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Bolsonaro diz que vai indicar Moro para vaga no STF em 2020

Bolsonaro diz que vai indicar Moro para vaga no STF em 2020

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (12) que irá indicar o ministro da Justiça, Sergio Moro, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) que ficará disponível no próximo ano, com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. 

Bolsonaro diz que vai indicar Moro para vaga no STF em 2020
Bolsonaro diz que vai indicar Moro para vaga no STF em 2020

 

Bolsonaro deu entrevista a Milton Neves, na rádio Bandeirantes e disse que irá “honrar compromisso” feito com Moro. “Tenho um compromisso com ele. A primeira vaga que vier é dele. Vou honrar o compromisso com ele, caso ele queira”

“Uma pessoa da qualificação do Moro se realizaria dentro do STF”, afirmou. Bolsonaro disse acreditar que Moro seria um “grande aliado da sociedade brasileira dentro do STF”.

“Acho que todo o Brasil vai aplaudir um homem como o Moro no STF“,  completou. Após a indicação, o ex-juiz precisará passar por sabatina no Senado. O atual ministro Celso de Mello irá se aposentar ao completar 75 anos em novembro de 2020.

Anticrime

Sobre o pacote anticrime apresentado ao Congresso pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Bolsonaro afirmou esperar que seja aprovado, mas ponderou que não é “dono da pauta” do Legislativo. “Maia (Rodrigo Maia) é dono da pauta na Câmara e Alcolumbre (Davi Alcolumbre) é dono da pauta no Senado”, argumentou. “Não posso exigir, interferir, a bola (agora) está com o Rodrigo Maia.”

Ele declarou ainda que o PT pode não querer julgar o projeto anticrime de Moro, que, de acordo com ele, pode “retardar” a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão.

Previdência 

Bolsonaro também afirmou que, com uma “boa reforma da Previdência”, o governo terá “folga de caixa para atender a população”, e que os parlamentares darão apoio à reforma previdenciária.

De acordo com ele, a reforma da Previdência é como uma vacina: “Tem que dar a vacina no moleque, e a nova vacina no momento é a nova Previdência”. O presidente complementou afirmando que “não é fácil governar o Brasil e que, por isso, tem que ter equipe de ministros que converse contigo; são 24 pessoas (incluindo o vice-presidente Hamilton Mourão) para buscar soluções para o Brasil”.

Bolsonaro também respondeu a declaração do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho, feita no Dia do Trabalho, 1.º, que defendeu que o centrão deveria “desidratar” a reforma da Previdência para evitar a reeleição dele. “Já que Paulinho falou isso, ele não está pensando no Brasil”, disse.

Impostos

Bolsonaro afirmou que não quer a volta do desconto automático do imposto sindical no contracheque do trabalhador. De acordo com o presidente, os sindicatos são a “coisa que mais atrapalham o Brasil, pois a maioria legisla em causa própria”.

Bolsonaro afirmou que pode haver o imposto sindical se o trabalhador optar pelo pagamento via boleto bancário, mas não com um desconto automático no contracheque.

Ele disse também que o governo irá tentar fazer a Reforma Tributária, mas que solicitou à sua equipe que os trabalhos sejam feitos “devagar”. “Não pode ir com muita pressa. Pedi ao pessoal para ir mais devagar para resolver mais coisa”, afirmou

Bolsonaro disse ainda que “pelo menos” a correção da tabela do Imposto de Renda, em 2020, “com certeza vai sair”. “Falei para o Guedes (ministro da Economia, Paulo Guedes) corrigir a tabela do IR de acordo com a inflação no ano que vem. Pedido não é uma ordem, mas pelo menos corrigir o IR pela inflação para o ano que vem, com certeza vai sair”, afirmou.

Reforma administrativa

Bolsonaro afirmou ainda que o Congresso não vai deixar caducar a Medida Provisória da Reforma Administrativa (MP 870/2019), que trata da reorganização dos ministérios, “caducar” “Ter mais sete ministérios aqui ninguém aguenta”, disse. A MP – que diminui o número de ministérios de 29 para 22 – caduca em 3 de junho e, se não for aprovada até lá, todas as fusões de pastas feitas até agora serão desmanchadas.

Mas o presidente admitiu, contudo, que há a possibilidade de recriação de dois ministérios, o das Cidades e da Integração Nacional, que, com a MP, foram colocados juntos na pasta de Desenvolvimento Regional.

Questionado sobre a possível indicação do ex-ministro Alexandre Baldy, hoje secretário de Transportes na gestão João Doria (PSDB) em São Paulo, para o futuro Ministério das Cidades, Bolsonaro disse que recebeu “informe nesse sentido.” No governo de Michel Temer, Baldy comandou o ministério.

Bolsonaro lembrou que já tem ministros políticos em seu governo: o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, indicada pela Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, indicado pela bancada da Saúde.

Coaf

Sobre o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que foi retirado do Ministério da Justiça e enviado novamente ao Ministério da Economia na comissão mista que analisou a MP, o presidente disse que, na votação no plenário, o Coaf “tem tudo para voltar para as mãos de Moro”. “Sugerimos que o Coaf ficasse com Moro para que ele tenha mais facilidade em trabalhar com a lavagem de dinheiro.”

Mas o presidente sugeriu que não haverá grandes problemas se o Coaf voltar para Economia, já que o ministro Paulo Guedes e Moro poderão trocar informações. “O que não pode é vazar informações do Coaf. No ano passado, vazou muita coisa ao arrepio da lei.” No ano passado, um relatório do Coaf identificou movimentações financeiras atípicas do filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL/RJ).

Mais Médicos

Na entrevista, Bolsonaro ainda negou que tenha sido responsável pelo fim do programa Mais Médicos. “Quem acabou com os Mais Médicos não fui eu. Eles resolveram bater em retirada. Antes de eu assumir, o ditadorzão de Cuba chamou a galera de volta”, afirmou.

Segundo Bolsonaro, a única exigência agora é a realização do Revalida, exame nacional exigido por formados no exterior que queiram exercer a medicina no país, para que seja possível confirmar se os profissionais que ficaram no país são efetivamente médicos. “Temos aproximadamente dois mil médicos cubanos que não temos comprovação se são médicos ou não. Se não passar no Revalida, médico não vai ser.”

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