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Saúde – Treino com eletroestimulação muscular promete resultados em apenas 20 minutos

Saúde – Treino com eletroestimulação muscular promete resultados em apenas 20 minutos

A intensa rotina de trabalho e o cuidado da casa e dos dois filhos pequenos tornam o dia a dia da empresária Ana Paula Rios, de 38 anos, bem corrido e quase não sobra tempo para a prática de atividade física. No entanto, para manter o corpo saudável, ela se desdobrava e era assídua da academia convencional com personal trainer até aderir à nova mania fitness, a eletroestimulação muscular.

O casal de médicos Lauro Guirlanda e Symone Porto aderiu à eletroestimulação há dois meses
O casal de médicos Lauro Guirlanda e Symone Porto aderiu à eletroestimulação há dois meses

O método, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no fim de 2016, consiste em exercícios físicos executados com vestimenta própria repleta de eletrodos que conduzem impulsos elétricos, provocando a contração muscular.

De acordo com Laura Figueiredo, sócia da SYNC Eletro Fitness, localizada no bairro Mangabeiras, região Sul de Belo Horizonte, com apenas 20 minutos, duas vezes por semana, é possível obter bons resultados. “O estímulo é intenso e o método trabalha 300 músculos de uma só vez, por isso o treino tem esse tempo limitado”, explica.

A empresária Ana Paula Rios começou a atividade há quase dois meses e já afirma não “ter paciência” mais para a academia normal. “Os resultados do eletro fitness têm sido mais rápidos. Estou sentindo músculos que não sentia antes. Reduzi medidas, celulite e flacidez”, celebra.

“Além do ganho de tempo, os resultados são mais rápidos: perda de gordura corporal, hipertrofia dos músculos, melhora considerável da celulite. É um treino sem impacto, para aquelas pessoas que têm algum tipo de lesão. Idosos também podem fazer”
Laura Figueiredo
Sócia da SYNC Eletro Fitness

Agilidade

Esportistas de elite como o velocista Usain Bolt e o tenista Rafael Nadal são alguns dos famosos adeptos à novidade fitness. Mas, a eletroestimulação muscular não surgiu recentemente.

O método já era utilizado para fins fisioterápicos, com o objetivo de recuperação de lesões e de tônus muscular, tanto pelo baixo impacto quanto pela ação mais rápida.

E foi justamente o resultado ágil que atraiu a pediatra Symone Porto, de 39 anos. “Tive um parto recente e percebi que estava perdendo tônus com rapidez. Meu bebê estava com dois meses quando comecei”, conta.

Para estimular a esposa na nova “empreitada”, o marido de Symone, o psiquiatra Lauro Guirlanda, também com 39 anos, iniciou o treino uma semana antes da mulher. “Ele não gosta de academia convencional. Sempre paga os planos e não vai. Quando pesquisamos sobre o eletro fitness, ele achou interessante e foi experimentar”, lembra a médica.

Symone afirma que o casal está firme na atividade e que ela já colheu frutos em dois meses de malhação, duas vezes por semana. “Meus glúteos e coxa estão durinhos”, comemora.

Os valores do eletro fitness variam de acordo com os planos: um treino semanal custa R$ 95; já o pacote semestral com dois treinos por semana faz este valor cair para R$ 80.

Eficácia

O enrijecimento muscular sentido por Ana Paula e Symone é explicado pelo funcionamento do método que, por meio de coletes e fitas com eletrodos, permite a condução da eletricidade, recriando o movimento natural do sistema nervoso.

“Durante os exercícios, mesmo nos mais simples, como agachamento e flexão de braços, com a contração involuntária da musculatura promovida pelos estímulos elétricos, há um amplo recrutamento de unidades motoras para todos os grupos musculares envolvidos”, explica o educador físico Marcos Breno, também sócio da SYNC Eletro Fitness.

Para Ana Paula Rios, a eficácia da atividade está mais que comprovada. “O treino é bem puxado, sinto meus músculos trabalhando até dois dias depois”, revela. Mesmo comentário da médica Symone Porto. “A atividade é bem cansativa, sinto aquela ‘dorzinha’ de que a musculatura foi trabalhada”.

Para melhorar a saúde física, o esforço é necessário

A inovação tecnológica do eletro fitness vem como um alento para os mais preguiçosos com a malhação ou mesmo para os que não se sentem motivados em praticar uma atividade física que exija esforço.

No entanto, é preciso compreender que não existe milagre quando o assunto é aprimorar a saúde, aperfeiçoar a musculatura e emagrecer.

“As pessoas devem entender que fazem atividade física para melhorar a saúde e não existe resultado sem esforço”, aponta a coordenadora do curso de Educação Física do Uni-BH, Kenya Oliveira.

Para a especialista, benefícios como a regularização da pressão arterial, a prevenção do câncer e o controle do diabetes só são alcançados com exercícios físicos com determinadas durações de tempo.

Além disso, Kenya Oliveira alerta que os adeptos à eletroestimulação devem ficar atentos à segurança do método.

“O profissional que orienta a atividade deve ser capacitado para tal, a intensidade do exercício adequada e o equipamento deve ser certificado”, adverte a educadora física.

Eu Experimentei

Apesar de ter lido, pesquisado e feito as entrevistas para esta matéria, não havia chegado a uma conclusão de como realmente funcionava a atividade física com eletroestimulação. Na última sexta-feira, resolvi experimentar a novidade.

Mesmo não estando na forma física que desejo, sou frequentadora de academia convencional há alguns anos e tenho limitações na execução de certos movimentos por ter lesão permanente nos dois joelhos. O que me impede de correr, por exemplo.

Ao chegar na SYNC Eletro Fitness, preenchi dois termos nos quais informei minha atual condição de saúde, lesões pré-existentes e conversei com o educador físico que me acompanhou. Vale dizer que a aula é individual e personalizada.

Em seguida, vesti bermuda e blusa próprias fornecidas pelo estúdio e passamos para a colocação do colete e das demais bandagens, onde estão inseridos os eletrodos. Tudo bem geladinho, já que são embebidos com água para melhor condução dos impulsos elétricos.

Todo o equipamento foi ligado a um console, no qual uma avatar desenhada na tela reproduzia os movimentos que eu deveria executar. No entanto, o professor me orientou o tempo todo e poucas vezes recorri àquela imagem para me “lembrar” do movimento.

Achei que a eletroestimulação fazia tudo sozinha, que bastaria ficar lá parada. Mas, não, é preciso executar flexão de joelhos e braços, fazer abdominais, agachamentos e todas as outras coisas às quais já me acostumei.

Em 20 minutos, consegui transpirar como se tivesse malhado por quase uma hora, fiquei cansada e durante toda o dia senti meus músculos trabalhando. Principalmente os das pernas, glúteos e costas. Inclusive grupos musculares que geralmente não sinto no treino normal.


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