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Terapia ocupacional pode integrar tratamento para autismo e Síndrome de Down

Terapia ocupacional pode integrar tratamento para autismo e Síndrome de Down

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A terapia ocupacional tem sido uma ferramenta valiosa na integração de tratamentos para o transtorno do espectro autista (TEA) e a síndrome de Down (SD). A abordagem holística e personalizada contribui para o desenvolvimento neuropsicomotor, o que pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

Há casos em que as duas condições coexistem, como mostram os dados do Movimento Down.org, uma organização filiada à Down Syndrome International e à Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD).  Estima-se que até 39% das pessoas com a síndrome também tenham o diagnóstico de TEA.

Nesse contexto, a busca por caminhos eficazes para melhorar a qualidade de vida das pessoas com Down e TEA tem sido uma prioridade constante nos campos da medicina e da terapia.

A diretora técnica Geral da clínica do Espaço Cel, Virginia Vasquez, observa que, no passado, as pessoas diagnosticadas com síndrome de Down costumavam ter uma qualidade de vida prejudicada e, inclusive, faleciam mais cedo.

Atualmente, com o avanço do conhecimento nas áreas da medicina e da terapia, a realidade é diferente. “Elas trabalham, estudam, namoram, passeiam, viajam e fazem diversas outras atividades. Assim, a expectativa de vida e de bem-estar passou a ser maior, o que é o mais importante”, acrescenta a especialista.

Os materiais disponíveis no portal do Espaço Cel mostram, ainda, a importância de uma abordagem multidisciplinar para melhorar a qualidade de vida de quem convive com a TEA e a SD. A terapia ocupacional destaca-se, entre outros motivos, por contribuir para que os pacientes e suas famílias estabeleçam metas realistas, considerando suas preferências e necessidades.

Além disso, a terapia ocupacional pode ser combinada com outros métodos, como a fonoaudiologia, a fisioterapia e a terapia comportamental. Diferentes estudos mostram que a abordagem multidisciplinar tem trazido bons resultados para os pacientes.

As atividades propostas pela terapia ocupacional, geralmente, são de trabalho e lazer, com um enfoque lúdico, no qual o terapeuta busca aprimorar a autonomia e a capacidade funcional dos pacientes. Dessa forma, é possível elevar a qualidade de vida, seja na realização das atividades do dia a dia ou nas interações sociais.

Como funciona a terapia ocupacional nos cuidados com TEA

Segundo a organização Autism Speaks, o transtorno do espectro autista é uma alteração neurológica que afeta a comunicação, o comportamento e a interação social, tendo, portanto, efeitos na neuroaprendizagem.O cérebro de pessoas com TEA conta com padrões de aprendizado específicos e compreendê-los é crucial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas e educacionais eficazes.

No tratamento para autismo, a terapia ocupacional pode se concentrar na melhoria da comunicação social, na aquisição de habilidades de autocuidado e na regulação sensorial.

Como muitas crianças com TEA têm dificuldade em lidar com estímulos sensoriais, esse cuidado pode ajudá-las a desenvolver estratégias para superar esses desafios.

Pesquisa disponibilizada no Repositório Institucional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) investigou a autonomia de crianças com TEA em atividades diárias, considerando a perspectiva de terapeutas ocupacionais.

Apesar dos desafios enfrentados, muitas delas conseguem desenvolver diferentes habilidades com o apoio de cuidadores e especialistas. No entanto, frequentemente, quando o suporte profissional diminui, elas enfrentam dificuldades para manter a independência.

O estudo ressalta a importância da participação efetiva das pessoas com TEA em atividades cotidianas para a promoção do bem-estar. Muitas delas podem apresentar dificuldades para realizar ações de autocuidado, tarefas domésticas e gestão financeira. Com isso, o estudo enfatizou a necessidade de desenvolver maior independência, conforme observado tanto nas entrevistas realizadas, quanto na literatura sobre Atividades de Vida Diária (AVDs).

Melhoria das habilidades motoras em casos de SD

A síndrome de Down, conhecida também como T-21, é um estado genético caracterizado por cromossomo adicional no par 21, que apresenta desafios cognitivos e físicos específicos, conforme a FBASD.

Nesses quadros, a terapia ocupacional pode ajudar na melhoria das habilidades motoras, na independência para a realização de ações do dia a dia e na promoção da integração social.

Trabalhando em estreita colaboração com outros profissionais de saúde, os terapeutas ocupacionais criam programas individualizados que se concentram nas necessidades específicas de cada pessoa. A abordagem multidisciplinar considera o desenvolvimento neuropsicomotor e a neuroaprendizagem.

A recomendação é para que esse trabalho tenha início o quanto antes for dado o diagnóstico, como mostra um estudo publicado no Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto, que fez uma análise sistemática do “impacto das intervenções não-farmacológicas no desempenho motor de crianças com síndrome de Down”.

A revisão de ensaios clínicos com pessoas de zero a 18 anos investigou o efeito da terapia ocupacional, junto a outros métodos não-farmacológicos, no desempenho motor. As conclusões indicaram que todas as intervenções testadas obtiveram resultados positivos. Além disso, as intervenções mais frequentes e precoces tiveram melhores desempenhos.

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