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Coluna do Edson Andrade – Somos todos dependentes

Coluna do Edson Andrade – Somos todos dependentes

De todas as palavras do elucidário em língua portuguesa, o termo “equilíbrio” tem ocupado a base do meu pensamento em literatura e algum estudo científico em Psicologia. Estudante esforçado da Psicanálise a partir de Sigmund Freud, Jean Martin Charcot, Carl Gustav Jung e outros, não raramente perscruto mentes ao meu redor – a minha é vítima dessas incursões – para elucidar comportamentos e os  menores gestos, o mais frágil sorriso.

A Natureza é uma aula constante de equilíbrio. Até no movimento predatório constante, seres se alimentam de outros e aqueles são predadores dos mais indefesos. A natureza humana é um curso de desequilíbrio. Não raro pratica a mais cruel autofagia.

Do ponto de vista hermenêutico, a psicanálise é uma modalidade de investigação da psique presente no ser humano, como resultante de um conjunto de conceitos sistematizados, objetivando o mapeamento da vida psíquica, com resultantes no processo psicossomático do indivíduo. De acordo com os estudos de Jean Laplanche (Paris, 1924 – Beaune, 2012), psicanalista francês e o não menos francês Jean-Bertrand Pontalis (Paris, 1924 – Paris 2013), a Psicanálise freudiana será segmentada em três níveis: a) um método investigativo; b) um método psicoterápico; c) um conjunto de teorias psicanalíticas e psicopatológicas para a sistematização dos dados insertos na investigação e no tratamento. De todo o asseverado, eis o esforço em busca de um estado cognitivo a partir do termo “equilíbrio”, de onde, certamente, ter-se-ia a origem do behaviorismo na conduta humana.

O processo hipnótico assimilado por Freud em Jean-Martin Charcot realizaria investigação entre as conexões e condutas do paciente, objetivando ao psicanalista uma associação com os sintomas verificados. Associado ao médico e fisiologista austríaco Josef Breuer (Viena, 1842 – Viena, 1925), Sigmund Freud deu asas ao método catártico, processo através do qual a pesquisa seria supedaneada nos acontecimentos traumáticos do passado, rememorando-se as experiências e imagens vividas, tal como se verifica hoje, nas práticas psicanalíticas.

O ser humano é um poço sem medida de profundidade. Ali, nos abissais confrontos entre o que já foi revelado e o desconhecido, investigam-se gestos, comportamentos, histerias, passividade e reações imprevisíveis de cujas consequências – dentre elas a violência – estariam pesquisas de minimização do que é cruel e humano, sem perder-se de vista a descoberta de terapias capazes de, pelo menos, ante a complexidade do universo psíquico, trazer de volta ao convívio social todos esses milhões de seres perdidos no desequilíbrio de formas variadas.

O autor é escritor, professor, jornalista, radialista e advogado.

Edson Andrade
Edson Andrade

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