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Adventistas Quebram o Silêncio no centro de Montes Claros

O primeiro dia do mês de setembro em Montes Claros, foi marcado com a realização de uma passeata organizada pelos adventistas. Eles percorreram as principais ruas do centro cidade e chamaram a atenção da sociedade quanto o suicídio. O projeto contou com apoio do CVV- Centro de Valorização da Vida, Defensoria Pública, Delegacia da Mulher e Grupo de Pesquisa “Saúde e Vulnerabilidade” da Unimontes. O Quebrando o Silêncio, foi a primeira ação voltada para o setembro amarelo na cidade.

Adventistas Quebram o Silêncio no centro de Montes Claros

 

Setembro amarelo é uma campanha do Centro de Valorização da Vida que busca trazer o diálogo sobre o suicídio para a sociedade. Desde 2015 o mês busca a conscientização e a prevenção do suicídio. No mundo todo, aproximadamente uma pessoa se mata a cada 40 segundos. Só no Brasil, o suicídio é a quarta causa mais comum de morte de jovens.

Objetivo alcançado

Algumas inciativas já começaram na semana, por exemplo, na quinta-feira, 30 de agosto, alunos da Escola Adventista de Montes Claros, participaram de palestra com o psicólogo Alexandre Ramos, que abordou de maneira pedagógica o tema referente ao suicídio. Ele reforça a importância da campanha.

“O fenômeno suicídio é um mal silencioso que atinge 800 mil pessoas por ano, conforme a OMS. O suicídio, tornou-se uma questão de saúde pública, no entanto é algo notadamente que se pode prevenir. É imperativo que os governos através dos setores de saúde, social e outros invistam em recursos humanos e financeiros na prevenção do suicídio”, pondera Ramos.

Para a professora Andreia Luna, o Quebrando o Silêncio desse ano, conseguiu atingir públicos especiais e diversos, como os policiais civis, delegados, investigadores e o CVV- Centro de Valorização da Vida. “Acho que muitas pessoas foram alertadas quanto aos riscos das doenças psicológicas e psiquiátricas e principalmente aprenderam a detectar possíveis pessoas propensas a se suicidarem. Entendo, que no primeiro dia de setembro, mês que se trabalha a prevenção ao suicídio, a Igreja Adventista cumpriu com o seu papel social”, afirma Luna.

Atendimentos

Na Praça Doutor Carlos, foram realizados vários atendimentos nas áreas de saúde e jurídica. Um dos organizadores da ação, Esdras Santos, explica que a meta foi alcançada, uma vez que o planejado era chamar a atenção das pessoas que circulavam na praça e ao entorno dela, não apenas quanto a questão do suicídio, mas também violência contra o idoso, crianças, adolescentes e mulheres.

“Distribuímos panfletos, material informativo da Escola Adventista, revistas para adultos, adolescentes e para material para o público infantil”, afirma Esdras.

O secretário executivo da Igreja Adventista para a região, pastor Elias Malaquias, presente na ação, destacou o movimento que se formou para chamar e conscientizar a população “diante de um assunto tão importante”, que é o suicídio. Ele explica que o desfile pelas principais ruas da região central da cidade e os atendimentos na praça mostrou a força dos adventistas e a importância da ação.

“Vejo inúmeros benefícios nestas ações do Quebrando o Silêncio, por exemplo, o mais importante é orientar o máximo de pessoas sobre este problema traumático. Tivemos a participação entusiástica dos adventistas, não medindo esforços para fazer a diferença participando das atividades, a integração de outros órgãos públicos que dispensaram importante apoio ao projeto e o contentamento que todos sentimos por fazer algo de forma impactante em favor do nosso próximo”, finaliza pastor Elias.