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50 Anos do Banzé em Montes Claros
50 Anos do Banzé em Montes Claros

50 Anos do Banzé em Montes Claros

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50 Anos do Banzé em Montes Claros

Foram iniciadas as comemorações dos 50 anos do Grupo Folclórico Banzé que, ao longo de doze meses, contarão com uma série de eventos. A abertura foi marcada por uma missa em Ação de Graças,  na histórica Igreja do Rosário, no Centro de Montes Claros.

50 Anos do Banzé em Montes Claros
50 Anos do Banzé em Montes Claros

 

As atividades comemorativas do cinquentenário do grupo folclórico vão se estender ao longo de um ano (até maio de 2019). No cronograma consta a participação do grupo na Exposição Agropecuária de Montes Claros (Expomontes), no período de 29 de junho a 8 de julho; exposição de figurinos do Banzé no Museu da Moda (Mumo), de 4 de agosto a 16 de setembro, em Belo Horizonte. No dia 11 de agosto, a companhia apresentará o espetáculo “Oh! Minas Gerais”, em Montes Claros. No período de 17 a 25 de agosto, o Banzé se apresentará no XIV Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo (RS).

As comemorações terão continuidade com o “Festejo Folclórico”, em homenagem ao Grupo Banzé, que, na ocasião, fará apresentação especial para convidados, em Belo Horizonte, no dia 16 de setembro. No período de 4 de outubro a 25 de novembro, será realizada exposição de fotos e do acervo do Banzé, no Centro de Arte Popular Cemig, também na Capital Mineira.

A partir do dia 7 de dezembro, a mostra também poderá ser conferida no Museu Regional do Norte de Minas (instalado no antigo Casarão da Fafil), administrado pela Unimontes, onde permanecerá até o dia 31 de maio de 2019.

No dia 15 de dezembro, acontecerá o show especial “50 Anos do Grupo Banzé” na cidade. Ainda dentro da programação, está previsto para o período de 17 a 26 de maio de 2019, o XI Festival Internacional de Folclore de Minas Gerais.

Conforme o presidente do Grupo Banzé e coordenador-geral das comemorações, Gustavo Colares, como parte das comemorações está em produção o terceiro álbum musical do Grupo Folclórico Banzé, um livro e um documentário. A coordenação ainda busca o apoio e o patrocínio de outras instituições públicas e privadas.

A missa em ação de graças pelos 50 anos do Grupo Folclórico foi celebrada pelo padre João Batista Lopes, que, em sua pregação, também enalteceu a importância cultural do grupo, cujo repertório, em grande parte, é ligado à devoção e fé do povo. O Banzé tem danças inspiradas nos grupos de catopês, marujos e caboclinhos, personagens das centenárias Festas de Agosto de Montes Claros.

A celebração contou com as presenças de integrantes e ex-componentes do Grupo Banzé e de representantes da cultura regional. Os cânticos da missa contaram com acompanhamento musical do grupo de ritmo e vozes da companhia de danças. O canto da comunhão foi “Calix Bento”, que marca a fé e a devoção do povo norte-mineiro. Ao final, houve apresentação da “Música do Cinquentenário do Grupo Banzé”. 

PLACA ALFERES JOSÉ LOPES DE CARVALHO

A trajetória e importância cultural do Grupo Folclórico Banzé foram destacadas nessa segunda-feira à noite (21/5), na Câmara de Vereadores de Montes Claros. Foi realizada a solenidade de entrega da placa Alferes José Lopes, concedida pelo Legislativo Municipal, à companhia de danças pelos 50 anos, completados no dia 20 de maio

“O Grupo Banzé faz parte da nossa história. O Banzé é uma das mais belas representações da nossa cultura, que preserva a nossa memória e leva o nome de Montes Claros e da nossa região a todo povo brasileiro e ao exterior”, enfatizou o presidente da Câmara Municipal, Cláudio Prates, autor do requerimento para a homenagem.

A solenidade contou com as presenças de dirigentes, integrantes e ex-componentes do Grupo Banzé. Entre outras autoridades e convidados, estiveram presentes a deputada federal Raquel Muniz, o deputado estadual Gil Pereira, o secretário municipal de Cultura, João Rodrigues, o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Montes Claros, Newton Figueiredo, e o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Credinor, Dario Colares, além da pró-reitora de Extensão da Unimontes, professora Jussara Maria de Carvalho Guimarães, representando o reitor, professor João dos Reis Canela.

