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Minas Gerais tem mais de 1,4 mil golpes pelo WhatsApp a cada 24 horas

Minas Gerais tem mais de 1,4 mil golpes pelo WhatsApp a cada 24 horas

Minas Gerais é o terceiro Estado brasileiro que mais registra golpes pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. Por aqui, só em setembro, de acordo com dados da empresa de segurança digital PSafe, 43 mil pessoas foram alvo dos bandidos – uma média de 1.433 a cada 24 horas.

Minas Gerais tem mais de 1,4 mil golpes pelo WhatsApp a cada 24 horas
Minas Gerais tem mais de 1,4 mil golpes pelo WhatsApp a cada 24 horas Imagem de Thomas Ulrich por Pixabay

 

No geral, o estelionato virtual tem deixado a população em alerta. Sem especificar por qual plataforma o delito é praticado, a Polícia Civil informou que os casos em 2020 já superam os computados em todo o ano passado.

Somente de janeiro a setembro de 2020 foram 13.090 registros de crimes cibernéticos relacionados à modalidade de estelionato. No ano passado, 8.509.
Uma das vítimas foi a servidora pública Fabiana Martins, de 40 anos. Ela recebeu uma mensagem do número da madrasta, que havia sido clonado, e fez o depósito na conta bancária indicada.

“Como ela está cuidando do meu irmão deficiente e eu sempre mando dinheiro pra ela, não desconfiei. O dinheiro foi para uma conta corrente que foi bloqueada, mas até hoje eu não consegui reaver o dinheiro. Estou aguardando os trâmites administrativos entre os bancos”, relatou.

Segundo a polícia, uma das formas que os golpistas conseguem os números de telefones é por meio de anúncios publicados em sites de compra e venda na internet.

Para conseguir o código de verificação do WhatsApp, se passam por funcionários das plataformas digitais e solicitam à vítima que informe a senha, para ativar o produto ou serviço na página. Porém, essa senha habilita o aplicativo em outro aparelho, permitindo o acesso do bandido.

Outra forma de realizar o golpe é tendo ajuda de funcionários das operadoras de telefonia que atuariam sob ordens de organizações criminosas. Nesse caso, os empregados desabilitam o chip da vítima e habilitam o número em outro celular.

“É responsabilidade da operadora, que deixou que o sistema desabilitasse o chip e habilitasse no aparelho do fraudador. A empresa tem registro sobre toda a ação e é dever dela revelar os dados”, afirmou o advogado Alexandre Atheniense, especialista em Direito Digital. Segundo ele, as vítimas podem acionar judicialmente as empresas de telefonia.

Para não cair neste golpe, o mais importante é ativar a autenticação em duas etapas no WhatsApp. Dessa forma, o usuário precisa inserir um segundo código de segurança além da senha, quando solicitado.

Os especialistas também recomendam às pessoas não compartilhar o código de confirmação do aplicativo. Se for constatado o golpe, o dono do número deve acionar o suporte da plataforma digital e pedir a desativação temporária da conta.

Outra dica é instalar aplicativo ou programa de segurança que alerte sobre clonagem do WhatsApp ou outras ameaças virtuais. Além disso, é preciso desconfiar de mensagens recebidas, de familiares ou amigos, pedindo transferência bancária de qualquer valor. Nesse caso, ligue para a pessoa e converse pelo telefone sobre a transação. Se ninguém atender a ligação, é sinal de que houve uma clonagem do número.

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