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Coluna da Jerusia Arruda – Mudando de Lado

Coluna da Jerusia Arruda – Mudando de Lado

MUDANDO DE LADO

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), principal fiador da reforma da Previdência,  mudou o tom na defesa da proposta. Alegando decepção com a articulação do governo e com a relação com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), Maia questiona o protagonismo que tem tido na batalha para a aprovar as impopulares mudanças nas regras de aposentadorias e pensões. 

ESTICA E PUXA

Com a mudança nas regras de aposentadoria dos militares e a reestruturação da carreira dos integrantes das Forças Armadas, o governo vai economizar R$ 10,45 bilhões em 10 anos. A proposta entregue pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (20), trará uma economia de R$ 97,3 bilhões, mas a reestruturação custará R$ 86,85 bilhões aos cofres públicos. Em 20 anos, o impacto estimado é de R$ 33,65 bilhões. A economia representa apenas 1% do previsto com a reforma da Previdência da população, de R$ 1,072 trilhão.

TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

Entre as mudanças previstas na proposta de reforma da Previdência dos militares, entregue pelo presidente Bolsonaro ao Congresso, está o tempo de contribuição, que passa de 30 para 35 anos. Apesar de o texto do projeto de lei ter sido elaborado pelo próprio Ministério da Defesa, o tema não é unanimidade entre Exército, Marinha, Aeronáutica, bombeiros e policiais militares.

GASTO COM OS MILITARES

Segundo o Governo, as mudanças no tempo de contribuição previstas na proposta de reforma  visam reduzir o deficit da Previdência da categoria. Atualmente, o gasto com os militares é proporcionalmente maior do que com outros servidores. A União gasta R$ 43,9 bilhões com pensões e aposentadorias para cerca de 300 mil militares e pensionistas, enquanto despende R$ 46,5 bilhões para 680 mil servidores do regime civil.

MEA CULPA

Após reunião com o presidente americano Donald Trump, na última terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil e os Estados Unidos “farão o possível” no combate à ditadura de Nicolás Maduro e não descartou ceder o território brasileiro para uma possível intervenção militar norte-americana na Venezuela. Bolsonaro, ainda, pediu desculpas por ter dito que os imigrantes nos Estados Unidos têm más intenções. “Aquilo foi um equívoco meu. Boa parte tem boas intenções. A menor parte, não”.

 

Jerusia Arruda
Jerusia Arruda

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