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Montes Claros – Obras da Copasa destroem estrada que liga a São João da Vereda

Montes Claros – Obras da Copasa destroem estrada que liga a São João da Vereda

Montes Claros – A construção da obra de captação do Rio Pacuí é a grande vilã que destruiu a estrada que liga a BR-365 ao Distrito de São João da Vereda, em Montes Claros. A conclusão foi apontada em audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores, na noite desta quarta-feira (18), proposta por Maria Helena Lopes (PPL) e apontada pelos moradores e autoridades presentes.  

A presidente da Associação Comunitária de São João da Vereda, Naiara Oliveira Silva, explicou que as lideranças se reuniram com os dirigentes da Copasa e DEER, exigindo providências, quando receberam as respostas sobre a falta de recursos e que isso fugia a responsabilidade da Copasa em consertar a estrada.
A presidente da Associação Comunitária de São João da Vereda, Naiara Oliveira Silva, explicou que as lideranças se reuniram com os dirigentes da Copasa e DEER, exigindo providências, quando receberam as respostas sobre a falta de recursos e que isso fugia a responsabilidade da Copasa em consertar a estrada.

 

“Queremos solução, sabemos que a adutora da Copasa, que teve cerca de R$ 88 milhões de investimentos foi a responsável por todo desgaste da estrada. Queremos saber: 1 – houve planejamento ambiental, quais impactos?; 2 – houve estudo sócio-econômico? A destruição da estrada gera um impacto gigantesco, pois as pessoas dependem da via para escoar a produção, ir a cidade, levar os filhos a escola; 3- Quais benefícios foram destinados a comunidade?. E agora? Reformaram três quilômetros dos 40. Mas não é o suficiente. Queremos uma solução eficiente”, falou Maria Helena.

Daniel Dias (PCdoB) lamentou a situação da estrada e falou que não é momento de encontrar os responsáveis e sim dar atenção ao problema para resolvê-lo.

Idelfonso da Saúde (MDB) pediu uma mobilização da ALMG. Salientou que ao Município não pode fazer muito por aquela estrada, pois não é de responsabilidade dele. O Executivo pode somente fiscalizar e cobrar do Estado.

Graça da Casa do Motor (PHS) lembra que o período chuvoso está chegando e ela teme o excesso de lama. A vereadora que atua na zona rural fala que conhece a localidade antes e depois da obra e que o estrago feito só foi sentido agora. O desejo dela é o asfalto, mas a parlamentar questiona se não há recurso para cascalho, imagina para pavimentação.

Dr. Valdivino (MDB) reforça que uma obra de recuperação da estrada é insignificante diante da gigantesca arrecadação da Companhia. Segundo ele, é vergonhoso para o Estado (Copasa) deixar o lugar como está.

Marcos Nem (PSD) que conhece toda aquela região comentou: “Sabemos e conhecemos a realidade. A Copasa fez um desserviço na região. A prefeitura, por exemplo, teve que refazer a estrada que liga Calhaus a São João da Vereda porque se não centenas de crianças e adolescentes ficariam sem aula”, diz o Presidente.

Sobre o contrato aprovado pela Câmara referente a concessão à Copasa, o vereador falou que “houve um erro”. “Deveríamos rever o contrato. Faltou constar um percentual para a reforma das estradas”, finalizou.

Valcir da Ademoc (PTB) pede que o serviço realizado “não seja ‘gambiarra’, pois ele deseja uma solução definitiva. O vereador explicita que foi aprovado na Câmara, em 11 de junho deste ano, um requerimento de  sua autoria, assinado pelos demais colegas, que pedia a reforma total da estrada ao Governo de Minas.

“Porém até hoje não recebemos nem resposta. Queremos uma agenda urgente para tratar o assunto”, encerrou.

O que diz a comunidade 

A via em discussão atende a cerca de 30 comunidades. Moradores de diversas localidades presenciaram a solenidade e lotaram o plenário e anunciaram as demandas inerentes à população.

Paulo Sérgio, o Kim, da Associação Bico da Pedra, falou que a estrada foi danificada pela Copasa.

“A via não era desse jeito. Nunca passou tanta carreta com o peso que passou por lá.  Vocês [a Companhia] destruíram. Seria melhor se tivesse planejamento. A Copasa fez uma intervenção que não durou nem seis meses. Nós não queremos consertos somente em pontos críticos, queremos uma reforma efetiva e duradoura”, denuncia o Kim.

Robson Damião, presidente do sindicato dos trabalhadores rurais, diz que “a revolta é grande demais”.

“Isso porque quem sempre ‘paga o pato’ somos nós, a classe trabalhadora, o agricultor, o pai de família que tem que levar o filho à escola. Tem que parar esse ‘blábláblá’ e encontrar uma solução. A Copasa usou a via e deixou o lugar um lixo”, denunciou o líder rural.

Jaqueline Santos, presidente da Associação do Palmito I e II, se diz indignada, mas pede união de esforços para solucionar o caos instalado.

Naiara Oliveira, presidente da Associação de São João da Vereda, questionou a fala da diretora da Copasa, reforçando que os usuários da estrada são os moradores, que fazem isso há mais de 30 anos.

“Eu sou usuária, as pessoas que estão aqui são usuárias. Não a Copasa! Ela acabou com a nossa estrada e prometeu uma contrapartida e até hoje nada. Outro dia precisamos de um caminhão-pipa e não fomos atendidos”, denunciou.

Mais participações

O debate teve a participação de parlamentares, representantes da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e do Governo Municipal. A Copasa e DEER foram representados.

Do meio ambiente municipal, participou Rodrigo Driel. De acordo com o técnico, a estrada foi licenciada pelo Estado, portanto, o Município não tem gerência sobre o controle de condicionantes.

Osmani Barbosa Neto, secretário de agricultura, espera que o trabalho seja de boa qualidade, pois a estrada tem intenso movimento.

Assessor de Tadeu Martins Leite, Edmilson Guimarães, informou que as tratativas da audiência serão encaminhados a Bancada do Norte para encaminhamentos e cobranças.

Sobre os buracos na estrada, o DEER está fazendo reparos. “A verba não dá para fazer tudo, iremos aos pontos mais críticos. Essa é a solução emergencial. Em até 15 dias a estrada estará totalmente transitável. Mas por enquanto não dispomos de recursos para fazer outras melhorias.

Mônica Ladeia, diretora da Copasa, informou que a Companhia é “apenas usuária da estrada. Ela afirma que a Estatal já finalizou a obra que o serviço de reforma é de responsabilidade do DEER.

“A Copasa é apenas usuária, não mexe com estrada, ela não tem esse objetivo de recuperação de estrada. Estamos juntando esforços para melhorar a condição da via”, ponderou Mônica.

Encaminhamento

Como encaminhamento da audiência, foi criada uma Comissão Legislativa, composta por Maria Helena, Valcir da Ademoc (PTB) e o presidente Marcos Nem (PSD), que vai acompanhar a comissão de moradores. O grupo será responsável por articular medidas efetivas junto ao Governo de MG e a União.

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