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Norte de Minas ganha 17 usinas fotovoltaicas para formar mão de obra

A Agência de Desenvolvimento da Região Norte de Minas (Adenor), com o patrocínio do  Banco do Nordeste e apoio do Sistema Sedinor-Idene e da ACI, realizou a II Exposolar do Norte de Minas, durante a 23ª Feira Nacional da Indústria Comércio e de Serviços, encerrada no último dia 16.

Jader Batista é coordenador do Aliança Estratégica - Foto: Nágila Almeida

 

O estande recebeu investidores e técnicos para discutirem sobre a implantação de usinas de painéis solares e o mercado de energia fotovoltaica. Na oportunidade, a Câmara Técnica de Energia Fotovoltaica definiu com base no Chamamento Público 001-2018, as Instituições de Ensino Superior (IES) públicas de Minas Gerais que receberão, através de doação, usinas para fins de qualificação da mão de obra.

O presidente da Adenor, Alexandre Pires Ramos, destaca que a entidade está bem atuante nesta e em outras ações que impulsionam o desenvolvimento regional. “Desde 2012, a Adenor desenvolve um trabalho pautado nesta cadeia produtiva, mobilizando entidades de fomento  e a sociedade para todas as possibilidades de investimento, com vistas a geração de emprego e renda”.

Os 20 kits fotovoltaicos serão distribuídos em 19 IES mineiras, sendo que 17 serão para instituições de ensino no Norte de Minas, pois a região é destaque no projeto por seu alto índice de incidência solar e grande extensão de áreas com regularidade fundiária, além da malha de linhas de distribuição que vem sendo reforçada. Entretanto, no quesito mão de obra especializada para montar as usinas, esta parte do Estado ainda tem muito trabalho pela frente. Assim, vão receber os kits, Diamantina – UFVJM; Curvelo – Cefet; Almenara – IFNMG; Ibirité – IFMG; Teófilo Otoni – UFVJM; Unaí – UFVJM; Janaúba – UFVJM e Unimontes; Divinópolis – UEMG; Passos – IFSul; Nepomuceno – Cefet; Ituiutaba – UEMG; Araxá – Cefet; Ipatinga – IFMG; São João Del Rei – UFSJ; Espinosa – Unimontes; Montes Claros- IFNMG; Pirapora – IFNMG; Porteirinha – IFNMG;  Juiz de Fora – IFSudeste.

Charles Diniz, diretor do INFMG em Ribeirão das Neves, trouxe um pouco da experiência realizada naquela cidade, a exemplo do que vai acontecer no Norte de Minas. “A falta de mão de obra é muito grande no mercado de energia fotovoltaica. Atualmente, no país existem 32 mil conexões fotovoltaicas na rede. A ANEEL prevê que em 2022, teriam instaladas 1,2 milhões de conexões. Se reduzirmos esta previsão em 50%, ainda assim será um grande desafio ter pessoas para realizar 600 mil instalações”. Os cursos serão abertos para todas as pessoas interessadas.

Jader Batista é coordenador do Aliança Estratégica, um programa que reúne diversas instituições de ensino na troca de tecnologias, pesquisa e ainda capta recursos para projetos afins. Ele comenta que as usinas doadas pela iniciativa privada, como a Balfar Solar, fomentam mais pesquisas na área. Em seis meses, os cursos deverão estar funcionando, seja Pronatec ou outra modalidade”.

Para ajudar também na capacitação e pesquisa na área, o Secretário Executivo da Fundetec, Haroldo Lopes, explica que, em parceria com a Adenor,  “a instituição vai mobilizar todas as entidades e universidades do norte de Minas para a criação de um Centro de Excelência Tecnológica e Inovação em Energia Solar Fotovoltaica em Montes Claros”.  A Fiemg Regional Norte elencou quatro pilares para tratar sobre o tema: o norte de Minas ter uma excelente irradiação solar, o alto valor do quilowatt mineiro, os incentivos da Sudene e os investimentos milionários na implantação de redes de transmissão.

“A Fiemg estará  instituindo um arranjo produtivo local de Energia Solar para apoiar a organização desse importante segmento e atrair indústrias e investimentos para geração de emprego e renda. Desde a fabricação de equipamentos, com empresas preparadas para receber tais demandas, até a oferta de insumos e mão de obra qualificada, com a ajuda do Senai”, afirma Leonardo Vasconcelos, diretor de projetos da Adenor.

Neste contexto, Dinilton Pereira, assessor jurídico do Codanorte – Consórcio de Desenvolvimento Ambiental do Norte de Minas, criado para ajudar os municípios na aquisição de serviços e produtos relativos a demandas de políticas públicas, conta que “31 cidades estão articulando a construção de cinco usinas para a produção de energia fotovoltaica. A meta é economizar cerca de 2,8 milhões de reais na conta de energia, somente no primeiro ano. Já foi feito o estudo de viabilidade financeira para licitação e até o fim do ano os trabalhos devem ter início”.

Davidson Dantas, superintendente da Sedinor, conclui que com a realização da II Exposolar, o Projeto Energia Fotovoltaica do Norte de Minas Gerais cumpriu mais  uma importante etapa. “O envolvimento do empresariado norte-mineiro nas oportunidades de investimentos e o avanço em projetos fundamentais, através do modelo de Parceria Pública Privada, ajudará a viabilizar a capacitação de profissionais para atuarem na área, contribuindo para o desenvolvimento sustentável, destacando o Norte de Minas como a melhor região do país, na oferta de energia fotovoltaica.

Resultados da II Exposolar em nível estadual

 A convite da Cemig, Davidson Dantas e César Emilio, secretário da Sedinor, apresentarão as ações do Sistema Sedinor/Idene, com foco nos trabalhos desenvolvidos e os avanços alcançados pelo Projeto Energia Fotovotaica do Norte de Minas Gerais, realizados na 23ª Fenics, com a realização da II EXPOSOLAR. O evento “O modelo elétrico brasileiro e o papel da Cemig Realização Cemig e Brasilianas” será nesta quarta-feira, 19 de Setembro, com a participação de Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga, Presidente da Companhia Energética de Minas Gerais S.A, Nelson Fonseca Leite, Presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e  Luis Nassif, Jornalista Coordenador e Idealizador do Projeto Brasilianas.

Ainda na programação, Painel sobre o Desenvolvimento sustentável: energias renováveis e PCHs, com Scott Wells Queiroz, Diretor Presidente da Quebec Engenharia; César Emílio Lopes Oliveira, Secretário de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais – SEDINOR.

E o Painel – Formação de preços: experiências internacionais e o modelo brasileiro, com Nivalde José de Castro, Coordenador geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – GESEL; Amaro Olímpio Pereira Junior, Professor Adjunto do Programa de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ, pesquisador do Centro Clima/COPPE/UFRJ, membro do Comitê Técnico Permanente do Instituto LIFE e ex-diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético – ILUMINA.

Por Nágila Almeida

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