Casa das Apostas Online Betway

Últimas Notícias

SAIBA MAIS AQUI - FAÇA CLICK

Coluna do Edson Andrade – No mundo da Lua

Coluna do Edson Andrade – No mundo da Lua

Tonho da Lua estava desarvorado. Naquela manhã, contrariado pelas Mulheres de Areia e pelo Odorico Paraguaçu do Planalto, buscou refúgio nos braços de Rutinha, mas desafortunadamente, deparou-se com Rachel, gêmea má, a qual, na madrugada daquele dia, havia desmontado seu castelo de areia e destruído seus melhores personagens. Tonho da Lua estava possesso, assim como Marcos Frota a cujo personagem atribuiu autismo e a injustiça da comparação.

                        Ao adentrar o auditório em que faria revelação bombástica, Sérgio Moro não usava máscara. Ou já a usava há muito, mas disfarçava bem na pele do lobo-bom- moço. E atropelou o vernáculo bem como todas as expectativas de um discurso duro. Mais se assemelhou ao Dirceu Borboleta da novela trocada, para, entre arroubos de justificativa e sons costumeiros de sua oratória-chuchu, anunciar o que todos já sabiam: estava fora da novela em cujo papel principal se equilibrava dramaticamente o ator bufão protagonista.

                        Tonho da Lua vociferava para seu próprio interior e não causou sensação. Mas acusou Odorico de intromissão política nos meandros da Justiça e da Polícia federal de Pontal D’Areia, em plena pandemia e na tentativa malograda de se inaugurar um cemitério. Também possesso e tomado de fúria, Odorico do Planalto não concordava com o terrorismo viral do Covid-19. Aquelas imagens vindas de Manaus, em que centenas de corpos eram inumadas em vala comum, segundo ele, eram intrigas da oposição e da Rede Globo de Televisão, produtora dessa novela, dentre tantas outras, construtora e promotora, oportunisticamente, da eleição e derrubada de presidentes, prefeitos e cemitérios a golpes de audiência e muito dinheiro.

                        Sérgio Moro estava desempregado. Trocara seu luxuoso cargo de Juiz Federal por uma promessa de Ministro do Supremo Tribunal Federal, após sua passagem pelo Ministério da Justiça e, naquele momento, defenestrado humilhantemente pela personagem com “histórico de atleta”. A simulação no plano real surtiu efeito: Odorico Paraguaçu do Rio de Janeiro, ora e temporariamente morando em palácio na bela Brasília havia jogado a isca para Tonho da Lua, e ele mordeu.

                        Quando Rutinha ficou sabendo da maldade de Rachel, exigiu explicações. Mas a ingênua nação em Ruth – exigindo a volta do AI-5 e o domínio das forças militares – ficou sem chão quando seu “mito” despachou Tonho da Lua para as portas dos já milhões de desempregados. Chorou a nação em Rutinha e gargalhou Rachel dos sonhos de um País sob o manto do Coronel Brilhante Ustra, o Torturador.

 À esquerda, a própria esquerda nada entendia. Mas imaginou Sérgio Moro trabalhando de UBER e se contentou com o eco das próprias gargalhadas.

                        A novela não terminaria. Pairava no ar do país dominado pelo Coronavírus e pela divisão entre “imbecis e petralhas” a certeza de mais um golpe. Já articulava Odorico Paraguaçu a nomeação de mais um militar para cargo altíssimo de governo, ensejo em que já apontava sua metralhadora digital para o ministro da economia arruinada daquele país em desconstrução, qual estátua de Rutinha na Praia de um sonho em que todos se queimam, literalmente: muitos, pela ausência de educação e cultura; milhões pelo excesso de verborragia e inanição de gestos verdadeiramente úteis ao Brasil.

Edson Andrade
Edson Andrade

Aviso

  • • Nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto e esperamos que as conversas nos comentários de artigos do JORNAL MONTES CLAROS sejam respeitosas e construtivas.
  • • Os espaços de comentários em nossos artigos são destinados a discussões, debates sobre o tema e críticas de ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão tolerados de maneira nenhuma e nos damos ao direito de ocultar/excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, preconceituoso, calunioso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem nome completo e/ou e-mail válido)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *