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Montes Claros – Entrevista: Alexandre Naval

Montes Claros – Entrevista: Alexandre Naval

A 2ª Mostra Pequi de Áudio Visual é passado, mas produtores e atores premiados ainda são noticias.

Assim o Jornal Montes Claros resolveu ir atrás destas pessoas numa série de entrevistas para saber quem são e o que pensam, dentro deste universo fantástico de cinema e vida. Nossa entrevista de hoje é com o curador da Mostra  Alexandre Naval

Alexandre Naval
Alexandre Naval

 

Concedida ao Repórter de Arte e Cultura Adilson Cardoso.

Adilson Cardoso: Alexandre Naval, um forasteiro desbravador do cinema, chegou a pouco em Montes Claros, arregaçou as mangas e está fazendo  acontecer! Quem é Alexandre Naval e qual o principal objetivo da Mostra Pequi de AudioVisual?

Alexandre Naval: Alexandre naval é uma amante da arte de fazer cinema, contar uma história, e para isso não existe uma fórmula, mas sim uma forma de contar histórias de cinema. “o cinema é o meio mais próximo de chegar a criação divina”, você constrói e destrói histórias humanas”. Os cineastas de Moc, tem que se conscientizar que tem que estudar, muitas vezes são oferecidas oportunidades únicas através de oficinas e workshop para passarmos esses conhecimentos, mas eles não aproveitam e ficam produzindo histórias pobres, sem cinema. Acredito eu, que nem nas faculdade locais esses tipos de conhecimentos são passados, pois eles não possuem, com certeza. Fiz faculdade de rádio e tv, em SP e iniciei pós em cinema… Mas na realidade, hoje sinto até pena de disciplina como a de roteiro, a professora não tinha idéia do que era… Nos enganava, até por inocência… Pois as vezes não sabia. Conheci essa divindade chamada cinema humano, na academia internacional de cinema em SP, no ano de 2009, um curso caro., meus professores estavam nos letreiros de cinema pelo país a fora… Tenho certeza que a partir daí comecei a aprender cinema. Esses mesmos conhecimentos é que passo a quem freqüenta  o clube do filme… Gratuitos. Já tive nas minhas oficinas alunos que estudaram audiovisual aqui em Moc que no final da oficina vem até a mim e diz que nunca viu aquilo… “tenho certeza, pois já vivi isso”. O artista de montes claros tem que saber pesquisar os cursos que frequentam, o artista de Moc tem que ser preparado para competir fora, não ficar apenas aqui arrotando besteiras no mundo de bob. A mostra pequi tem por objetivo desenvolver o interesse pela arte de criar e assistir cinema… Tudo gratuito, sem apoio de ninguém. Só com conhecimento qualificado e vontade. É a primeira janela de exibição na história do cinema norte mineiro, para seus cineastas.

AC: Você é membro do Exercito Brasileiro, ao mesmo tempo é Cineasta, o que é que veio primeiro  e como as duas coisas se relacionam  no interior do homem Naval?

AN: Por instinto de sobrevivência veio o exército, depois veio a arte do cinema e tv… Consegui juntar as duas numa só… Hoje produzo mídias sociais para o 55º batalhão de infantaria, inclusive nossos filmes foram selecionados no 1º festival de filmes militares do exército. Emplacamos 3 filmes eles estão são exibidos no canal vinte.

AC: O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonhos (Orson Wells) Esta é a realidade Hollywodyana e daqueles que encontraram o caminho do ouro, para quem pratica o cinema de guerrilha, os limites vão até onde?

AN: Nosso cinema vem do cinema de autor europeu, onde o diretor é o tipo faz quase tudo… Quase sempre é o roteirista também. Alguns grandes diretores americanos, começaram seus filmes numa espécie de guerrilha, sem os apoios dos grandes estudios… Spielberg e kubrick são algum deles, mas claro, mesmo assim, bem diferente do nosso cinema… O lema é “cada um com seu cinema”.

AC: Quais foram suas referências iniciais, a grande motivação para seguir o cinema?

AN: Amo o cinema neo realista italiano, já foi o melhor do mundo, cito alguns mestres Fellini, Zurlini, Tornatore. Não posso esquecer o expressionismo alemão, a novelle vague e o nosso cinema…

AC: Foi criado o Clube do Filme  para estudos e discussões sobre a  Setima Arte, fale um pouco sobre as atividades e as principais evoluções?

