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Universo dos super-heróis se enche de conteúdo e também de riscos

Universo dos super-heróis se enche de conteúdo e também de riscos

Na cultura popular, seja em forma literária, audiovisual ou de jogos eletrônicos, o herói é quem toma muitas vezes o centro das atenções das histórias sendo ali contadas. Tem-se desde o herói perfeito, com defeitos inexistentes ou muito bem escondidos, até o trágico. Também há aqueles que quebram esses moldes, como é o caso do anti-herói, que não é necessariamente uma pessoa que busca realizar boas ações, mas que pode fazê-las caso veja algum benefício para si no horizonte ao realizá-las.

Universo Marvel - Foto Credito: Marvel Wikipedia
Universo Marvel – Foto Credito: Marvel Wikipedia

 

Esse é um formato que nos acompanha desde o começo da história escrita, lá na Mesopotâmia, há milhares de anos antes de Cristo, e que sobrevive até hoje, ainda que com muitas repaginações estilísticas, obtendo grande sucesso. Basta olhar para os universos de heróis de histórias em quadrinhos, que muitas vezes se digladiam nas telas de cinema pela preferência dos fãs e dos consumidores.

Desde o começo dessa “febre”, a partir do lançamento do filme dos X-Men logo no início dos anos 2000, os filmes tendo super-heróis como protagonistas saíram de 3,28% para 24,54% em market share – a fatia do mercado total – do mundo do cinema. E, enquanto os custos de produção foram aumentando, o público também foi expandindo, com as fronteiras da China e de outros grandes mercados em potencial sendo rompidas por meio destas peças.

 

 

O efeito do sucesso dos filmes acaba trespassando as telas de cinema e invadindo a cultura pop de diferentes formas. Durante o Carnaval, fantasias de super-heróis são um dos achados mais comuns nas ruas. Seriados tomam forma na televisão e nos meios de streaming. Produtos de diversos tipos, como camisetas, calçados e até mesmo uma roleta de cassino com o tema Superman fazem parte desse repertório. Fora todo o ciclo midiático e jornalístico criado em torno desse mercado, que só cresce ano a ano.

Por um lado, os grandes benefícios do lado econômico desse tipo de negócio não ficam isolados apenas aos executivos e diretores dos estúdios de cinema. Hoje em dia, já é possível ganhar sustento por meio do jornalismo e da crítica de cinema focados somente em filmes de super-heróis, isso sem a necessidade de ter um veículo próprio para tal. E, querendo ou não, a distração provida por esses filmes é de consumo fácil e muitas vezes, inofensivo.

O problema maior, que alguns especialistas do mercado já temem, é o potencial transbordo com produtos demais sendo disponibilizados em tão pouco tempo. Ainda mais em um cenário em que intervalos de produção e lançamentos cinematográficos podem significar perder grandes fatias desse mercado.

Há poucos meses tivemos o anúncio da Disney+ (lê-se “Disney Plus”), a plataforma de streaming cujos carros-chefe serão seriados e filmes do universo Marvel. A DC, por meio da sua matriz Warner, já havia lançado algo semelhante com o DC Universe: um serviço completamente dedicado a seriados.

 

 

Essas plataformas acabam servindo como um meio de fornecer conteúdo constante para os fãs destes universos. E, além disso, são uma maneira de manter as franquias nas mentes coletivas, baratear custos – uma vez que as obras destas plataformas dificilmente ganharão distribuição em salas de cinema – e arrecadar dinheiro por novas fontes.

Em princípio, parece ser uma vitória tanto para o consumidor quanto para o produtor e distribuidor destas obras. Mas, talvez, conteúdo demais seja algo problemático, não apenas pelas questões de tempo e recursos dos fãs, mas também pelo “cansaço” que isso pode gerar.

Vamos verificar qual rumo as indústrias tomarão nos próximos anos e, a partir disso, veremos quais das expectativas – a negatividade de críticos ou o otimismo dos executivos – se confirmará.

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