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Fundos imobiliários: veja passo a passo de como investir

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Compreender funcionamento do fundo e traçar o perfil do investidor são etapas primordiais para fazer escolha assertiva

Fundos imobiliários (FIIs) podem ser alternativas para quem pretende começar a investir em renda variável, pois conferem menos riscos em comparação a outros investimentos dessa modalidade. O primeiro passo para quem pretende ingressar como investidor desse tipo de fundo é conhecer suas características, como a remuneração, a liquidez e os riscos, além da dinâmica de funcionamento.

Os FIIs representam uma democratização dos investimentos no mercado imobiliário, pois não exigem que o investidor tenha o recurso necessário para a compra de um imóvel. Através dos fundos, é possível adquirir cotas, que representam uma “parte” do bem, e são comercializadas por valores mais acessíveis.

Os fundos imobiliários de tijolo negociam cotas de imóveis prontos, como shoppings, edifícios residenciais, salas comerciais, dentre outros. Já os fundos imobiliários de papel financiam empresas do setor imobiliário. Em ambos os casos, há uma gestão profissional e, por isso, cobrança de taxa de administração.

A remuneração dos FIIs é feita de duas formas: através da distribuição dos rendimentos mensais aos cotistas, de acordo com a participação de cada um no fundo, ou por meio da venda da cota após a sua valorização. No primeiro caso, há isenção do Imposto de Renda (IR), já no segundo existe a cobrança.

Trata-se de um investimento de alta liquidez e considerado mais seguro em comparação com outros ativos de renda variável. Os principais riscos são a desvalorização do imóvel, a inadimplência e a vacância.

Identificar o perfil do investidor

Após se informar de forma mais detalhada sobre as características gerais dos FIIs, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) orienta que o futuro investidor avalie o próprio perfil para saber se é compatível com esse tipo de investimento.

Nesse sentido, é importante analisar a finalidade ao investir, o valor disponível para a aplicação, quanto se espera de retorno financeiro, quando pretende acessar esse dinheiro e qual é a tolerância aos riscos. Em seguida, é preciso comparar as respostas com as características dos FIIs e definir se eles atendem aos interesses do investidor.

De acordo com a Anbima, esse tipo de fundo é aconselhável para quem deseja ingressar na renda variável ou diversificar a carteira de investimentos. A associação destaca a importância de ter recursos que não sejam da reserva de emergência para essa modalidade de aplicação.

Já a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) alerta sobre a necessidade de todo futuro investidor ter conhecimentos em educação financeira para a melhor gestão do patrimônio.

Como adquirir as cotas

Para começar a investir em FIIs, é necessário ter uma conta em uma corretora de investimentos, que dará o acesso à plataforma de negociação. Esse tipo de ativo é negociado na B3 e a ordem de compra e venda de cotas é feita pela internet.

A escolha do fundo em que se irá investir deve considerar todas as informações observadas anteriormente sobre o perfil do investidor. Em caso de dúvidas, a corretora pode oferecer o suporte necessário para auxiliar na decisão.

O processo prático para investir em fundos imobiliários é simples e rápido. Por isso, a maior preocupação deve ser garantir a informação prévia necessária – sobre o investimento e o próprio investidor – para que a aplicação seja assertiva.

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