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Cruzeiro enfrenta Palmeiras em jogo com ares de drama e busca último suspiro pela permanência na elite do Campeonato Brasileiro

Cruzeiro enfrenta Palmeiras em jogo com ares de drama e busca último suspiro pela permanência na elite do Campeonato Brasileiro

Em 54 anos de história, o Mineirão foi palco de títulos importantes do Cruzeiro, como a Copa Libertadores de 1997, as Copas do Brasil de 1993, 2000 e 2017 e os Campeonatos Brasileiros de 2003 e 2014.
Cruzeiro enfrenta Palmeiras em jogo com ares de drama e busca último suspiro pela permanência na elite do Campeonato Brasileiro
Cruzeiro enfrenta Palmeiras em jogo com ares de drama e busca último suspiro pela permanência na elite do Campeonato Brasileiro
Também sediou decepções, sendo a principal a perda do título da Libertadores de 2009, para o Estudiantes, da Argentina. No Mineirão, laços de amizade se formaram em cima de sentimentos em comum: a paixão pelo futebol e o amor por uma das instituições mais vitoriosas e respeitadas do mundo. É essa corrente positiva no estádio que tentará contagiar o time neste domingo, às 16h, contra o Palmeiras, pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Cruzeiro joga a sua sorte no Mineirão. Pode até não ser a partida mais importante, mas, provavelmente, é a que mais reserva ares de dramaticidade. Em quase 99 anos de história, o clube celeste jamais foi rebaixado em quaisquer competições. Este, aliás, é um dos maiores orgulhos de sua torcida. Orgulho a um fio de ser ferido, visto que a fuga do Z4 na rodada derradeira da Série A só ocorrerá mediante combinação de resultados. Na 17ª posição, com 36 pontos, a Raposa tem de vencer o Verdão em Belo Horizonte e torcer por derrota do Ceará – 16º, com 38 – diante do Botafogo, no Rio de Janeiro.
Não é a primeira vez que o Cruzeiro briga contra a degola no Campeonato Brasileiro. Contudo, em ocasiões anteriores, chegou às rodadas finais dependendo apenas de si para continuar na elite. Como em 2011, ano da goleada por 6 a 1 sobre o maior rival, o Atlético, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Na ocasião, a equipe encerrou a 37ª rodada em 16º, com 40 pontos. O Ceará, 17º, tinha 39, enquanto o Athletico-PR, 18º, somava 38. A vitória em cima do alvinegro fez a Raposa alcançar 43 e evitar a queda. Foi um passo fundamental para as conquistas futuras dos Brasileiros de 2013 e 2014. E, por que não, das Copas do Brasil de 2017 e 2018.
Contar com tropeço alheio nem é o grande problema, pois o Ceará está sem vencer há seis jogos, com quatro derrotas e dois empates, e só triunfou duas vezes como visitante no Brasileiro. O que mais assusta os torcedores é a própria incapacidade do Cruzeiro, com apenas dois gols nas últimas oito partidas (quatro empates e quatro derrotas). Fred, o maior artilheiro da Série A por pontos corridos, com 147 gols, balançou a rede cinco vezes na edição de 2019 – três cobrando pênalti. David, titular com todos os treinadores (Mano Menezes, Rogério Ceni, Abel Braga e Adilson Batista), passou em branco em 33 partidas, assim como Marquinhos Gabriel, presente em 27 jogos. E Thiago Neves, o artilheiro, com seis tentos, foi afastado do grupo pela diretoria.
Se o setor ofensivo não funciona bem, as vitórias se tornam escassas. O Cruzeiro sabe o que é isso, pois ganhou somente sete jogos em 37 rodadas – mesmo número da Chapecoense e um a menos que o CSA, ambos rebaixados. Como comparação, o Ceará venceu 10 confrontos e levará vantagem nos critérios de desempate caso venha a ficar com pontuação igual à dos mineiros. Desde 2006, quando a Série A passou a ser disputada por 20 clubes em pontos corridos, o Flamengo de 2010 foi o time a escapar do descenso com a menor quantidade de vitórias: 8. De quebra, conseguiu vaga na Copa Sul-Americana ao terminar em 14º, com 44 pontos. Os demais times que seguiram na primeira triunfaram pelo menos dez vezes.
O fracasso na principal competição do Brasil também teve contribuição da má administração do presidente Wagner Pires de Sá, que delegou plenos poderes a Itair Machado, vice-presidente de futebol de janeiro de 2018 a outubro de 2019. Os gastos exacerbados e as suspeitas de corrupção complicaram a saúde financeira do Cruzeiro, que passou a atrasar salários de jogadores e funcionários, além de elevar a dívida total, superior a R$ 500 milhões. Zezé Perrella, até então presidente do Conselho Deliberativo, assumiu o departamento de futebol após a saída de Itair e não solucionou os problemas. Enquanto isso, Wagner segue como figura decorativa no cargo, sem qualquer iniciativa para apresentar, de forma lúcida e transparente, a real situação do clube à torcida e à imprensa.
Resta aos cruzeirenses se apegarem à fé – tão pregada pelo goleiro Fábio em suas entrevistas. É acreditar que o primeiro gol do contestado David no Brasileiro será o da salvação. Ou que Fred vai rememorar os tempos áureos que o consagraram artilheiro das edições de 2012 (20 gols), 2014 (18 gols) e 2016 (14 gols). A esperança está em Henrique, Leo, Marquinhos Gabriel, em alguma falha de um jogador do Palmeiras, no grito da torcida. E, claro, no desejo do Botafogo de disputar a Copa Sul-Americana de 2020, que passa inicialmente por uma vitória sobre o Ceará no Rio de Janeiro.
Para o jogo deste domingo, os desfalques são o lateral-direito Edilson (terceiro cartão amarelo), o lateral-esquerdo Egídio (expulsão), o volante Ariel Cabral (terceiro cartão amarelo) e o meia Robinho (lesão no joelho esquerdo). A escalação só será confirmada uma hora antes do apito inicial. O técnico Adilson Batista, derrotado em suas duas primeiras partidas (Vasco, 1 a 0, e Grêmio, 2 a 0), sintetizou seu pensamento em relação à última rodada. “Milagre existe, e a gente precisa acreditar”. Se obtiver sucesso na missão, o Cruzeiro será o primeiro clube a seguir na primeira divisão com menos de 40 pontos, condição que reforçaria a frase de efeito do treinador.

 

CRUZEIRO X PALMEIRAS

CRUZEIRO
Fábio; Orejuela, Cacá, Leo e Dodô; Henrique e Jadson (Pedro Rocha); Marquinhos Gabriel, Éderson e David; Fred
Técnico: Adilson Batista
 
PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Luan, Antônio Carlos e Diogo Barbosa; Matheus Fernandes, Bruno Henrique e Lucas Lima; Raphael Veiga, Zé Rafael e Dudu
Técnico: Andrey Lopes (interino)
 
Motivo: 38ª rodada do Campeonato Brasileiro
Estádio: Mineirão

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