireles, morreu quando a filha tinha apenas 3 anos. Também não chegou a conhecer o pai, o funcionário público Carlos Alberto Meireles, que faleceu antes de seu nascimento

Foi criada pela avó materna, Dona Jacinta, e usou o aprendizado com o luto para compor poemas. Em 1922, casou com o português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas. Rodeada por perdas, Cecília Meireles recebeu o título de viúva após o suicídio do marido e registrou a dor e a saudade em inúmeras cartas.

Sem deixar de acreditar no amor, a escritora casou-se novamente (com o então professor Heitor Grilo) cinco anos após a morte de seu primeiro marido.

Movimento literário

Por vezes classificada de modernista (especialmente na segunda fase do movimento), a obra de Cecília Meireles contém interferências parnasianas, simbolistas e românticas.

Outra característica é o neo simbolismo, presente nos livros “Espectros” e “Baladas para El-Rei”, visto que os escritos possuem elementos que vão desde água, ar e vento, até música, solidão e tempo.

Usando a literatura tradicional para compor os escritos (como nos sonetos), Cecília buscava inspiração em sua própria vida. Assim, amor e morte aparecem como temas recorrentes.

Premiada desde criança

Olavo Bilac, outro grande nome do período modernista, foi o responsável por entregar o primeiro prêmio da autora, recebido precocemente aos 9 anos. Mais tarde, em 1938, recebeu o prêmio Olavo Bilac, entregue pela Academia Brasileira de Letras, em reconhecimento ao livro “Viagem”.

Além de também receber os prêmios Jabuti e Machado de Assis, os mais importantes da literatura, Cecília Meireles também foi contemplada com uma homenagem um tanto quanto diferente. Seu rosto estampou a nota de 100 Cruzados Novos, a moeda da época, durante cinco anos, deixando claro a importância da autora para o Brasil.

Um pé na literatura, outro na educação

Mais que escritora, Cecília Meireles esteve envolvida em diversos projetos educacionais. Para ela, a educação era o único meio de reduzir a desigualdade social.

Comprometida com o assunto desde o início de sua carreira, Cecília Meireles juntou-se a outros intelectuais da época, em 1920, para fundar o movimento “Escola Nova”, defendendo a educação laica e pública, disponível para todos os estudantes, independente da classe social.

Tal movimento ressaltava, sobretudo, a importância da inserção da literatura desde a educação primária. A dedicação com o movimento e a criação de livros infantis fez com que ganhasse apoio de outros professores, que começaram a aplicar suas obras durante as aulas.

Escreveu diversos livros para o público infantil, como os “Pescadores e suas filhas” e “O menino azul”. Decidida a estar mais perto da educação, lecionou no primário em escolas do Rio de Janeiro. Entre 1935 e 1938, foi professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tamanha relevância a levou para a Universidade do Texas, onde atuou algumas vezes.

Em conjunto com o marido, a carioca foi responsável pela criação de uma biblioteca para crianças, intitulada de “Centro de Cultura Infantil”. Porém, em 1937, o espaço foi fechado pelo então presidente Getúlio Vargas, a quem Cecília Meireles aplicava duras críticas. O motivo do fechamento foram as alegações de que havia conteúdo educativo duvidoso, indo na contramão dos livros permitidos na época.

Mesmo com os percalços, Cecília Meireles conseguiu ser uma mulher à frente do seu tempo, deixando rastros por toda a história da literatura brasileira.

Aviso: Nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto e esperamos que as conversas nos comentários de artigos do JORNAL MONTES CLAROS sejam respeitosas e construtivas.Os espaços de comentários em nossos artigos são destinados a discussões, debates sobre o tema e críticas de ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão tolerados de maneira nenhuma e nos damos ao direito de ocultar/excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, preconceituoso, calunioso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem nome completo e/ou e-mail válido)



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

NordVPN 75% OFF