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E-commerce cria empregos e ajuda no faturamento de pequenas empresas

Faturamento do e-commerce deve crescer 26% em 2021.

Não há como negar que 2020 foi um ano propício para o e-commerce. Além de crescer em faturamento, o comércio eletrônico foi importantíssimo para a geração de emprego em um período atípico, ajudando na manutenção das pequenas empresas em meio à crise econômica.

O e-commerce é uma plataforma personalizável e relativamente barata, o que o torna uma ferramenta ideal para ampliar a audiência e continuar gerando receita sem sair de casa. Para as pequenas empresas, sem grande capacidade de investimentos, a necessidade de migrar para o ambiente on-line em 2020 foi urgente.

Faturamento do e-commerce cresceu 56,8% em 2020

Um estudo feito pela Compre&Confie, em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), expôs que o comércio digital cresceu 56,8% entre janeiro e agosto de 2020, comparado ao mesmo período de 2019.

Os dados mostram que, mesmo com a queda de 5,4% no valor do tíquete médio, o faturamento aumentou, devido ao crescimento de 65,7% no número de pedidos. Foram mais de 105 bilhões de solicitações em apenas 8 meses, uma média de 13 bilhões mensais.

Crescimento do número de lojas virtuais influenciou busca por profissionais de e-commerce

De acordo com a ABComm, o número de lojas virtuais cresceu absurdamente de março a agosto de 2020. Mais de 135 mil marcas aderiram ao e-commerce para manterem-se ativas. Antes desse período, a média mensal era de apenas 10 mil lojas on-line por mês.

Com o crescimento das lojas virtuais na internet e o aumento da demanda por produtos on-line, as pequenas empresas tiveram de buscar trabalhadores ligados à área de e-commerce, desde profissionais de logística até especialistas em marketing digital.

As contratações das funções relacionadas ao comércio digital cresceram 43% em 2020, de acordo com o LinkedIn. A pesquisa também mostrou o crescimento de 67% das contratações no setor de telemarketing para e-commerce.

Outro fator importante para o crescimento do número de empregos no e-commerce foi a adoção do home office, que fez com que alguns setores, como o de tecnologia, continuassem contratando, mesmo com crise econômica.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 7,9 milhões de brasileiros estavam trabalhando em home office no fim de setembro de 2020.

E-commerce deve crescer 26% em 2021

Com o crescimento estrondoso do e-commerce em 2020, as expectativas para 2021 são excelentes. Um relatório da Ebit Nielsen aponta que o setor deve crescer 26% este ano, alcançando um faturamento de R$ 110 bilhões.

A análise da consultoria aponta que a estimativa de crescimento se deve a alguns fatores importantes, como o aumento do número de consumidores, a consolidação de e-commerce locais, a estabilização de lojas virtuais que chegaram ao mercado em 2020 e o fortalecimento dos marketplaces.

Realizada no último trimestre de 2020, uma pesquisa da Ebit Nielsen mostra que 95% dos consumidores que compraram on-line devem continuar adquirindo produtos pela internet em 2021.

De acordo com a Ebit Nielsen, os setores com maior destaque nas vendas on-line deste ano devem ser: alimentos e bebidas, bebês e companhia, arte e antiguidade, casa, decoração e construção. Em 2020, esses foram os setores que consolidaram o crescimento do e-commerce, adaptando-se melhor às complicações do período.

A consultoria explica que a expectativa de crescimento no e-commerce em 2021 é moderada por conta da retomada gradual da economia, com os possíveis aumentos da inflação e da taxa Selic.

O crescimento do e-commerce em 2020 impulsionou direta e indiretamente o aumento de empregos. Com as restrições que se mantêm para 2021, pelo menos, neste início de ano, as lojas virtuais devem seguir crescendo.