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PF prende três ex-deputados do PT e PP em nova fase da Lava Jato

PF prende três ex-deputados do PT e PP em nova fase da Lava Jato

Batizada de “A origem”, operação acontece nesta sexta-feira (10) em seis Estados e no Distrito Federal; ao todo, devem ser cumpridos sete mandados de prisão

Agentes federais foram até a casa do ex-deputado André Vargas em Londrina
Agentes federais foram até a casa do ex-deputado André Vargas em Londrina

A Polícia Federal coloca em ação a 11ª fase da operação da Lava Jato na manhã desta sexta-feira (10) em seis Estados brasileiros e no Distrito Federal. Os agentes devem cumprir sete mandados de prisão,  16 de busca e apreensão, nove de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento. Cerca de 80 policiais federais cumprem 32 mandados judiciais.

Ex-deputado André Vargas é um dos detidos nesta sexta-feira (10) em nova fase da Lava Jato
Ex-deputado André Vargas é um dos detidos nesta sexta-feira (10) em nova fase da Lava Jato

Segundo o jornal ‘Folha de S. Paulo’, três ex-deputados foram presos nesta manhã pelos agentes federais, sendo eles: André Vargas (ex-PT-PR), Luiz Argôlo (ex-PP e atualmente, Solidariedade-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE).

André Vargas foi cassado em dezembro pela Câmara dos Deputados. Os parlamentares decidiram condená-lo por envolvimento em negócios com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato por participação em um esquema de lavagem de dinheiro.

Em outubro, o Conselho de Ética da Câmara aprovou o pedido de cassação de Argôlo, acusado de participar de negócios ilegais com Alberto Youssef.

Ainda de acordo com o jornal paulista, também foram presos Leon Vargas, irmão de Vargas, Elia Santos da Hora, secretária de Argôlo, Ivan Torres, indicado como laranja de Corrêa, e Ricardo Hofman, diretor de agência de publicidade.

Batizada de “A origem”, a 11ª fase da operação tem como objetivo investigar ações criminosas envolvendo três grupos de ex-agentes políticos após o envio de inquéritos que estavam no Supremo Tribunal Federal (STF). São investigados crimes, como: organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência.

A operação apura fatos envolvendo a Petrobras e também outros órgãos públicos federais. Todos os detidos serão encaminhados para a superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Agência Brasil