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Brasil sai do Mapa da Fome da ONU
Brasil sai do Mapa da Fome da ONU / Foto: Lyon Santos/ MDS

Brasil sai do Mapa da Fome da ONU

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O Brasil não está mais no Mapa da Fome, segundo anúncio oficial feito pela FAO/ONU nesta segunda-feira, 28 de julho de 2025, durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada em Adis Abeba, Etiópia. A avaliação considera a média trienal de 2022 a 2024, que colocou o país abaixo do limite de 2,5% da população em situação de subnutrição, critério técnico utilizado pela FAO para classificar países fora da zona de fome estrutural.

📊 Indicadores e critérios O relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025)” aponta que o Brasil reduziu significativamente os índices de insegurança alimentar grave, após um período crítico em 2022. A metodologia da FAO considera:

  • A disponibilidade de alimentos no país
  • A capacidade de aquisição pela população
  • A ingestão calórica mínima necessária para uma vida saudável

🌾 Fatores que contribuíram Entre os fatores que contribuíram para a melhora estão:

  • Expansão da alimentação escolar
  • Apoio à agricultura familiar
  • Geração de emprego e renda
  • Acesso ampliado à alimentação saudável

📉 Dados complementares Segundo levantamentos nacionais, cerca de 24 milhões de pessoas deixaram a condição de insegurança alimentar grave até o final de 2023. A pobreza extrema caiu para 4,4% em 2023, e a taxa de desemprego atingiu 6,6% em 2024, a menor desde 2012. O índice de Gini, que mede a desigualdade, recuou para 0,506, o menor da série histórica.

🌍 Aliança Global Contra a Fome Durante a presidência brasileira no G20, foi lançada a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, que reúne mais de 100 países e diversas instituições internacionais. A iniciativa busca fortalecer a cooperação global para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

📌 Importância regional A saída do Brasil do Mapa da Fome é considerada um marco para a América Latina, região que ainda enfrenta desafios significativos relacionados à segurança alimentar. Especialistas apontam que o modelo brasileiro pode servir de referência para outras nações em desenvolvimento

Perguntas e Respostas sobre o Mapa da Fome

1. O que é o Mapa da Fome da FAO/ONU?

O Mapa da Fome é um indicador global da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que identifica países onde mais de 2,5% da população sofre de subalimentação grave (insegurança alimentar crônica). Estar no Mapa da Fome significa que uma parcela significativa da população não tem acesso regular a alimentos suficientes para uma vida saudável.

A FAO adota alguns indicadores para monitorar a situação alimentar nos países no âmbito da Agenda 2030 dos ODS: o indicador Prevalência de Subnutrição (Prevalence of undernourishment – PoU) é o utilizado na construção do Mapa da Fome. Esse indicador identifica, em cada país, o percentual da população em risco de subnutrição, isto é, que não tem acesso regular a alimentos em quantidade suficiente para uma vida saudável. Se esse percentual ficar acima de 2,5% da população, isso significa que o país está no Mapa da Fome.

2. Como é feito o cálculo que coloca ou retira um país do Mapa da Fome?

O PoU é calculado a partir de três variáveis: quantidade de alimentos disponíveis no país, considerando produção interna, importação e exportação; o consumo de alimentos pela população, considerando as diferenças de capacidade de aquisição (a renda) e a quantidade adequada de calorias/dia, definida para um “indivíduo médio” representativo da população.

Estimada a quantidade total de alimentos disponíveis no país, calcula-se como ela se distribuiria entre a população, considerando que essa distribuição não é igualitária, mas varia de acordo com a renda que os indivíduos têm para adquirir alimentos (os mais pobres, por exemplo, têm menor capacidade aquisitiva). Por fim, calcula-se, dada essa distribuição, o percentual da população que não teria acesso a alimentos em quantidade suficientes (kcal/dias) para uma vida saudável. Se esse percentual ficar acima de 2,5%, o país está no Mapa da Fome.

O Relatório da FAO divulga esse indicador sempre na forma de médias trienais (três anos). No caso do Brasil, a média 2022/2023/2024 do PoU ficou abaixo de 2,5%, mesmo com o ano crítico de 2022. Por isso, o Brasil agora em 2025 saiu do Mapa da Fome.

3. De quanto em quanto tempo os dados do Mapa da Fome são atualizados?

A FAO publica relatórios anuais, mas a classificação no Mapa da Fome é baseada em médias móveis de três anos para evitar distorções por eventos pontuais (como crises econômicas ou climáticas). A cada nova edição do Relatório da FAO, os números do ano anterior podem ser revisados, em função da disponibilidade de dados mais atuais.

4. Quais são os indicadores usados no Brasil para direcionar as políticas públicas, além do Mapa da Fome?

Depois de um hiato estatístico, em que indicadores importantes para o acompanhamento da segurança alimentar deixaram de ser coletados, o Brasil voltou a contar com dados sobre a incidência da fome no país. Os números de referência para políticas de combate à fome continuam a ser aqueles produzidos pela aplicação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) nas pesquisas domiciliares oficiais do IBGE (PNAD Contínua e Pesquisa de Orçamentos Familiares). A partir dessas pesquisas, são aferidos dados de renda e pobreza, essenciais para identificar e situar grupos sociais vulneráveis à fome, tendo em vista a forte associação entre a insuficiência de renda e a insegurança alimentar.

O IBGE realiza ainda a Pesquisa Nacional de Saúde, que oferece dados para monitorar indicadores de saúde relacionados à alimentação. Além disso, o acompanhamento nutricional de crianças beneficiárias do Bolsa Família, realizado pelas equipes da estratégia Saúde da Família (eSF) e pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), gera dados periódicos e atualizados, por município, que permitem identificar problemas de má nutrição (de magreza acentuada à obesidade) nesses grupos. Na Saúde, há também a Triagem para Risco de Insegurança Alimentar (TRIA), iniciada em novembro de 2023, que capta, por meio de duas perguntas da EBIA aplicadas nas UBS e pelas equipes da eSF, família em risco de insegurança alimentar. Elas passam a ser acompanhadas e recebem encaminhamento para políticas de transferência de renda e acesso à alimentação.

Por fim, o Cadastro Único para Programas Sociais, do MDS, começou a ser usado para mapear, por meio de uma projeção estatística, o percentual de risco de insegurança alimentar grave, por município, das famílias inscritas no CadÚnico, tendo como referência indicadores captados a partir da EBIA nas pesquisas domiciliares do IBGE.

5. O que é o Relatório SOFI?

Anualmente, a FAO apresenta o número principal de pessoas subnutridas em todo o mundo, ao mesmo tempo em que defende estratégias contra a fome e a desnutrição. Após a publicação do relatório global, uma grande quantidade de estatísticas é desagregada em relatórios regionais. O SOFI é produzido em conjunto com agências da ONU como FIDA, UNICEF, PMA e OMS. Link para acessar o relatório aqui.

Jornal Montes Claros | Redação | Fonte: Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU)

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