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Coluna do Hesiodo José – Fragmentos Diários (aumento e também invento)

Um programa de redução de violência que inclui o pagamento de até R$ 1 mil reais  por mês a jovens criminosos para incentivá-los a mudar de vida vem transformando a rotina dos moradores  em Montes Claros no Norte de Minas Gerais e servindo de modelo para iniciativas semelhantes em outras cidades do Brasil.

Montes Claros é uma cidade de pouco mais de 400 mil habitantes e está localizada no Norte de Minas Gerais, lugar de grandes produções artísticas/culturais é berço do cantor Beto Guedes e do político Darcy Ribeiro. Com suas peculiaridades também se destaca comicamente no cenário nacional na figura da Deputada Federal Raquel Muniz que durante a votação em favor do impeachement da Presidenta Dilma, pulou com a bandeira do Brasil dizendo sim por 14 vezes e repetindo  que seu marido, o prefeito da cidade era exemplo de administração, poucas horas depois o próprio seria algemado e  preso por desviar a grana do SUS. Mas enquanto Ruy está na cadeia Zé Vicente e sua gente governa Montes Claros e a pedido de um amigo que fora noiado e tocador de violão implantou o tal programa Batizado de “Operation Pequizeiro crazy” (algo como Operação Pequi maluco), a estratégia adotada pela cidade do Zé desde maio de  2016 identifica os suspeitos de crimes com arma de fogo que são mais propensos a cometer novas ofensas ou serem vítimas violência por parte de gangues rivais por exemplo “Feijão semeado e Malhada” ou Santa Cecilia e Major Prates. Eles são então convidados a participar do programa, desde que se comprometam com uma série de “objetivos de vida”, em que estabelecem aspectos que querem melhorar e metas para o futuro, como encontrar emprego ou voltar a estudar. Outra condição é que se reúnam várias vezes por semana com mentores. O programa tem duração de 18 meses para cada turma e limite de idade de 80 anos, devido a alta incidência de vovôs e vovós no crime. Depois dos seis meses iniciais, os participantes podem começar a receber uma quantia mensal, que varia de R$ 300 até  1 mil reais, por até nove dos 12 meses restantes, de acordo com o nível de participação e de comprometimento demonstrado na busca dos objetivos estabelecidos.

Mesmo aqueles que cometeram alguma infração não são expulsos nem deixam de receber o dinheiro, desde que comprovem que estão comprometidos com suas metas. “O pagamento não é baseado em se estão atirando ou se deixaram as armas de lado, e sim nas conquistas em relação às metas estabelecidas, por exemplo Carlim “Bala-Pau” do bairro Coberta Suja ainda não conseguiu sair do crime, porém sua meta é tentar diminuir a intensidade dos crimes. Eles são recompensados não pelo aspecto criminal de suas vidas, mas sim pelo trabalho duro de tentar melhorar suas vidas”, disse o idealizador da estratégia, Orlando Cicatriz que é assessor especial de Zé Vicente. Análises iniciais sugerem que a iniciativa tem dado certo. Montes Claros  já foi considerada a sexta cidade mais violenta do país, de acordo com ranking divulgado em 2013 com dados do Serviço de Inteligencia Monitorada da Policia Federal de Janauba (Federal Police of Investigation and the Janauba). “Havia muita violência entre gangues. Em 2014, foram registrados 452  assassinatos e mais de 180 pessoas feridas por arma de fogo”, lembra Flavio Piolho. “Em reuniões com a polícia, ouvi que 70% desses crimes eram causados por apenas cerca de 20 jovens. E eles não estavam na cadeia. Então decidimos encontrá-los e engajá-los”, relata Zé Vicente e sua gente. Para desempenhar essa tarefa, o ONS conta com uma equipe de mentores, eles próprios com um passado de crimes e passagens pela prisão, que circulam pelas comunidades com alto índice de violência e ganham a confiança desses jovens. O programa tem o apoio da polícia, mas funciona de forma independente. São os mentores que escolhem os participantes, e eles não compartilham informações com as autoridades policiais. “Nem todos concordam, mas os comandantes da polícia entendem a importância da nossa credibilidade com os jovens criminosos, de não sermos vistos como informantes”. O programa conta com uma equipe que não inclui psicólogos, especialistas em resolução de conflitos, ou abuso de substâncias e em aconselhamento profissional, entre outros. É tudo livre na base da consciência moral, Segundo Zé, a iniciativa vai custar entre  800 mil e  1 milhão a cada 18 meses. Os custos operacionais, incluindo salários, serão cobertos pelo município que investirá em jogos legalizados para arrecadar o fundo de amparo a criminalidade, inclusive o Prefeito avisa que o jogo do bicho está literalmente legalizado, assim como caça níqueis e roleta russa. O dinheiro para os pagamentos mensais aos participantes vem de doadores privados que não querem ter seus nomes revelados.

Riso da hora

A menina chega do colégio chorando e desabafa:
– Mãe, mãe… Sniff, sniffi.
– O que aconteceu, minha filha?
– Me colocaram de castigo na escola.
– Mas por que fizeram isso com você?
– Me colocaram de castigo por uma coisa que eu não fiz.
A mãe pega na mão da garota e fala:
– Isso é um absurdo! Não podem castigar uma pessoa por algo que ela não fez. – Na metade do caminho, a mãe pergunta: – Mas o que você não fez, filha?
– A lição de casa…

Fica assim, amanhã tem mais…

Por Hesiodo José

Hesiodo José
Hesiodo José

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