Últimas Notícias
Turbo Pesquisa - CLIQUE AQUI PARA MIAS INFORMAÇÕES
Inicio » Colunistas » Victor Aragão » Coluna Meio Ambiente em Foco de Victor Aragão – A consciência do ambiente pela percepção

Coluna Meio Ambiente em Foco de Victor Aragão – A consciência do ambiente pela percepção

Coluna Meio Ambiente em Foco de Victor Aragão – A consciência do ambiente pela percepção

Krzysczak (2016) lembra que o campo da Psicologia Cognitiva foi uma das mais jovens ciências a descrever o termo percepção como sendo (p. 2) “o conjunto de processos pelos quais reconhecemos, organizamos e entendemos as sensações recebidas dos estímulos ambientais”. E neste contexto, o autor vai ao encontro dos pensamentos de Sternberg (2000), de que o foco da percepção é altamente variável, tornando-se dependente da ciência a que deseja trabalhar.

Tendo como base as linhas de pensamento supracitadas, então a criação da consciência do ambiente é de fato um resultado da percepção do que nos envolve e de nós mesmos. Assim, Davidoff (1983) reforça que perceber o ambiente implica necessariamente em interpretá-lo, e frisa consideravelmente que o conjunto de nossas funções de vida orgânica e faculdades intelectuais são as nossas pontes para ao Universo.

Outras formas conceituais da percepção foram organizadas por Matos e Jardilino (2016, p. 24), e assim o termo para a Psicologia é designado como sendo “a função pela qual o espírito organiza suas sensações e forma uma representação dos objetos externos” sendo assim o produto “da atividade desta função”. Já Kant (2008, p. 167) entendia que a percepção “é a consciência empírica, isto é, uma consciência acompanhada pela sensação”.

James afirmava na obra Súmula de Psicologia (p. 411, Marcel Rivière et Cie.) que “hoje se está de acordo em definir a percepção como a consciência do objeto imediatamente presente ao órgão sensorial”. Já para Lagneau na obra Célebres Lições e Fragmentos (p. 63, PUF), o termo designa o “acabamento da representação e a retificação dos dados sensíveis, que resultam ambos, de um juízo […] pelo qual determinamos em essência, quantidade e qualidade de um objeto a que remete as qualidades sensíveis, numa realidade que as constitui”.

Chega-se à conclusão, portanto, que a percepção possui um caráter de flexibilidade, e assim, o que o indivíduo irá perceber sobre o mundo ao seu redor depende das suas qualidades físicas, intelectuais e morais, como a maneira a que se encontra motivado, como lida com suas próprias emoções, seus valores, metas e vontades na vida.

Frente às tantas linhas existentes para a percepção, Blackburn (1997) evidencia que ainda assim o fato do termo possuir uma essência ligação com as sensações, não podem ser encaixadas sinonimamente, pela simples ocorrência nas percepções, de conteúdo, ou como o próprio autor diz: sob uma ordem de visão externa. Reassegura-se que perceber deriva do que é consensual, de se estar ciente de como algo ou alguma coisa opera.

 

Victor Aragão
Victor Aragão

Aviso

  • • Nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto e esperamos que as conversas nos comentários de artigos do JORNAL MONTES CLAROS sejam respeitosas e construtivas.
  • • Os espaços de comentários em nossos artigos são destinados a discussões, debates sobre o tema e críticas de ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão tolerados de maneira nenhuma e nos damos ao direito de ocultar/excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, preconceituoso, calunioso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem nome completo e/ou e-mail válido)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *