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Para além do Setembro Amarelo, redes sociais auxiliam na prevenção do suicídio

Usar a afinidade do usuário com as redes sociais como ferramenta para prevenção do suicídio. A ideia, defendida por especialistas, tem sido cada vez mais utilizada pelas plataformas de comunicação digital e entidades brasileiras que dão suporte a quem vê no autoextermínio uma saída para o sofrimento. A parceira dessas empresas é essencial na tentativa de reduzir tristes estatísticas, como a de Minas Gerais. Todos os dias, pelos menos três pessoas tiram a própria vida no Estado.

Além de contatar o usuário, as redes sociais indicam formas de buscar ajuda

 

Há 15 anos, o 10 de setembro – e por consequência o mês todo, chamado Setembro Amarelo – é lembrado como o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio. Nesta semana, duas das redes sociais de maior penetração no país, Facebook e Twitter, lançam campanhas sobre o tema.

Nesta terça-feira (11), o Twitter estreia serviço de notificações no Brasil. Quando alguém buscar por temas relacionados ao autoextermínio, o primeiro resultado será um incentivo para que ela procure ajuda. Já o Facebook divulgará vídeos de conscientização, em parceria com a ONG Nova Escola.

Estratégias incluem monitoramento de hashtags, palavras-chave ou termos ligados a automutilação ou problemas emocionais e denúncias de outros usuários da internet, que podem indicar aos administradores da plataforma conteúdos com indício dessas questões.

Em busca de ajuda

Além de contatar o usuário, as redes sociais indicam formas de buscar ajuda, como o Centro de Valorização da Vida (CVV), grupo de voluntários que dá apoio emocional, atendendo gratuitamente pessoas que precisam conversar, de forma anônima.

A psicanalista Andrea Monteiro Lopes acredita que a internet integra rede de apoio que deve ser valorizada. “O suicídio e problemas como a depressão ainda são tratados de forma pejorativa e jocosa nas redes sociais, então, campanhas e alertas são fundamentais para uma mudança de mentalidade. Para além de estratégias em escolas, grupos de convivência e empresas, as redes sociais abraçam todos os tipos de públicos”, afirma.

Tempo com qualidade

Monica Guise, gerente de políticas públicas do Facebook, revela que uma das preocupações da empresa é com o tempo que as pessoas ficam nas redes sociais. Por isso, o usuário já pode, no Instagram, monitorar ou ser alertado pelo tempo gasto navegando. “A gente trabalhou muito com especialistas e entendeu que o tempo que as pessoas gastam na plataforma, caso seja passivo, de fato não é tão legal”, expõe. A opção estará disponível, em breve, no Facebook.

O gerente de políticas públicas do Twitter, Fernando Gallo, também acredita que a saúde emocional das pessoas que usam a internet passa por uma melhor navegação. “Queremos que as pessoas se sintam seguras para se expressar no Twitter, por isso a gente dá cada vez mais ferramentas para que as pessoas possam controlar suas experiências”, comenta.

E são nessas ferramentas que os voluntários do CVV depositam a confiança de que vidas possam ser salvas. “É que nas redes sociais o voluntariado cresce, porque todos podem ajudar, vendo coisas sutis que possam indicar problemas, como frases de solidão ou tristeza postadas de forma repetitiva. Pelo menos 90% dos suicídios podem ser evitados, segundo especialistas”, destaca Adriana Rizzo, integrante do CVV.

 

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