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Mais de 90% das universidades brasileiras acreditam que a tecnologia melhora a qualidade do ensino superior

São Paulo 10/8/2021 – Mais de 92% dos respondentes acreditam que instituições de ensino precisam se transformar digitalmente para permitir o crescimento futuro.

Pesquisa com mais de 400 instituições de ensino no Brasil revela que a transformação digital é fundamental para crescimento futuro

Para examinar o impacto da transformação digital na educação, a D2L, player global de aprendizagem, conduziu uma pesquisa com mais de 4.830 respondentes do ensino superior em todo o mundo. A pesquisa inclui participantes em cada um dos principais mercados da América Latina: Brasil, México e Colômbia, sendo que no Brasil participaram 474 instituições de ensino superior (IES).

Um dos destaques desse estudo no país é a perspectiva positiva da capitalização desta transformação, com mais de 90% destas instituições entendendo que a tecnologia melhora a qualidade do ensino; 68% opinando que o modelo de aprendizagem híbrida oferece benefícios educacionais superiores ao modelo apenas presencial, sem tecnologia; e 90% afirmando que a sua opinião em relação à tecnologia é mais positiva após a crise causada pelo COVID-19. Além disso, mais de 92% dos respondentes acreditam que instituições de ensino precisam se transformar digitalmente para permitir o crescimento futuro.

A estratégia de transformação digital no Brasil parece ser multifacetada, com 62% apontando a introdução de novos conteúdos para oferecer uma experiência mais envolvente; 57% informando da necessidade de novas tecnologias para melhorar a experiência de aprendizagem digital; e 55% declarando que a transição digital levou ao bom uso das ferramentas síncronas.
Em relação a priorização, 30% dos entrevistados dizem que o planejamento desta agenda começou antes de 2015 – resultado que coloca o Brasil entre as maiores porcentagens de todos os países pesquisados. Por outro lado, mais de 40% das instituições iniciaram a execução efetivamente apenas a partir de 2020, mostrando assim o impacto da pandemia da Covid-19.

“Os resultados mostram que a pandemia apenas alterou a urgência de um processo que vinha acontecendo em grande parte das IES em todo o Brasil, com 70% das instituições afirmando que a COVID-19 acelerou a sua estratégia digital. Mais da metade das instituições elencaram como sua prioridade para os próximos 24 meses a ampliação da oferta online, o investimento em infraestrutura e novas tecnologias”, comenta o diretor da D2L no Brasil, Peterson Theodorovicz. “O desafio agora é manter a consistência da produção educacional e olhar para o próximo estágio da evolução digital do setor”, comenta ele.

Obstáculos à transformação digital

O principal obstáculo para a transformação digital na América Latina é unânime: o acesso dos alunos à Internet e aos dispositivos digitais (45%). Segue-se a isto a falta de recursos e infraestrutura, que é a segunda maior preocupação no México (35%), a lacuna de habilidades digitais acadêmicas na Colômbia (31%); e o custo da transformação no Brasil (35%).

Ao chamar a atenção para a lacuna de habilidades digitais entre acadêmicos, as instituições da América Latina estão ecoando um problema que foi citado por universidades em todo o mundo enquanto tentam implementar uma estratégia de transformação digital. Evidentemente, os educadores acharam a adoção de alguns novos modos de ensino mais fácil do que outros, mas em linhas gerais os entrevistados da América Latina indicam que a transição para o aprendizado online vem com seus desafios, com a maioria das respostas (35%) descrevendo-a como “um tanto difícil”.

“O desenvolvimento profissional – especialmente em termos de habilidades digitais aprimoradas – facilita essa transição. Para a maioria dos entrevistados, a falta de suporte no uso de ferramentas digitais para fornecer educação é o maior desafio para a aprendizagem online”, comenta Peterson.

Ainda segundo o diretor, os resultados das iniciativas de transformação digital já adotadas são promissores. “Passado o período emergencial da transição, já se percebe um planejamento mais adequado de preparo dos professores, modelos pedagógicos, ferramentas e conteúdo, resultando em novas oportunidades de colaboração e um maior engajamento da comunidade acadêmica e alunos com esta transformação digital mais estruturada”, finaliza ele.

Website: https://www.d2l.com/