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Coluna de Leandro Heringer – Crônica das farsas anunciadas
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O Brasil e o tempo da farsa

O período que se vive no Brasil é o da farsa. Um golpe impossível e um julgamento teatral.
A farsa contemporânea possui características similares ao gênero teatral da Idade Média: personagens caricatos e enredos simples, caracterizados por tramas curtas e diretas, geralmente girando em torno de mal-entendidos ou situações absurdas.

Um ex-presidente ausente do país decide dar um golpe por WhatsApp. Pessoas comuns entram em prédios públicos e depredam símbolos da democracia, como uma bola doada por Neymar e um relógio da época do Império.
Tomam o lugar da maior autoridade do país, sentando-se na cadeira de um “ministro imperador” da Suprema Corte. As armas são batons. Alguns nem estavam presencialmente, mas tinham postado críticas nas redes sociais anos antes.
Poucas câmeras de segurança estavam ligadas — afinal de contas, não era interessante para a segurança filmar todas as ações de todas as pessoas. Era o golpe perfeito!

Ironias à parte, o desmonte da narrativa começa pelo fato de os chefes das Forças Armadas terem sido indicados ainda por Bolsonaro.
Sendo assim, as armas não estariam à disposição caso houvesse intenção de golpe. Mas, afinal, o que vale um tanque contra um batom?

O julgamento ignorou procedimentos jurídicos básicos, a começar pelo órgão julgador.
Caberia, como a outros ex-presidentes, o julgamento nas instâncias inferiores.
Se ignorada a legislação, deveriam se declarar impedidos o advogado de Lula, o ex-ministro nomeado pelo atual chefe do Executivo e aquele que declarou ter “derrotado o bolsonarismo” — sem citar o ministro sancionado pela Lei Magnitsky por infringir direitos humanos.

As farsas foram bem montadas. Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra o passo a passo da perseguição de Moraes e da sua “Gestapo pessoal” a Bolsonaro, seus aliados e cidadãos de direita.

Lula e a narrativa anunciada

A farsa já havia sido anunciada:
“Bolsonaro não tem nenhuma chance de voltar à Presidência da República. Depende da nossa capacidade de construir uma narrativa correta do que ele representou para o Brasil”.
A frase foi dita por Luiz Inácio Lula da Silva em 10 de fevereiro de 2023, durante entrevista concedida à CNN americana, em Washington (EUA).

Democracia imaginária e penas desproporcionais

A democracia já não é mais relativa. Ela está no nível da linha do Equador: imaginária.
Pessoas que praticaram vandalismo tornaram-se presos políticos. As penas foram superiores às aplicadas em crimes hediondos, como o cometido por Elize Matsunaga.
Enquanto isso, traficantes são soltos e bens apreendidos são devolvidos.

Anistia em debate

A anistia não deve ser ampla, geral e irrestrita como aquela proferida na redemocratização. Mas esse é o tema da próxima coluna.

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