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Montes Claros – Mais de 3mil jovens responderam ao chamado do arcebispo!

Montes Claros – Mais de 3mil jovens responderam ao chamado do arcebispo!

Montes Claros – Pelo caminho se cantava, se rezava. Nas Igrejas haviam momentos de Catequese e testemunho. “Estamos caminhando juntos, unidos na mesma fé, como Igreja peregrina. Caminhamos em busca da Santidade. Só quem faz a experiência do próprio pecado, compreende o que é misericórdia.  A gente muda o mundo, não mudando as pessoas, mas a nós mesmos”, afirmou animado o arcebispo de Montes Claros, dom João Justino de Medeiros Silva, ao ver a resposta da juventude da nossa arquidiocese.

Montes Claros - Mais de 3mil jovens responderam ao chamado do arcebispo!
Montes Claros – Mais de 3mil jovens responderam ao chamado do arcebispo!

 

Nossa Igreja é Jovem! Gritava um grupo de adolescentes que ao longo da caminhada animavam outros que observavam o movimento que levou mais de 3mil pessoas às ruas centrais de Montes Claros, em um domingo de manhã. A Arquidiocese realizou pela primeira vez, o “Caminho das 7 Igrejas”, a peregrinação se deu por meio de uma caminhada penitencial em preparação à Semana Santa.

A concentração foi logo cedo, às 5h, na Igreja Matriz de São João Batista, no bairro Alto São João. Porém, desde às 20h de sábado, os jovens que moravam mais distantes, começaram a chegar e passaram a noite em Vigília, rezando pela boa condução da caminhada. E a graça veio! Às 5h30 da manhã, não havia mais lugar dentro do templo dedicado a São João Batista, no bairro Alto São João. O salão paroquial ao lado também, lotado de fiéis esperavam pela missa que iniciou pontualmente às 5h30, presidida pelo arcebispo metropolitano, dom João Justino de Medeiros Silva e concelebrada por uma dezena de padres.

Após a celebração, depois da animação feita pelo padre Harlley Caldeira Mourão, os fiéis se colocaram em caminhada rumo às Igrejas de São José (bairro São José), Santuário Bom Jesus (Rua Belo Horizonte), Capela Nossa Senhora Medianeira (Círculo Operário), Igreja Senhor do Bonfim (Morrinhos), Igreja Nossa Senhora Aparecida (Catedral) e por fim, Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e São José, onde foi encerrado o evento com benção individual dos padres a todos os participantes que percorreram 12km.

“Se cansamos de caminhar 12 km? Nada, quando cansávamos, sentávamos um pouco e pedíamos a Deus coragem para continuar e simplesmente levantava e saíamos cantando e louvando a Deus pelo dom da vida”, publicou Silvia Rosa no Facebook.  Já Lais Oliveira, postou em seu Instagram: “Obrigada a Arquidiocese e ao Setor Juventude por nos presentear com essa caminhada nesse tempo quaresmal tão propício para cada um de nós. O itinerário foi longo e muito cansativo, mas o espírito e o desejo nos olhos de encontro com Jesus é assim, um impacto em nossa vida. Não vemos a hora de encontrá-Lo na Eucaristia. Deus está tão próximo de nós que a sensação é de que estamos experimentando o céu, andando nas nuvens, por mais que difícil seja o sol, as ruas, sempre devemos entender que e a manifestação do amor de Deus em nós, a maravilhosa ação do Espírito Santo, a qual não conseguimos explicar em palavras, as graças derramadas, foram inúmeras, porque o caminho se faz caminhando e nunca será fácil, mas também jamais será impossível!

Para Rejane Vivian, surda da Pastoral do Surdo, também participou da caminhada penitencial e destacou a importância dessa experiência de fé. Em sinais, demonstrou que seu coração estava leve ao ver tantos jovens animados pela alegria do Espírito Santo de Deus. E também, tantas outras pessoas “jovens de espírito” que se colocaram a caminhar com a Igreja arquidiocesana.

