Calvície feminina possui tratamento? Entenda como funciona

A alopecia androgenética (calvície), embora mais comum em homens, também pode afetar as mulheres. Geralmente, os pacientes afetados pela calvície feminina notam que seus cabelos estão ficando mais finos e menores. Nas mulheres, esse afinamento ocorre em pacientes com predisposição genética, principalmente na área central do couro cabeludo. Além da genética, as alterações hormonais também podem contribuir para esse processo de queda de cabelo.

A alopecia androgenética geralmente começa no período pós-menopausa, mas também ocorre em pacientes mais jovens. O diagnóstico é feito durante uma consulta médica com um dermatologista.

Muitas vezes, os casos iniciais só podem ser detectados com a dermatoscopia, instrumento que amplia as imagens do couro cabeludo, facilitando a visualização desse processo de afinamento. Existem diversos tratamentos disponíveis como implante capilar BH, levando em consideração fatores como a idade do paciente e a coexistência de outras doenças.

O objetivo do tratamento é interromper e reverter esse processo de desbaste. O principal tratamento para a calvície feminina é por meio de medicação tópica e implante capilar BH

1. Calvície feminina: Como é manifestada 

Nosso cabelo segue um ciclo natural de crescimento, estabilização e declínio, chamado de ciclo capilar, que consiste em três fases: anágena, catágena e telógena. É importante entender esse ciclo para determinar quando é natural cair e quando você precisa se preocupar. É importante conhecer a gravidade da queda antes de fazer um autodiagnóstico. Ter queda de cabelo é considerado normal. Em geral, perdemos de 60 a 100 fios por dia.

No entanto, se você começar a notar fios excessivos no ralo do banheiro, roupa de cama, pente ou escova de cabelo, agora você pode ligar o sinal de alarme.

Muitas vezes o primeiro sinal que você percebe é a necessidade de enrolar mais o elástico, como ao fazer um rabo de cavalo. Além disso, ao separar o cabelo, a mulher notará que a linha do cabelo está mais aberta do que antes.

Embora possam aparecer logo após a puberdade, por volta dos 20-25 anos, esses sintomas geralmente se tornam mais pronunciados por volta dos 30-40 anos. O problema é que, infelizmente, quando as mulheres percebem essas mudanças, o volume do cabelo já diminuiu cerca de 30%.

A origem da alopecia androgenética está relacionada ao aumento da sensibilidade ao hormônio DHT, que é produzido pela testosterona (que as mulheres também possuem). Este hormônio faz com que o número de células que compõem o cabelo diminua, e o cabelo gradualmente afina até que os folículos desapareçam completamente.

2. Tratamentos indicados

A dermatologia, especialmente o campo da tricologia, oferece uma gama de tratamentos, medicamentos e procedimentos (incluindo cirurgia) para retardar e, em alguns casos, reverter a queda de cabelo hereditária.

Luz de baixa potência

Esse tratamento, chamado de fotobioestimulação ou terapia de fotobiomodulação, funciona aumentando a atividade celular sem causar danos à estrutura do couro cabeludo. Além disso, a luz de baixa potência tem efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e cicatrizantes.

As mitocôndrias são estruturas dentro das células responsáveis ​​por gerar a energia que nosso cabelo precisa para desenvolver com sucesso as etapas do ciclo capilar. A luz de baixa intensidade atinge as mitocôndrias, aumentando a produção de energia para o processo de crescimento do cabelo.

Laser

A laserterapia é considerada uma forma segura, rápida e eficaz de tratar lesões capilares. Funciona estimulando o cabelo a entrar mais cedo na fase anágena, a fase do cabelo, aumentando assim o volume do cabelo no couro cabeludo e melhorando a firmeza.

Durante esse processo, as bolas de pelo também são estimuladas e nutridas. Dessa forma, fortalece e contribui para a saúde dos fios.

Transplante capilar

Nos casos em que o processo de queda de cabelo já está muito avançado, com o desaparecimento completo dos folículos pilosos, uma opção muito interessante pode ser o tratamento cirúrgico de transplantes capilares.

Durante este procedimento, o fio é removido da área não afetada pelos hormônios testosterona e implantado na área afetada. A maior vantagem deste programa é que ele pode resolver completamente o problema da calvície.

3. Calvície feminina: Alguns Tipos

Areata

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a alopecia areata é uma doença inflamatória que inativa os folículos capilares e causa queda de cabelo. A perda de cabelo ocorre em uma ou mais áreas específicas do couro cabeludo.

Esse tipo de perda de cabelo em mulheres é frequentemente associado a fatores emocionais, como trauma físico, estresse e condições infecciosas (alérgicas).

Difusa

A queda de cabelo rara e acelerada é característica da alopecia difusa. Ocorre quando os folículos capilares passam por um período chamado eflúvio telógeno, durante o qual o cabelo pula a fase de crescimento do cabelo e vai diretamente para a fase de queda.

A alopecia difusa pode resultar na perda de 400 a 500 cabelos por dia, mas não em calvicie feminina completa, pois o cabelo continua a crescer, embora em ritmo mais lento.

Frontal Fibrosante 

Assim como na alopecia androgenética em mulheres, a perda de cabelo na fibrose frontal pode estar relacionada a condições genéticas, hormonais e ambientais.

Esse tipo de queda de cabelo é mais comum em mulheres na pós-menopausa e consiste em processos inflamatórios que destroem os folículos capilares e impedem o crescimento de novos cabelos.

Sua principal característica é o retorno constante das linhas do couro cabeludo na área da testa.

Senil 

Está associada ao aumento da idade, geralmente após os 50 anos, quando os fios afinam, tornando os cabelos mais finos. Normalmente, a queda de cabelo relacionada à idade é causada por problemas hormonais, mas também pode ocorrer naturalmente, causada pelo envelhecimento.

Outras causas de perda de cabelo em mulheres incluem alopecia por tração, alopecia cicatricial e alopecia traumática.

Conclusão

Uma das maiores dificuldades de adaptação ao tratamento da queda de cabelo no dia a dia é, para ser mais preciso, entender que essa doença é uma doença incurável e que o tratamento não tem fim. Você precisa ter um programa de enfermagem regular.

Vale lembrar que se o tratamento for interrompido, a decisão genética será revertida e o quadro também. Além disso, muitos tratamentos levam meses para começar a mostrar os resultados esperados. Por afetar diretamente a autoestima das mulheres, as mulheres muitas vezes se sentem desmotivadas para encontrar uma saída e uma maneira de reverter a situação. Segundo Mônica, essa é uma das principais dificuldades que as mulheres enfrentam ao lidar com a doença. A maior dificuldade é fazer dessa situação uma prioridade em sua vida para salvar sua autoestima. Se ela persistir com o tratamento, haverá melhora;

Por isso, é importante detectar os casos de queda de cabelo o quanto antes. Se você notar muita queda de cabelo ou queda de fios, é importante consultar um dermatologista para analisar a situação e iniciar o tratamento mais adequado para você.