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Enem 2016 – Física, matemática e química lideram a lista de disciplinas com menor índice de acertos no Enem

Enem 2016 – Física, matemática e química lideram a lista de disciplinas com menor índice de acertos no Enem

As matérias de física, matemática e química são vistas por muitos pré-vestibulandos como vilãs. Para eles, números, cálculos e fórmulas transformam as questões da área de exatas em verdadeiros desafios. E, de fato, são essas disciplinas que lideram a lista dos conteúdos com menor índice de acertados no Enem.
Enem 2016 - Física, matemática e química lideram a lista de disciplinas com menor índice de acertos no Enem
Enem 2016 – Física, matemática e química lideram a lista de disciplinas com menor índice de acertos no Enem

 

Pesquisa, que analisou desempenho dos alunos entre 2009 e 2014 também constatou que os conteúdos com maior índice de acerto foram português, história e biologia.
Foi o que constatou um levantamento do aplicativo App Prova, que analisou a quantidade de questões acertadas e erradas por todos os alunos que fizeram as provas entre 2009 e 2014. Os dados utilizados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Estequiometria, equilíbrio químico, dinâmica e sistemas de equações são alguns dos temas que os candidatos apresentam maior defasagem no aprendizado. A pesquisa também constatou que os conteúdos com maior índice de acerto foram português, história e biologia.
Aluna do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Governador Milton Campos, em BH, Izabela de Almeida, de 18 anos, se prepara para concorrer a uma vaga de direito com a nota do Enem 2016.
Ela, porém, não acredita que conseguirá uma boa pontuação e já pensa em fazer um cursinho no próximo ano. O objetivo é reforçar o conteúdo de exatas, área que tem dificuldade. “Em sala de aula vemos conteúdo das edições anteriores do Enem, mas é complicado tirar todas as dúvidas. São muitos alunos com dificuldades diferentes”. Para a jovem, ter aulas de aprofundamento no contraturno seria uma forma mais eficiente de aprendizado.
Professora de química da estudante, Catharina Gouveia Viana de Mattos também acredita que a carga horária das escolas estaduais mineiras não é suficiente para ver todo o conteúdo.
“São apenas duas horas de aula de química na semana. No 3º ano precisamos ensinar orgânica e ainda fazer todo o processo de revisão. É complicado. Por isso, preferimos concretizar os conceitos que eles já aprenderam para que tenham índice de acerto maior nos temas que sabem e dominam”, explica.
Catharina também defende oficinas e disciplinas laboratoriais práticas. “A turma consegue interpretar relações e resolver problemas, mas quando chega na parte dos cálculos estequiométricos, por exemplo, dá problema. Os conceitos são muito intuitivos e abstratos. O ideal seria sair da sala de aula para aplicar, em laboratório, as reações químicas estudadas”.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que qualquer proposta de aulas de reforço e aprofundamento de estudos “deve ser articulada pelos próprios alunos e professores, juntamente com a direção das escolas”.
Aulas de reforço
Ao contrário de muitos estudantes que fizeram o Enem, Gustavo Lara Dias, de 17 anos, acertou a maior parte das questões na área de exatas. O adolescente, que cursa o 3º ano no Colégio ICJ e pretende cursar engenharia mecatrônica, fez o exame no ano passado como um treino para o teste de 2016.
Estudar física, química e matemática é tarefa árdua, mas constante no dia a dia dele. Além de prestar atenção nas aulas, fazer os exercícios e evitar a calculadora, Gustavo frequenta o cursinho. “O reforço ajuda a entender melhor o conteúdo das disciplinas que tenho dificuldade, que são história, filosofia e literatura”.
Professor de matemática do colégio, Bruno Gomes de Freitas diz que os principais erros nas questões de exatas relacionam-se a falhas de interpretação de texto.
Contextualização e aplicação prática do conteúdo são recursos utilizados pelo professor. A matéria de escala, por exemplo, é aprendida através da manipulação dos mapas dos aplicativos de GPS que os estudantes têm no celular.