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Coluna Meio Ambiente em Foco de Victor Aragão – O pensar como incipiência à visão crítica ambiental

Coluna Meio Ambiente em Foco de Victor Aragão – O pensar como incipiência à visão crítica ambiental

Conceber, sob os horizontes mais comuns, traz à tona o sentido de construir ou criar algo, onde, de fato, elementos interiores e exteriores se fazem presentes. No juízo comum, a concepção também está ligada ao evento de dar a luz, na qual Guimarães (2010) exemplifica a possibilidade de uma realidade ou fenômeno passar a estar disponível aos olhos (do pensamento) do indivíduo.

Para Lallande (1976), conceber tem tudo a ver com a ação de um sujeito sobre um objeto por meio da reunião de ideias e pensamentos. Ou ainda, o mero e genuíno fato de ver um determinado fenômeno ou evento que está sobre olhares interpretativos. E assim, chega-se às convergências de Arendt (1992) para as visões críticas kantianas, nas quais reconhecem que o pensar é a atividade incipiente do espírito, do indivíduo.

Para White (1994), a concepção pode ser compreendida por “representações mentais, sistemas complexos de explicação”, já para Perdigão (2002, p. 268) o termo representa uma “rede complexa de ideias, conceitos, representações e, inclusive, preconceitos (em seu sentido valorativo)”. Na Filosofia Clássica, René Descartes entendia a concepção como a “oposição à imaginação, intelecção, isto é, operação intelectual, que se relaciona com o entendimento” e já Russ (1994, p. 45) dizia que era a “fase primeira do ato voluntário”.

A primeira linha de pensamento sobre a concepção defende que o termo se refere a “sistemas complexos de explicação”, carregando consigo uma “rede complexa de ideias, conceitos, representações e preconceitos”. Desta forma, Matos e Jardilino (2016) trazem que a concepção é o caminho no qual diz como o indivíduo percebe, julga e decide sobre algo ou alguma coisa ao seu redor. E é aí que se deve estar atento, uma vez que um meio de informação nem sempre pode ser considerado o fato ou elemento propriamente dito.

A segunda linha de pensamento resguarda a afirmação de que a concepção é a “operação de construção de conceitos”. Assim, sob uma ótica menos ampla em comparação à primeira, pensar na concepção tudo tem a ver com gerar um conceito sobre algo ou alguma coisa.

Consequentemente se valida a capacidade da concepção de gerar uma representação, como expressam Matos e Jardilino (2016), uma ideia universal e abstrata com base em particularidades e relações triviais aos elementos do meio. Ou ainda, na incidência coletiva de pensamentos e conceitos.

Há a possibilidade de se dizer então que a percepção e a concepção estão interligadas, e por isto se justifica a enorme realidade diversificada de conceitos, muitos deles que parecem refletir significados idênticos e ou semelhantes. Ambos os termos apontam para o mesmo ponto de chegada.

 

Victor Aragão
Victor Aragão

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