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OPINIÃO – Agricultura urbana, atividade de inclusão social

OPINIÃO – Agricultura urbana, atividade de inclusão social

A agricultura urbana pode ser uma alternativa eficaz para a superação de grandes riscos que a exclusão social pode trazer para uma família: a insegurança alimentar, a falta de renda, o esgarçamento dos vínculos familiares e, enfim, para a própria marginalidade a que são condenadas essas famílias. Estamos falando, por exemplo, de milhares de famílias nas médias e grandes cidades, principalmente, e que devido a uma situação de extrema pobreza são beneficiárias do Programa Bolsa Família. Em Minas, são centenas de municípios que têm essas famílias nesse programa do Governo federal. E sabemos, porque trabalhamos por toda Minas Gerais, que a maioria desses municípios não tem um programa municipal de agricultura urbana que promova, por exemplo, a segurança alimentar dessas pessoas.

Digamos que um município tenha mil famílias nesse programa.Isso significa a existência de pelo menos três mil crianças e adolescente sem situação de risco social, considerando uma média de três filhos por família. Então, não seria o caso de o município ter um programa de hortas comunitárias e familiares, por exemplo, que possibilitasse o acesso dessas pessoas a uma alimentação de melhor qualidade? Infelizmente, não é isso o que a gente vê. E esse tipo de agricultura urbana, uma horticultura que pode ser implantada em espaços vazios dentro da cidade, são projetos relativamente simples de se executar. Demandam poucos recursos, empregam muitas pessoas, e têm um resultado excepcional. Podem garantir, sobretudo para as crianças e jovens, uma alimentação de qualidade, fundamental para seus processos de aprendizagem escolar, de educação alimentar e para uma vida de melhor qualidade.

A agricultura urbana pode ser, também, uma alternativa importante para a inclusão produtiva e social dessas famílias carentes, uma fonte para a geração de renda para essas pessoas, e também uma alternativa alimentar de qualidade para toda a população.

Se temos milhões de famílias em programas sociais, famílias que se encontram em situação de pobreza extrema, por que não vemos projetos de agricultura urbana em nossos municípios, como uma forma de complementar essa ação social do Estado brasileiro?

Bons exemplos não faltam, apesar de serem poucos. Podemos aqui citar um dos mais conhecidos projetos de agricultura urbana, o que foi implantado em Sete Lagoas, já há bastante tempo, com uma participação expressiva da Emater-MG. Dezenas de famílias em situação de risco social superaram essa condição, com trabalho comunitário, geração de renda, ocupação do mercado formal e garantia de segurança alimentar para milhares de pessoas, sobretudo idosos e crianças, segmento ainda mais vulnerável às condições de exclusão social.

O trabalho com a agricultura urbana promove, ainda, uma vivência importante para a saúde e o equilíbrio emocional para muitas pessoas que, de outra forma, estariam fechadas e apáticas em seu ambiente social. E a exemplo do que acontece em Sete Lagoas, a agricultura urbana, com assistência técnica e organização dos beneficiários para o trabalho coletivo, também se revela uma boa fonte de renda, com a ocupação do mercado consumidor local.

Num certo momento da última década, os projetos de agricultura urbana foram um programa de Governo, com a participação de diversas entidades, como a Emater. Portanto, trata-se de um sistema de produção de alimentos que pode ter um papel fundamental a desempenhar em nossos municípios, quando direcionados para a inclusão produtiva e social de famílias carentes.

 

Zé Silva
Zé Silva

(*) Zé Silva é agrônomo, extensionista rural, deputado federal pelo Solidariedade/MG

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