Por ocasião no Ano Arquidiocesano das Juventudes, dom João Justino, desafiou o Setor Juventude para mobilizar o maior número de jovens para participar desse momento penitencial. Em cada parada, as motivações e direcionamentos foram conduzidos por padres e leigos, que despertavam nos peregrinos, o senso de pertença dessa Igreja Particular, sobretudo nos trabalhos pastorais, quanto à vivência pessoal de cada um, na prática do Evangelho e na missão desempenhada. “A caminhada é uma forma de fortalecer a comunhão e a inserção dos jovens nesse tempo quaresmal nas atividades religiosas. A origem se dá por meio de São Felipe Neri, presbítero italiano de origem florentina que viveu em meados do século VXI. Dom João Justino, por fazer essa experiência em Roma e também em Juiz de Fora, quis trazer para a arquidiocese de Montes Claros e propor aos jovens, esse desafio neste ano dedicado às juventudes.

“Quando estudante, em Roma, nos anos 90, tive a oportunidade de fazer esse caminho com amigos. Nós o fizemos durante um dia inteiro e foi muito edificante percorrer as ruas da capital italiana como peregrinos, em oração e meditação. Foi numa quaresma e aquele dia foi também de preparação para a confissão sacramental. Inspirado por essa incrível experiência, convidei o Setor Juventude e outros representantes de jovens para organizarmos, aqui em Montes Claros, uma peregrinação inspirada em São Filipe Neri. Fiquei surpreso ao encontrar grande interesse dos jovens e imediata adesão ao projeto. Nasceu, assim, “o caminho das sete igrejas” como peregrinação quaresmal da juventude da arquidiocese, motivados pelo apelo: Jovem, vem e segue-me! (cf. Mt 9,9). Que ninguém considere que já está no ponto de chegada. Discípulos de Jesus Cristo, somos como Ele, itinerantes no serviço de seu reino. Destacou, o arcebispo de Montes Claros.

CURIOSIDADE: A peregrinação é um ato revestido de sacralidade. Este costume de peregrinar a lugares santos é antiquíssimo e está presente, praticamente, em todas as religiões. Jesus fez três grandes peregrinações iniciou na Galileia e concluiu em Jerusalém, onde entregou a sua vida ao Pai, no sacrifício da cruz, e ressuscitou vitorioso no terceiro dia. As peregrinações, ou romarias, podem ser feitas individualmente, porém, quase sempre são feitas em grupos que se reúnem, se preparam, se põem a caminho quais peregrinos do céu, em busca de conversão, de louvor e de satisfação.  O Caminho de São Felipe Neri, também conhecida como a “Peregrinação das 7 Igrejas” representa uma das principais expressões de fé dos peregrinos que visitam Roma. Uma espécie de esboço da Peregrinação das Sete Igrejas já era praticada em Roma. No período medieval muitos peregrinos romanos visitavam os túmulos de Pedro e Paulo. Esta antiga tradição, foi então revivida pelo presbítero italiano de origem florentina, que viveu em meados do século XVI. São Felipe Neri, um pouco travesso, conhecido também como “o Santo da alegria” ou o “bobo de Deus”.  Com ele, a retomada desta peregrinação engrenou. Das poucas dezenas de fiéis que seguiam o frade nos primeiros anos, logo aumentou para centenas de pessoas. A Peregrinação das 7 igrejas teve o seu pico no pontificado de Pio IV. Alguns relatos narram que seus seguidores eram mais 6000, certamente um verdadeiro sucesso.

O CAMINHO DE SÃO FELIPE NERI: No caminho desenhado por São Felipe Neri, era dividido em dois dias de peregrinação. Jovens aventureiros armados de boa vontade tinham que atravessar os portões sagrados das basílicas de São João de Latrão, São Pedro no Vaticano, São Paulo Extramuros e Santa Maria Maior, que formam as quatro basílicas papais maiores. Para concluir a peregrinação, foram incluídas outras três igrejas, sempre muito belas e de certo modo importantes: São Sebastião Extramuros, Santa Cruz em Jerusalém e São Lourenço Extramuros. O primeiro dia (quarta-feira de cinzas) o frade liderou os seus seguidores, partindo de Santa Maria em Valicella, para a Basílica de São Pedro, parando, então, no hospital de Santo Espírito. Enquanto no segundo dia, “sebo nas canelas”. Os peregrinos, a partir da Basílica de São Paulo tinham que visitar outras seis basílicas, concluindo a Santa Maria Maior, onde entoavam o “Salve Rainha”. Esta tradição ainda é em uso hoje em dia.

Por Viviane Carvalho

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