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Qual é a diferença entre estresse e burnout?

O estresse e o burnout são termos frequentemente utilizados para descrever sensações de sobrecarga e exaustão, muitas vezes associadas ao ambiente de trabalho. No entanto, apesar de serem conceitos relacionados, eles representam experiências distintas que podem ter implicações significativas para a saúde física e mental.

Este artigo explora as diferenças fundamentais entre eles, destacando suas características distintivas e sintomas. Ao compreender as nuances desses fenômenos, podemos desenvolver estratégias mais eficazes para prevenção, intervenção e promoção do bem-estar no ambiente de trabalho. Vamos lá?

O que é e quais os sintomas do estresse?

O estresse é uma resposta natural do corpo a situações desafiadoras ou ameaçadoras. Ele pode ocorrer em diversas áreas da vida, não se limitando apenas ao ambiente de trabalho. O estresse pode ser desencadeado por fatores físicos, emocionais ou ambientais e manifesta-se por meio de uma série de sintomas.

Alguns dos principais sintomas incluem:

1 – Alterações emocionais

  • Ansiedade;
  • Irritabilidade;
  • Sentimento de sobrecarga;
  • Mudanças de humor.

2 – Sintomas físicos

  • Tensão muscular;
  • Dores de cabeça;
  • Distúrbios do sono (insônia ou sonolência excessiva);
  • Problemas gastrointestinais;
  • Aumento da frequência cardíaca.

3 – Cognitivos

  • Dificuldade de concentração;
  • Falta de memória;
  • Tomada de decisões prejudicada.

4 – Comportamentais

  • Mudanças nos hábitos alimentares (comer demais ou pouco);
  • Isolamento social;
  • Aumento do consumo de substâncias como álcool ou tabaco.

É importante destacar que o estresse, quando persistente ou intenso, pode levar a problemas de saúde mais graves, como distúrbios cardiovasculares, distúrbios mentais e comprometimento do sistema imunológico.

O que é síndrome de burnout e seus sintomas?

A Síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psicológico caracterizado pela presença constante de tensão emocional e estresse crônico originados por atividades laborais extenuantes.

Conforme a definição da Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, o Burnout é agora conceptualizado como a interseção de três componentes:

  1. Exaustão emocional (decorrente da sobrecarga emocional no trabalho);
  2. Despersonalização (sentimento de distanciamento emocional em relação aos colegas de trabalho);
  3. Baixa realização pessoal (caracterizada por autoestima reduzida e baixa eficácia no desempenho profissional).

Os sintomas do burnout podem ser variados e afetar tanto a esfera física quanto a emocional e mental do indivíduo. É importante notar que a presença de alguns desses sintomas não indica necessariamente a presença de síndrome de burnout, mas sua persistência e combinação podem ser indicativos.

Alguns dos sintomas comuns incluem:

1 – Exaustão emocional

  • Sentimento persistente de esgotamento emocional;
  • Dificuldade em lidar com as demandas emocionais do trabalho;
  • Sensação de vazio ou falta de recursos emocionais.

2 – Despersonalização

  • Atitudes cínicas ou negativas em relação ao trabalho e aos colegas;
  • Distanciamento emocional das responsabilidades profissionais;
  • Redução da empatia em relação aos outros.

3 – Baixa realização pessoal

  • Sentimento de ineficácia e falta de realização no trabalho;
  • Autoestima reduzida em relação ao desempenho profissional;
  • Percepção de que as conquistas profissionais não são significativas.

4 – Sintomas físicos

  • Dores de cabeça frequentes.
  • Problemas gastrointestinais.
  • Distúrbios do sono, como insônia.
  • Fadiga persistente e sensação de fraqueza.

Qual é a diferença entre estresse e burnout?

O estresse e o burnout compartilham semelhanças, mas notáveis diferenças destacam essas duas condições. O estresse é uma resposta fisiológica do corpo a situações que desencadeiam alterações comportamentais, envolvendo a liberação de hormônios, como o cortisol.

Esse mecanismo de defesa é considerado normal até certo ponto; no entanto, torna-se problemático quando o cortisol permanece elevado por longos períodos, resultando em prejuízos físicos, psicológicos e interpessoais.

Eles podem manifestar-se por meio de sintomas físicos, como dores de cabeça, problemas gastrointestinais, bem como sintomas psicológicos, como ansiedade e depressão. Durante o exame demissional, esses sintomas podem ser observados e discutidos com o trabalhador.

Por outro lado, o burnout é uma síndrome derivada de estresse específico no ambiente de trabalho. Ele abrange sensações de esgotamento físico e mental, falta de satisfação e prazer nas atividades laborais, irritabilidade nas relações interpessoais, além de uma percepção de incompetência e desvalorização.

Além disso, o burnout está vinculado a desajustes entre as demandas do trabalho e as capacidades do indivíduo, podendo ser desencadeado por sobrecarga de responsabilidades, falta de reconhecimento e outros fatores relacionados ao ambiente profissional.

Você sabia que entender a distinção entre estresse e burnout é crucial para o bem-estar no trabalho? Ajude seus colegas e amigos a ficarem informados compartilhando nosso artigo!