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Coluna do Edson Andrade – A vida brasileira empobrecida

Coluna do Edson Andrade – A vida brasileira empobrecida

Semana em que a imbecilidade, mais uma vez venceu as coerências técnicas e científicas, aos 94 anos de idade exala-se Rubem Fonseca, escritor que renovou, por assim dizer, reconhecer e validar, nossa literatura. Contista, cronista e roteirista de estilo objetivo, seco e brutalista, na visão de Alfredo Bosi, escreveu “Lúcia McCartney” (1967) e “Feliz Ano Novo” (1975), além dos romances “O Caso Morel” (1973) e “Agosto” (1990), dentre outras de grande repercussão junto à crítica literária, e ‘ao gosto” dos inúmeros raros leitores brasileiros.

Na mesma semana em que foi defenestrado o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, vítima do narcisismo exacerbado do ocupante temporário da faixa presidencial, eis que novas nuvens negras assolam os céus brasileiros. O assassino Covid 19 levou a covas rasas 1.736 brasileiros de um total subnotificado. E outras causas inumaram o autor de “Copacabana Noir”, Luiz Alfredo Garcia Roza, aos 84 anos de idade, em decorrência de um AVC, ele que sempre foi celebrado psicanalista e autor de obras de ficção policial, cuja personagem principal é o imortal detetive Espinosa. Como “toda desgraça é bobagem”, no dizer dos que nada leem e se perdem na escuridão da ignorância, perdemos em Garcia Roza um professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, catedrático de Filosofia e Psicanálise, salas de aula sempre lotadas.

Não consigo me adaptar à máscara. A nenhuma delas. Falta-me ar e sobra-me indignação. Muitos entendem a tragédia e milhões insistem em perambular pelas ruas, na contramão de todas as ameaças que nos avizinham. Equilibradamente, entendo que as atividades econômicas URGEM retomar seu curso. Todavia, estou emparedado entre a FOME e o INIMIGO MORTAL invisível. E atribuo RAZÃO a todos quantos, ajuizados e EQUILIBRADOS perquirem pelo meio-termo face aos perdigotos soltos pelos céus de cor azul e habitados por milhões desse vírus impiedoso e mortal.

A Natureza não se desespera. Ao contrário, segue seu curso e exala feéricas luz e cor. Os humanos não entendem os pássaros: como podem imitar borboletas sob ameaça de terrível holocausto?

Retirei a máscara branca. Ela me comprime o ar e me revela uma realidade insuportável, a de não ser constitucionalmente livre e dono dos meus atos tresloucados uns, comedidos outros, temerosos alguns, temerários aos montes, todos eles não raramente eivados do “trieb” revelado por Sigmund Freud, em que, no apogeu do ego, na imperatividade do superego e no mergulho cego ao inconsciente, me perco enquanto humano, amante da melhor literatura e louco por localizar em mim ou no ambiente alienígena, meu mundo em impossível equilíbrio.

Edson Andrade
Edson Andrade

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