Cláudio Prates enalteceu o trabalho da fundadora do grupo, a professora Maria José Colares Moreira – “Zezé Colares”. “O Banzé é uma essência, uma paixão, a materialização de um sonho. Foi um sonho de Zezé Colares que virou um sonho de Montes Claros e que se faz vivo e pulsante diante desta manifestação de arte e cultura e diante um patrimônio imaterial”, afirmou o presidente da Câmara. “Por intermédio de Zezé Colares e do Grupo Banzé, Montes Claros ganhou o mundo, mostrando sua riqueza cultural”, acrescentou.

O presidente do Grupo Folclórico Banzé, Gustavo Colares, salientou que a entrega da Placa Alferes José Lopes – conferida a entidades e pessoas que contribuem para o desenvolvimento do município e da região, representa um reconhecimento a um trabalho comunitário. Ele lembrou que o grupo nasceu dentro do Conservatório de Música Lorenzo Fernandez, em 1968, e aprofundou suas pesquisas nas manifestações folclóricas do Norte de Minas e percorreu cidades de todo o Brasil divulgando a identidade cultural do povo norte-mineiro. “Colocou jovens em contato com o folclore ensinando a valorizá-lo e representar estas manifestações em palcos diversos; uma oportunidade da sociedade em conhecer, respeitar e apreciar a cultura popular de brancos, negros e índios”, descreveu.

Na ocasião, o Diretor Administrativo do Grupo, Marcos Arruda, relembrou pessoas importantes que fazem parte da trajetória do Grupo, como a sua ex-presidente, Jacqueline Pimenta. “Assim como o Alferes José Lopes deu nova vida à Fazenda Montes Claros, Jacqueline Pimenta deu nova vida ao Banzé. Persistentemente, ela trabalhou com excelência para dar continuidade ao trabalho de Zezé Colares”, afirmou. Em homenagem ao atual Presidente, o Diretor destacou a liderança de Gustavo Colares: “O Gustavo tornou-se um grande líder. Devo dizer que a sua coragem e respeito à sua avó, Zezé, são virtudes admiráveis, sob as quais eu me permito homenageá-lo. É em razão da sua liderança temos hoje um grupo vivo e esta casa cheia”, afirmou.

Marcos Arruda é integrante do Banzé há 20 anos. Ingressou no Grupo aos 6 e hoje atua como Diretor Administrativo. Em um depoimento muito emocionante, destacou: “Certa vez, vi Zezé Colares afirmar em uma entrevista que ‘o trabalho é o maior prêmio que o ser humano pode receber da vida’. Eu quero chegar um dia, como Zezé, e dizer que eu dediquei toda a minha vida ao Banzé. Porque no dia em que eu não puder mais me dedicar ao Banzé, minha vida não fará mais sentido”, afirmou.

HISTÓRIA DO GRUPO BANZÉ – O Grupo Folclórico Banzé surgiu em 1968, dentro do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez, criado pela professora Maria José Colares Moreira (Zezé Colares), com o objetivo de estimular seus alunos a conhecerem mais sobre o folclore e a história da música. O grupo – que, inicialmente, chamava-se “Bandinha da Zezé” – tornou-se um grande divulgador das tradições e da cultura brasileira, participando e recebendo premiações em festivais internacionais de folclore.

Por meio de convênio, o Banzé também passou a ser vinculado à Unimontes. Por um período, o seu acervo foi guardado no prédio do Museu do Folclore (atual Centro de Pesquisa e Documentação Regional), na Rua Ângelo de Quadros, no Bairro São José.

Segundo Gustavo, “para que sejamos um país rico, um estado desenvolvido, uma cidade modelo de inspiração para outras, é necessário que o nosso povo tenha orgulho de quem é, que valorize e viva a sua cultura, que não deixe que as influências externas adentrem nas suas vidas e tomem o lugar de suas raízes. Pois se isso acontece, seremos sempre coadjuvantes do filme da vida e nunca os protagonistas de nossa própria história”.

Ele também ressaltou a atuação no Grupo Folclórico Banzé na valorização e divulgação da cultura regional. “O nome de Montes Claros foi sempre muito bem representado por este grupo. E é com entusiasmo que afirmo o nosso compromisso de continuar este nobre trabalho e proporcionar mais cultura, arte e valorização da nossa identidade para apoiar o desenvolvimento da nossa população”, declarou Gustavo Colares.

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