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Grupo de Maia está irritado com pressão de Janones por auxílio-emergencial

Grupo de Maia está irritado com pressão de Janones por auxílio-emergencial

As ofensivas do deputado federal André Janones (Avante-MG) contra Rodrigo Maia (DEM-RJ) estão incomodando o grupo mais próximo do presidente da Câmara. Nos bastidores, eles têm colocado o mineiro no mesmo patamar que parlamentares bolsonaristas. Janones tem pressionado, nas redes sociais, para que seja pautada na Casa a manutenção do auxílio emergencial em R$ 600. 

André Janones
André Janones Foto: Reprodução / FAcebook @AndréJanones

 

Em 1º de setembro, uma live dele defendendo a manutenção do valor do benefício foi o vídeo mais comentado e compartilhado em todo o mundo daquela terça-feira. Foram cerca de 4 milhões de views. E ele tem aproveitado dessa força na internet para pressionar Maia e distribuir críticas contra os colegas. A comparação com deputados bolsonaristas se dá pelo fato de eles serem conhecidos por expor os colegas tal qual Janones tem feito.

Na última semana, Maia foi diagnosticado com Covid-19 e coube ao vice-presidente da Câmara, Marco Pereira (Republicanos-SP), comandar a sessão da última terça-feira (23). Na ocasião, a fúria do mineiro no plenário e nas redes sociais se voltou contra ele. “Essa é a chance de vossa excelência, na presidência desta Casa, e de os demais deputados e senadores mostrarem para o povo brasileiro que nós estamos na mesma sintonia. Não adianta mais fingirem que não estão ouvindo os gritos do povo”, disparou.

Janones ainda fez questão de lembrar da influência que possui nas redes: “Nossos vídeos, nossas lives, nossas discussões sobre o assunto já estão entre as mais vistas do planeta. E, se o mundo ouviu a nossa voz, a Câmara dos Deputados também tem que ouvir”. E é justamente isso que incomodado os colegas, que avaliam que o deputado tem se colocado acima do bem e do mal por conta de seus seguidores, e tem agido de forma populista pensando em eleições futuras. O mineiro diz que não tem essa pretensão.

Em conversa com a coluna, Janones disse que não está “acima do bem e do mal”, mas sim a pauta que ele defende ocupa esse lugar por tratar de milhões de brasileiros.

“Eu estou me lixando para a aprovação dele (Maia) ou de outros deputados, me importo com a população. Até vejo isso como ameaça, como tentativa de me intimidar, o que mostra que a classe política não está preparada para o debate. E isso não vai funcionar, vou continuar brigando. Não estou fazendo nada ilegal e nem quebrando decoro”, disse.

Foi quase

Em março deste ano, o Conselho de Ética quase indicou medidas duras contra o deputado por ele chamar os colegas de Parlamento de “vagabundos” e “canalhas”. Após o mineiro recuar um pouco nas críticas, o caso acabou sendo arquivado. Ele até mesmo ganhou vários elogios por, segundo os deputados, ter entendido o cuidado que precisa ter nas palavras. Só que não é bem isso que tem acontecido.

Entenda o auxílio

O auxílio-emergencial foi criado pelo governo federal para garantir uma renda mínima aos brasileiros em situação de vulnerabilidade social durante o período de calamidade pública em função da pandemia da Covid-19.

Inicialmente, a previsão era de que o subsídio seria pago em três parcelas mensais, no valor de R$ 600, e terminaria em julho. Essa quantia, inclusive, foi elevada no Congresso, uma vez que a União defendia R$ 200.

A leitura do Palácio do Planalto foi de que o benefício tem contribuído com a imagem de Bolsonaro entre as pessoas de baixa renda. Por isso, ele foi estendido por mais quatro parcelas, no valor de R$ 300.

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