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Toadas que fizeram sucesso no Festival de Parintins, abrilhantaram no Teatro Amazonas na voz de David Assayag, Márcia Siqueira e Banda Essence com o show “Bumbá meu Rock”

Toadas que fizeram sucesso no Festival de Parintins, abrilhantaram no Teatro Amazonas na voz de David Assayag, Márcia Siqueira e Banda Essence com o show “Bumbá meu Rock”

“No colossal Teatro Amazonas, as  vozes de David Assayag e Márcia Siqueira e Banda Essence,  relembraram sucessos, vindo da Floresta,  abrilhantando a noite Manaura,  mostrando o melhor da cultura do Amazonas”

David Assayag, Márcia Siqueira e Banda Essence com o show “Bumbá meu Rock”
David Assayag, Márcia Siqueira e Banda Essence com o show “Bumbá meu Rock”

 

Manaus/AM –  Aconteceu nos dias 14 e 15 de Junho as 20h00  em Manaus, no Teatro Amazonas, uma nova roupagem das toadas que fizeram sucesso no Festival de Parintins e os clássicos do Rock.

Ícones da Cultura Amazonense, David Assayag e Márcia Siqueira levantaram o público presente com sucessos do boi  Garantido e Caprichoso ao som da Banda Essence,  reunindo dois públicos no Suntuoso Teatro Amazonas.

O Ritmo das toadas embaladas em dois pra lá dois pra cá, agitaram o público presente.

Em uma célebre letra de Humberto Teixeira, que o sanfoneiro Luís Gonzaga transformou em sucesso nacional, o poeta começa fazendo uma observação casual (“Tudo em volta é só beleza / Sol de abril e a mata em flor / Mas assum preto, cego dos olhos / Não vendo a luz ai, canta de dor”) para concluir com uma constatação assustadora (“Talvez por ignorância / Ou maldade das piores / Furaram os olhos do assum preto / pra ele assim, ai, cantar melhor”).

BIOGRAFIA DOS GRANDES INTÉRPRETES DA FLORESTA

Imperador do Azul, David Assayag
Imperador do Azul, David Assayag
Autêntico curió de Parintins, o antes Rei, agora Imperador do Azul, David Assayag, não teve a desdita do assum preto da famosa canção atribuída à ignorância de seus donos, mas a adolescência do cantor lhe reservaria uma tragédia parecida que ele sempre se recusou a comentar. Entende-se, portanto, a escassa quantidade de informações a respeito do acidente que lhe tirou a visão. O que se sabe é que David passou o dia brincando com seus amigos e foi dormir. Quando acordou no dia seguinte, estava cego. É bem possível que o tempo de recuperação do acidente possa ter contribuído para a sua futura carreira musical. Isso porque, ficando mais tempo em casa, David Assayag, que já adorava escutar música no rádio, pôde ouvir com maior frequência a mãe tocar violão e cantar sucessos da época. Não demorou para que ele frequentasse as aulas do coral da igreja de São Benedito e começasse a se envolver com a cena musical dos bois bumbas de Parintins. O que se acreditava ser uma cegueira ocasional mostrou-se irreversível. Porque era cego, David conseguia expressar suas emoções melhor que os outros. Não era inibido, nunca fez o tipo “coitadinho”, falava de tudo, fazendo piadas até sobre sua própria sina. Ele não tentava ser cool: ele sempre foi e é cool. Era bem possível que também tivesse uma raiva por dentro, mas queria provar que poderia conseguir algo mesmo sendo cego. E foi à luta.
Reconhecido por unanimidade como a mais bela voz do cancioneiro amazonense, David Assayag começou sua carreira profissional em 1984, como vocalista principal da banda Raízes da Terra. Dois anos depois, começou a frequentar os ensaios do Boi Caprichoso e fez sua estreia no Festival Folclórico de Parintins como backing vocal do levantador de toadas Arlindo Jr., que também estreava naquele ano. Os dois participaram da gravação do CD do touro negro fazendo duetos emocionantes.
David permaneceu no bumbá Caprichoso até 1993, quando foi convidado para ser o levantador oficial do bumbá Garantido, no posto que até então viesse sendo ocupado pelo cantor Paulinho Faria (remanejado no mesmo ano para Amo do Boi), considerado o maior ídolo popular da nação vermelho e branco. Substituir um grande ídolo não fazia parte dos seus planos, mas ele foi à luta. Nesse meio tempo, David Assayag já fazia parte da banda Canto da Mata, de Maílson Mendes, até hoje uma das bandas oficiais do Caprichoso, e também participava de pequenos espetáculos-solo em Manaus, onde mostrava sua versatilidade cantando velhos clássicos da MPB. Começou a conquistar uma nova legião de fãs, expandindo as fronteiras de seu mundo musical.
David Assayag demorou algum tempo para encontrar o ponto certo de sua carreira de levantador de toadas. Logo que começou, seu estilo oscilava entre o de Paulinho Faria e o de Arlindo Jr., feitos de mais potência vocal e menos lirismo. Hábil em utilizar os seus outros sentidos, o compositor era excelente imitador. Quando descobriu seu próprio jeito de cantar, se tornou uma figura carismática e forte que entrava na arena com grandes óculos escuros e uma energia quase irracional. Em pouco tempo, se transformou no novo quindim da nação vermelha e branca.
Por conta do estrondoso sucesso da toada “Vermelho”, de Chico da Silva, também gravada pela cantora Fafá de Belém, o cantor tornou-se nacionalmente conhecido. Em 1997, em Brasília, ele recebeu das mãos do presidente Fernando Henrique Cardoso a comenda de “Honra ao Mérito Cultural”, pela sua contribuição em defesa de nossa cultura popular verdadeiramente amazônica.
Quinze anos se passaram para David Assayag retornar à suas raízes. Em setembro de 2009, o cantor assinou contrato por quatro anos com o Boi Caprichoso e se prepara para escrever uma nova história de sucesso, dedicação e superação. Não vai ser fácil. Mas o Imperador Azul nunca se interessou pelas coisas fáceis.

