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Gasolina sem redução de preços em Montes Claros

Gasolina sem redução de preços em Montes Claros

A Petrobras anunciou no site da empresa um corte de 2,5% no preço médio do litro da gasolina, sem tributo nas refinarias de todo o país. A redução é válida hoje (25/1) para R$ 1,5104. Em relação ao diesel, a estatal manteve o preço em R$ 1,9998 sem alteração.

Gasolina sem redução de preços em Montes Claros
Gasolina sem redução de preços em Montes Claros

 

Em Montes Claros, os postos de combustíveis não repassaram a queda para os consumidores, com o argumento, de que ainda estão com estoque com o preço anterior.

O dono de uma rede de postos de combustíveis na cidade, Paulo Leonardo Santos, diz que essas práticas de preços diferenciados acontecem muito na cidade e vários fatores influenciam.

“O critério de repassar ou não a redução é livre a cada empresário. Aqui na minha franquia não vendemos o produto com o preço menor que pagamos, mesmo com a força da marca. Mas, acontece em momentos específicos elaboramos algumas campanhas e promoções a fim de atrairmos mais cliente”, –  esclarece o empresário.

O presidente regional do Sindicato dos Postos- Minaspetro, Gideon Durães, explica que o Sindicato não estima o período para determinadas baixas ou altas de preço dos combustíveis nas refinarias.

“Não existe tabelamento no setor, portanto o mercado de combustíveis é livre. Cada empresário define seu preço de venda, que varia de acordo com inúmeros fatores, tais como estratégias comerciais, localização, concorrência, entre outros”- afirma Gideon.

Situação que preocupa os montes-clarenses, que não estão nada satisfeitos com os valores disponibilizados nos postos da cidade, principalmente aqueles que necessitam do transporte para sobreviverem, como o Charles Souza Madureira, motorista de van escolar.

“Por semana eu gasto em média R$: 300,00 de combustível e dirijo em torno de 140/150 Km por dia. O que me deixa mais revoltado além do valor, é quando o combustível sofre um reajuste, no outro dia os postos já revendem o produto nas bombas com o valor mais alto, agora quando acontece à redução eles não repassam para nós consumidores”-  ressalta o motorista.

Procon

De acordo com o gerente do Procon de Montes Claros, Alexandre Augusto Pereira Braga. O órgão mantém uma rotina de fiscalização nos postos de combustíveis da cidade, averiguando o cumprimento das normas federais, estaduais e municipais.

 “Acontece que os preços de combustíveis seguem uma regra de livre concorrência e, ou seja, os proprietários de postos de combustíveis possuem liberdade para fixar o preço dos combustíveis. O que a lei proíbe é a elevação sem justa causa do preço de produtos, como aconteceu em alguns municípios na época da greve dos caminhoneiros. Neste cenário, o consumidor tem um protagonismo ainda maior na conquista de preços melhores na cidade. Se a maioria deixar de comprar dos que vendem mais caro e somente adquirirem dos que repassam os descontos que a Petrobras dá às refinarias, haverá uma garantia de melhores preços na cidade”- afirma o Procon.

Ainda segundo o gerente, eles averiguam não apenas a política de preços, mas a qualidade dos combustíveis, as regras de precificação e os demais serviços prestados pelos postos. Caso seja constatada qualquer irregularidade o posto é notificado e pode ser multado.

Evanilde Maria de Souza é motorista de aplicativo de trânsito, e diz que começou a necessitar do combustível diário há um ano e oito meses. Apesar de ser uma profissão que não se ganha, mas se gasta ela afirma ser prazerosa.

“Alguns fatores influenciam negativamente nos ganhos como o desgaste do veículo, má conservação das ruas e principalmente o preço do combustível. Por estes outros motivos tenho rodado com menos frequência, mas o fator mais relevante é o valor do combustível, gasto média de $50,00 por dia com abastecimento e com este valor consigo pouco mais de $100,00 bruto, tirando as despesas do veículo, alimentação, desgaste físico e o lucro  que torna-se pequeno. O valor que o aplicativo paga pela quilometragem rodada é baixo, mas se o valor do combustível fosse menor com certeza seria mais lucrativo para nós motoristas”, desabafa Evanilde.

Minaspetro

Por meio de nota,  o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais -Minaspetro, informou,  que a entidade representa cerca de 4 mil postos de combustíveis do estado, e esclarece que os estabelecimentos revendedores de combustíveis são apenas mais um elo na cadeia de comercialização, esta que é extensa e composta por importantes players durante o processo, desde o refino até a disponibilização do produto ao consumidor final. Sendo assim, o Minaspetro ressalta que os postos, sendo o último e mais visado elo no segmento de distribuição e revenda, dependem de decisões e repasses, caso estes aconteçam, por parte dos outros agentes do setor. Ou seja, governo, refinarias, usinas de etanol e companhias distribuidoras.

Petrobras

No site da estatal, ela afirma que as refinarias produzem e vendem a gasolina para as diversas companhias distribuidoras de combustíveis autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que fazem a mistura com os biocombustíveis, respectivamente anidro e biodiesel, e revendem para os postos. Assim, no preço ao consumidor final estão incluídos, além do preço da Petrobras, o preço dos biocombustíveis, as margens brutas de distribuição e de revenda, e os tributos estaduais e federais.

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