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MG – Ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto é condenado a 18 anos e 9 meses por matar ex de 17 anos

MG – Ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto é condenado a 18 anos e 9 meses por matar ex de 17 anos

A Justiça mineira condenou o ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto a 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado e por fraude processual. Ele foi sentenciado pela morte da ex-namorada, Amanda Linhares Santos, de 17 anos.
A Justiça mineira condenou o ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto a 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado e por fraude processual. Ele foi sentenciado pela morte da ex-namorada, Amanda Linhares Santos, de 17 anos.

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Decisão foi proferida pelo júri às 1h desta sexta-feira (4); policial alega que a moça de 17 anos atirou na própria cabeça.

A Justiça mineira condenou o ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto a 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado e por fraude processual. Ele foi sentenciado pela morte da ex-namorada, Amanda Linhares Santos, de 17 anos.

A jovem foi assassinada com tiro na cabeça em 2013, em um trecho da estrada que liga Ouro Preto a Lavras Novas, região Central de Minas. O Ministério Público denunciou o ex-delegado da Polícia Civil pelo crime, mas desde o início do processo Toledo alegou inocência.

O julgamento do réu ocorreu no Fórum de Ouro Preto e durou três dias. Nesse período, os advogados de defesa do ex-delegado tentaram convencer os sete jurados que Amanda cometeu suícido. Contudo, o conselho de sentença decidiu que Toledo foi o autor do assassinato.

Do Fórum, o ex-delegado seguiu para a Casa de Custódia da Polícia Civil, onde já estava preso antes de ser julgado.

Julgamento

O primeiro dia de julgamento terminou às 21h43 de terça-feira, quando todas as nove testemunhas e informantes arrolados pela acusação e pela defesa foram ouvidas. No segundo dia, o réu foi interrogado pela juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva e manteve a tese de que não matou a adolescente.

Na quinta-feira, foi a vez do representante do Ministério Público e do advogado de defesa debaterem para o júri. Após essa fase, o conselho de sentença, formado por sete homens, decidiu sobre a culpa do réu.

O Ministério Público foi representado pelo promotor Vinícius Alcântara Galvão e, como assistente da acusação, atuou o advogado Aparecido Gonçalves. A defesa do réu ficou a cargo dos advogados Valdomiro Vieira e Clebiane Fernandes Monteiro. Familiares do réu e da vítima também acompanharam os trabalhos.

O crime

Toledo foi indiciado por homicídio consumado qualificado e por fraude processual (quando há destruição de provas). O ex-delegado teria, segundo o Ministério Público, atirado na cabeça da adolescente no dia 14 de abril de 2013, em um trecho da estrada que liga Ouro Preto a Lavras Novas.

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A jovem chegou a ser socorrida e ficou 50 dias internada em um hospital de Belo Horizonte, mas acabou não resistindo ao traumatismo craniano. A denúncia apresentada pela Polícia Civil à Justiça mostra que o delegado contou com a ajuda da ex-namorada e de três amigos. Todos foram indiciados por fraude processual.

Ao todo, o inquérito teve 1.478 páginas. Foram ouvidas 50 pessoas, realizadas 20 perícias criminais e médico-legal e feita a quebra de sigilo de 13 linhas telefônicas – três de Toledo, duas de Amanda e cinco de outras testemunhas.

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