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Coluna do Adilson Cardoso – A janela estava aberta

Coluna do Adilson Cardoso – A janela estava aberta

Bem, já vi num filme, o cara antes de se matar deixa uma carta contando algumas coisas. As pessoas ficam comovidas, passa o rosto dele no Jornal da televisão.

Naquele, o sujeito  era um milionário depressivo e filho da puta, não gosto de gente que tem muito dinheiro, sempre fui um bosta! Pé de chinelo e outras escrotices  por ai. O cara deu o golpe nele mesmo para deixar a grana para a esposa, uma mulher linda de cabelos louros e peitos enormes, quando ela saia do carro tinha sempre um Close na bunda.

A família dele ficou puta quando soube que o babaca suicida, era também um chifrudo, dai entrou na justiça para tentar provar que a depressão que lhe encurtara os dias, fora  provocada pela desilusão amorosa, mas a justiça não quis nem saber de choramingo, a loura gostosa era uma juíza que mantinha uma ONG de ajuda a crianças negras que sonhavam em ser  pilotos de Avião. Também era milionária com um patrimônio maior que o do defunto. Então posso começar minha de despedida com alguma coisa impactante; “Tentei, tentei, mas não consegui, foi mais forte que eu, combati o bom combate, atravessei cegos no sinal vermelho, coloquei ração para cachorros de ruas, comi um viadinho  que se sentia humilhado na rua da sua casa!” Não, não! Isso não porra! Serei odiado pela minha esposa e a família dela, meu pai vai cuspir na minha cara dentro do caixão, minha Mãe  coitada, vai dizer as amigas que aquilo foi o Demônio que fizera eu  escrever. Isso não! Recomeçando, “Sei que deixarei corações doendo pela minha partida, minha lembrança ficará para sempre entre vocês, ai como sentirei saudades das coisas boas que fiz, do vinho e violão na praça, do baseado com os loucos,  da lua cheia, dos espetos do seu Cebola, se lembra Bento?

Comiamos dez e pagávamos só cinco, era uma larica do caralho!” Ai droga! Droga! Isso não, seu Cebola se vestia de Papai Noel e comprava brinquedos para as crianças do seu bolso, e eu sempre disse que odiava drogas, esse povo vai amaldiçoar! Nossa como é difícil escrever uma carta suicida, puta que pariu! Bem, “Tchau amigos!” Não bosta, Tchau é no final! Recomeçando“ Sei que fui um bom filho, bom vizinho, bom marido, empregado, bom tudo, espero que vocês me perdoem, por eu ter partido assim tão jovem, obrigado as  minhas professoras das escolas por onde eu passei, nunca esquecerei de dona Constância, com ela eu aprendi o que nunca conseguiria  com as outras.

Dona Constância as vezes me chamava na sua casa e pedia para eu passar óleo nas costas dela, não se importava de ficar pelada na minha frente e depilar suas partes baixas de lábios grossos,  havia um grelo parecido a  pistilo  de flor ali dentro, ela o massageava cantando. Dona Constância mandava  tocar no teu corpo para eu aprender que os cegos enxergam é com o tato…”

Não! isso também não, Dona Constância é minha sogra,  bosta! Ai que merda, vou morrer sem deixar uma carta de despedida. Passarei por este mundo sem deixar nada que me marque, aliás, vai ficar marcado, como  o mapa na cara do  Gorbatchev, serei morto embaixo da cama de um Guarda Civil, que dirá em legitima defesa que foi pela honra. E o pior é que a  puta da mulher deu foi para o meu amigo que saltou a janela eu sou apenas o Mototaxista.

Adilson Cardoso
Adilson Cardoso

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