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Conheça um pouco mais sobre Gregório de Matos, autor que está na lista de obras da Fuvest

Conheça um pouco mais sobre Gregório de Matos, autor que está na lista de obras da Fuvest

Um dos principais autores do Barroco brasileiro, Gregório tinha uma linguagem irônica e irreverente. Zombava da elite e da Igreja católica e também por isso recebeu o apelido de Boca do Inferno.

Conheça um pouco mais sobre Gregório de Matos, autor que está na lista de obras da Fuvest
Conheça um pouco mais sobre Gregório de Matos, autor que está na lista de obras da Fuvest

 

O concurso de vestibular organizado pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) é o mais concorrido do Brasil. Em 2018, por exemplo, foram 127.786 inscritos para as provas que oferecem vagas para a principal instituição pública de ensino do Brasil, a Universidade de São Paulo (USP).

Embora as provas da Fuvest estejam passando por um constante processo de reformulação, uma coisa é tradicional: a lista de obras literárias que são cobradas tanto na primeira quanto na segunda fase. Para os vestibulares de 2020 a 2022 foram incluídas algumas obras, como “Poemas Escolhidos” de Gregório de Matos.

A inclusão do autor que, é bastante cobrado pelos mais diversos vestibulares, faz pensar na importância da Bahia para a cultura brasileira, mas tem relação também com a relevância do autor para a literatura nacional.

Quem foi Gregório de Matos

O autor Gregório de Matos, que será cobrado na prova da Fuvest, é um dos mais importantes autores de nossa Literatura e foi um dos principais nomes do Barroco brasileiro. Como ele nasceu no Brasil colônia, em Salvador, ele é considerado não apenas brasileiro, mas um luso-brasileiro.

Vindo de uma família rica, Gregório estudou Direito na Universidade de Coimbra e, no mesmo ano em que se formou, se casou pela primeira vez. Foi o representante da Bahia na corte portuguesa, atuando como procurador da capitania.

Também foi desembargador e, depois, tesoureiro-mor, cargo que lhe fora designado diretamente por D. Pedro II.

Aos 47 anos, voltou ao Brasil onde passou a escrever com afinco. A poesia era o sua principal forma de escrita e o estilo de vida dos baianos foi uma das suas principais inspirações.

Gregório de Matos ou Boca do Inferno

Gregório de Matos é chamado também de “Boca do Inferno” e o apelido ajuda a esclarecer um pouco do estilo da literatura praticada por ele.

Irônico e irreverente, o autor não poupava críticas, nem mesmo aos poderosos, como o governador da Bahia e a Igreja Católica. Foram muitas as críticas aos padres e religiosos corruptos. Matos também ridicularizava a elite baiana, igualmente corrupta.

É válido notar que era bastante criticado justamente por satirizar a elite baiana da qual ele participava, já que o poeta era filho de um rico senhor de engenho que, embora fosse português, criara raízes na Bahia.

Colocava palavrões e expressões consideradas de baixo calão em suas poesias e, também por isso recebeu a alcunha que o eternizou.

Matos também tem poemas líricos e religiosos

Apesar de ser muito lembrado por sua poesia satírica, Gregório de Matos também foi autor de poemas líricos, de temática amorosa, e religiosos, no livro “Poemas Escolhidos”, selecionado para a prova da Fuvest, é possível encontrar esses poemas.

Nas produções líricas, ele aborda diversos temas, como as desilusões de amor, as amarguras e angústias da vida e fala também sobre a necessidade de reprimir os sentimentos, especialmente o amor. Também tem poemas em louvor a algumas musas e fala também do próprio fazer poético.

Já nos poemas religiosos, ele fala, por exemplo, sobre as angústias da vida mundana e do pecado. Também há poemas de louvor a figuras importantes da fé católica, como a Virgem Maria.

Poemas eróticos também são comuns

É importante lembrar que Gregório de Matos produziu também alguns poemas eróticos que ajudaram a reforçar a imagem de “profano” do autor.

Características do Barroco na Literatura

Alguns estudiosos consideram o Barroco como o primeiro movimento literário que efetivamente aconteceu no Brasil. Antes dele, o que nos chegava de produtos literários eram, basicamente, os autores lusitanos.

Considera-se que o poema Prosopopeia, de Bento Teixeira, foi o primeiro de estilo barroco, produzido em solo nacional e os nossos poetas eram inspirados, principalmente, por nomes como Camões e pelos espanhóis Quevedo e Góngora.

A linguagem é extremamente rebuscada e repleta de adjetivos. Assim como os arquitetos, os poetas dessa corrente literária tinham apreço pelos detalhes. Estes usavam constantemente metáforas e hipérboles que davam um teor mais dramático aos poemas.

Gostavam de usar os pares antitéticos (como bem x mal; pecado x pureza) e exploravam as antíteses e os paradoxos. Os jogos de palavras e de ideias também eram bastante comuns nos poemas barrocos.

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