Márcia Siqueira é o que se pode chamar de talento precoce. Com apenas 4 anos de idade já cantava no coral da Igreja Batista que freqüentava.

Márcia Siqueira
Márcia Siqueira

Ainda menina, mudou-se com a família para o nordeste, onde começou a se destacar como cantora, ganhando o prêmio Canta Nordeste, realizado pela Rede Globo em 95, e também o troféu Sistema Meio Norte de Comunicação.

De volta a Manaus, sua terra natal, deu continuidade à sua brilhante carreira, arrebatando prêmios de melhor intérprete em quase todos os festivais e concursos que participou. Bastante requisitada para gravações, seja para participações-solo ou backing vocals, participou de CD’s de vários artistas regionais como David Assayag, Tadeu Garcia, Vermelho e Branco, Raízes Caboclas e muitos outros.

Foi destaque no projeto Cantoria Amazônica realizado em 2000, no Rio de Janeiro, representando o Amazonas em recital ao lado do grupo Raízes Caboclas e do poeta Thiago de Mello.

Márcia já se apresentou duas vezes na Alemanha. A primeira, durante a Expo 2000, em Hannover; a segunda, na Mostra do Cinema Brasileiro, em Munique.

Aos 28 anos, Márcia Siqueira gravou em 2000 o seu primeiro CD solo, “Canto de Caminho”, somente com músicas regionais.

Em 2015 em parceria com outras grandes cantoras do amazonas, lançaram o show ELAS CANTAM SAMBA que posteriormente virou DVD gravado ao vivo no teatro amazonas.

PAULO MARINHO, 41 anos. Maestro arranjador, compositor, pianista, professor e produtor musical.
Paulo Marinho é arranjador da Orquestra Amazonas Filarmônica, Orquestra da Câmara do Amazonas e Coral do Amazonas. Compôs o Concerto de Recepção do Príncipe Charles, Concerto de Recepção do James Cameron, entre outros. Compôs também a Ópera cabocla Boi de Pano que participou do IV Festival de Ópera do Amazonas, e produziu mais de 500 cds de artistas locais. Produz os principais shows e eventos do Governo do Estado do Amazonas e da Prefeitura de Manaus, tais como: Revéillon na ponta Negra, desde 2012, Concerto Oficial das Olimpíadas, Concerto Oficial da Copa, dentre outros.
Paulo Marinho
Paulo Marinho
Foi o diretor musical e arranjador do Festival Amazonas de Música de 2012 a 2017, além de ser o criador do projeto do festival. Em 2017 compôs, arranjou e produziu o Concerto de Natal do Governo do Estado, intitulado Ceci e A Estrela: O Natal na Floresta, protagonizado por alunos do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, com a participação da Orquestra Amazonas Filarmônica, Orquestra de Violões do Amazonas, Amazonas Band, Coral do Amazonas, Grupo Vocal do Coral do Amazonas e Madrigal da Casa Ivete Ibiapina.
Marinho acumulou nos últimos anos mais de 30 prêmios publicitários. Tem em seu currículo, 16 campanhas políticas como maestro e diretor de áudio, além de mais de 3 mil jingles políticos e institucionais, trilhas para documentários, trilhas para filmes e sound design para projetos da ANCINE.
É atualmente o compositor mais premiado no FECANI com 19 prêmios. Possui 05 prêmios no Festival de Teatro do Amazonas (melhor trilha sonora); 03 prêmios no Festival de Cinema do Amazonas (melhor trilha sonora).
No ano de 2013 foi agraciado pela Assembleia Legislativa com Diploma de Honra ao Mérito em reconhecimento por sua atuação no cenário cultural.
É membro fundador da Academia Amazonense de Música.
Com encanto e magia, música de qualidades, os cantores fecharam a noite Manaura, mostrando  que é sucesso garantindo, e que vieram para ficar.
Por Diana Maia do Blog jornalismo Imparcial

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