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COPASA - MONTES CLAROS
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Norte de Minas – CBH Jequitaí, Pacuí e trecho do São Francisco discute projeto da COPASA de captação de água do rio Pacuí para o abastecimento de Montes Claros

Norte de Minas – CBH Jequitaí, Pacuí e trecho do São Francisco discute projeto da COPASA de captação de água do rio Pacuí para o abastecimento de Montes Claros

 

Norte de Minas - CBH Jequitaí, Pacuí e trecho do São Francisco discute projeto da COPASA de captação de água do rio Pacuí para o abastecimento de Montes Claros
Norte de Minas – CBH Jequitaí, Pacuí e trecho do São Francisco discute projeto da COPASA de captação de água do rio Pacuí para o abastecimento de Montes Claros

 

Na manhã do dia 12/05/2017, foi realizada na sede da Primeira Regional de Segurança Pública Integrada (RISP), em Montes Claros, uma reunião extraordinária do Comitê de Bacia Hidrográfica (CBH) dos Rios Jequitaí, Pacuí e trecho do São Francisco, com o objetivo de discutir o projeto da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) de captar água do rio Pacuí para o abastecimento do município de Montes Claros.

Além dos conselheiros do CBH Jequitaí, Pacuí e trecho do São Francisco estiveram presentes os Prefeitos Roberto Mota Dias e José Raul Reis de Coração de Jesus e Lagoa dos Patos, respectivamente, ribeirinhos, usuários e de diversos municípios da Bacia do Pacuí e o Superintendente Regional Norte da COPASA, Roberto Luiz Botelho.

O município de Montes Claros dispõe de dois mananciais para o abastecimento humano, o sistema Verde Grande com a barragem de Juramento que corresponde a 65% do abastecimento da cidade e o sistema  Lapa Grande que responde por 35% do abastecimento. No entanto, os reservatórios não estão sendo suficientes pela baixa vazão, cerca de 33% da sua capacidade. Nesse sentido, a COPASA vem há cerca de dois anos, apresentando o sistema de rodízio e racionamento em todo o município.

O Superintende Regional Norte da COPASA, Roberto Luiz Botelho, explica: “O estudo para atender a demanda de água de Montes Claros está na Diretoria de Planejamento Estratégicos do governo de Minas, através do IGAM e do SISEM, que também analisam outras possibilidades. Captar água no projeto de irrigação do Jaíba, a barragem de Congonhas, mas que não tem orçamento federal e nem previsão. A barragem de Jequitaí deve retomar os trabalhos, mas com menos de três anos não deve ficar pronta. E temos o manancial do Pacuí, caso seja o mais viável, inicialmente a estação para captação se dará por meio adutora de aproximadamente 58 quilômetros e está localizada entre os municípios de Coração de Jesus e Montes Claros. É possível também uma solução mista, com captação no Rio São Francisco, no município de Ibiaí. Mas não temos nada concretizado ainda”, explicou.

O prefeito do município de Coração de Jesus, Robson Dias Mota, explica: “Não somos contra trazer água para Montes Claros, pelo contrário, temos consciência da escassez, mas o rio Pacuí não tem condições, pois se encontra muito abaixo de sua capacidade com apenas 10 centímetros de profundidade. O que somos contra é transferir aos cidadãos e pequenos agricultores dos municípios de Coração de Jesus, Ponto Chique, Campo Azul, Ibiaí, São João do Pacuí, Lagoa dos Patos, Brasília de Minas e São João da Lagoa essa conta. Se essa captação vier a acontecer o rio Pacuí vai secar, e essas famílias não tem outra alternativa de sobrevivência”, ressaltou o prefeito.

“Nós não queremos é morrer de sede e se necessário for vamos procurar a justiça para impedir que nos tirem o pouco que temos” desabafou José Pereira, conhecido como Jucão, produtor rural e morador de Coração de Jesus.

No sentido de buscar um diálogo sobre o referido projeto, uma comitiva de prefeitos foi até o Ministério Público da Bacia do São Francisco, no dia 4 de maio, para conversarem com o Promotor Lucas Trindade. O apelo dos prefeitos é no sentido de cobrar que estudos hidrológicos sejam realizados com maior profundidade, bem como a realização de audiências públicas com a participação dos usuários impactados. O promotor expediu comunicação solicitando aos órgãos competentes um maior esclarecimento no prazo de 10 dias.

José Raul Reis, prefeito de Lagoa dos Patos, afirmou: “Precisamos achar uma solução para o problema! Nosso sentimento é que o projeto visa retirar a pouca água existente, dos pequenos ribeirinhos. A melhor solução seria que as forças políticas cobrem do Governo Federal, por meio da CODEVASF, uma intensificação e aporte financeiros para a viabilização do projeto Jequitaí. Com certeza esta é a melhor solução”, ressaltou.

“Há um esforço do governo federal de se garantir o recurso para contratação da obra e no melhor dos cenários estaremos realizando a licitação do Jequitaí no ano que vem”, explicou Silvano Ferreira, técnico da CODEVASF.

Wiliam César Ireno, presidente do CBH Jequitaí Pacuí e trecho do São Francisco salientou a importância da participação do Comitê nesta divergência e disse: “Estamos aqui como instrumento de mediação, mas devemos discutir e ouvir todos os envolvidos, no sentido apaziguador e resguardando a saúde hídrica da Bacia, precisamos discutir e encontrar a melhor solução” argumentou.

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