AN: O clube do filme foi criado para ensinar a fazer cinema … Através de suas oficinas, palestras, workshop e visitas de grandes profissionais do cinema e tv nacional… Recentemente trouxemos o diretor de novelas da rede Globo Luciano Sabino, agora na mostra a diretora de fotografia Fabiana Stig e vamos trazer um  diretor de novelas do SBT… Já promovemos vários ensinamentos na área e aqueles que participam destes encontros é que tem seus produtos com melhor qualidade… É notório na mostra pequi, em outros festivais que participamos e fomos até premiados.

AC: Em relação a primeira, a 1ª Mostra o  público foi menor agora, além de   alguns produtores de antes não terem participado, em sua opinião qual seria o motivo?

AN: O pessoal vai conhecendo a seriedade do projeto, lembro sem apoio de ninguém, e suas vitórias. E querem participar também… O clube do filme é totalmente de graça  e abertos a todos… Ano que vem tem a 3ª edição, espero que com apoio do incentivo cultural local a festa vá ser bem maior e novidades vem por aí.

AC: Ausência também sentida e comentada  foi  da classe política de Montes Claros durante a Mostra, houve um convite  e eles não compareceram ou não foram convidados?

AN: Houve convite para alguns… Sinto algum “recalque”… Quando as coisas funcionam com honestidade e dignidade… Precisou alguém de fora para acordar o cinema Montes-Clarense para ocupar o lugar de onde nunca devia ter saído…. Lembro aqui do aniversário de 70 anos de vida do Paulo Henrique Veloso Souto… Nosso mestre do cinema mineiro. Ano que vem deve voltar o festival de cinema que sempre aconteceu em Moc, mas sempre lembro, este festival não cabe sem a presença de nossas produções… Chega de sermos vitrine para os de fora… Tem que ter uma janela de exibição para o nosso Cinema com Pequi.

AC: Há perspectiva para uma terceira Mostra no ano que vem? Quais são os pontos positivos que você ressaltaria para reforçar e os negativos para melhorar?

AN: Sim, vai acontecer a 3ª edição e com uma grande surpresa…. o ponto negativo era a falta de dinheiro…Se conseguirmos o incentivo vamos revolucionar de vez o cinema com exibição… Agradeço aqui os apoios culturais de todos nessa grande empreitada.

AC: Em sua opinião o que significa esta Mostra de cinema  para a cidade enquanto pólo cultural?

AN: significa visibilidade e até turismo… Nesta edição muitos artistas e Diretores solicitaram descontos em hotéis e restaurantes para vir na Mostra… ano que vem vamos planejar melhor essas possibilidades inclusive com parcerias.

AC: Uma frase que carrega uma criticidade social, da letra da  musica “Comida” da banda Titãs… Você tem sede de quê?

NA: Contar  Histórias!

AC: Se pudesse eleger o filme da sua vida, qual seria?

AN: É injusto esta pergunta… Acredito que a resposta depende do nosso estado de espírito no momento… Este é o momento do filme “Jhonny Guitar” de Nicholas Ray.

AC: Um  diretor do cinema brasileiro que mais lhe agrada e por quê?

Rogério Sganzerla, Cinema Marginal

AC: Um  diretor  do cinema estrangeiro?

Valério Zurlini

AC: O Diretor Alexandre Naval já tem alguma obra gerando em mente?

AN: Sim … Escrevendo um roteiro…

AC: Deixe uma mensagem para os leitores Cinéfilos do Jornal:

AN: Busquem  sempre o conhecimento na área … Quanto mais sabe … mais quer saber…  Estou aberto a discursões na área é só entrar em contato.

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Um comentário

  1. Paulo Henrique Veloso Souto

    Naval parabens pelo seu trabalho,mas devo esclarecer que os precursores e importantes nomes do cinema Montesclarense são Carlos Alberto Prates, Alberto Graça, diretores reconhecidos,a produtora Vânia Catani,eu que você cita na entrevista sou também um pouco de tudo isso na arte cinematográfica,mas não com tanta importância com você, gentilmente me cita.abs

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