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Montes Claros – Campanha da fraternidade é lançada pela Arquidiocese de Montes Claros

Montes Claros – Campanha da fraternidade é lançada pela Arquidiocese de Montes Claros

Montes Claros – O arcebispo metropolitano de Montes Claros, Dom João Justino Medeiros abriu a Campanha da Fraternidade de 2020, com celebração na Catedral Metropolitana com uma novidade: deixou de fazer o sinal da cruz com as cinzas na testa dos fieis, como ocorria há vários anos, para impingir as cinzas na cabeça das pessoas. Além disso, teceu fortes criticas a falta de atendimento adequado na saúde; a falta de políticas públicas como um todo e no adiamento do ano letivo nas escolas estaduais. Dois moradores de rua foram colocados ao lado da cruz, para alertar a população sobre a invisibilidade desse segmento social, perante a sociedade. O padre Mauricio Jardim, coordenador das Pontifícias Obras Missionárias, representou a cúpula católica no evento.

Montes Claros - Campanha da fraternidade é lançada pela Arquidiocese de Montes Claros
Montes Claros – Campanha da fraternidade é lançada pela Arquidiocese de Montes Claros

 

A campanha desse ano tem o tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” e na homilia, o arcebispo Dom Joao Justino lembrou que ela trás como mensagem a importância de praticar a Justiça, mas sem se preocupar em fazer apenas na frente dos homens e nem pela vaidade. Citou o caso especifico das esmolas, orações e jejum e por isso. Dentro dessa concepção, explicou que o católico pode receber as cinzas na cabeça, de concordância em mudar a vida e sem precisar fazer a cruz na testa, com as cinzas. No caso da esmola, o arcebispo afirma que ela mostra a realidade dos empobrecidos, que muitas vezes não são vistos e acabam incomodando ou irritando com a sua situação.

Ele lembrou ainda que a quaresma é tempo de reflexão, pois a vida está ameaçada pela violência, tendo pouco valor. Lamentou a grande quantidade de suicídios em Montes Claros e isso exige uma busca de explicações. O arcebispo criticou que muitas vezes prefere ficar com os olhos embaçados, para enxergar apenas a si mesmo e não ver os problemas dos outros. Citou o caso dos dependentes químicos, assim como na saúde ainda existem situações onde as pessoas não conseguem o tratamento necessário. Lamentou que o ano letivo tenha se iniciado e depois suspenso e procurar saber por qual motivo ocorreu isso, pois causa incomodo.

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