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Saúde – Por que ainda não temos um tratamento ou vacina contra o COVID-19?

Saúde – Por que ainda não temos um tratamento ou vacina contra o COVID-19?

Coordenadora de Ciências Biológicas das Faculdades Prominas explica como ocorre o  processo de desenvolvimento de um medicamento.

Saúde - Por que ainda não temos um tratamento ou vacina contra o COVID-19?
Saúde – Por que ainda não temos um tratamento ou vacina contra o COVID-19? Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

O tempo passou e o Coronavírus deixou ser um assunto tão frequente nas rodas de conversa. Talvez a convivência com a doença tenha feito com que a população em geral procurasse uma forma de se adaptar ao novo cenário, o que acabou por “normalizar a doença”. O fato é que a Covid ainda é uma realidade e que muitas pessoas estão se contaminando e morrendo diariamente.

Para dar continuidade a essa discussão, convidamos a coordenadora do curso de Ciências Biológicas, Laura Gagliardi, que falará um pouco sobre o processo de desenvolvimento de um medicamento, o que, de certa maneira, explica o porquê de ainda não termos uma vacina ou algum tratamento mais eficaz para combate da enfermidade.

Laura, também é pesquisadora e comenta que “desde o início de março desse ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a Covid-19 havia se transformado em uma pandemia, infectando mais de 30,6 milhões de pessoas no mundo. Sem tratamento ou vacina com comprovada eficácia contra a doença, os médicos se concentram em aliviar os sintomas. Esta demora somada às inúmeras notícias falsas ou distorcidas, leva à população a tomar atitudes que prejudicam sua saúde ou as ações de saúde públicas”.

A docente afirma que frequentemente nos deparamos com notícias sobre pesquisa ou lançamento de novas terapias, mas não entendemos o processo existente entre o desenvolvimento de um novo medicamento até a chegada dele para o paciente.

“O intuito deste texto não é falar sobre os inúmeros problemas existentes neste processo (ou inclusive na distribuição dos medicamentos que já estão disponíveis no SUS), e também não tem como propósito falar das “injustiças” existentes, as demoras, burocracias, entre outros. O foco é informar para que todos possam entender melhor como o processo de desenvolvimento acontece, até a chegada do medicamento para o paciente”, comenta.

A seguir, serão descritos todos os processos para desenvolvimento de um tratamento ou vacina. As informações foram retiradas do site do Unidos pela Vida, que é um Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística:

A primeira etapa necessária para que um medicamento exista, é a sua descoberta. Leva se em média de 10 a 12 anos para que o processo completo seja concluído, passando pela descoberta, a fase de pesquisa e desenvolvimento inicial, o desenvolvimento clínico até chegar na comercialização. Deve se considerar que o processo de regulamentação de um medicamento é longo, rigoroso e custa muito caro para a indústria farmacêutica.

A segunda etapa é a pesquisa pré-clínica, que tem o objetivo de verificar se a substância candidata a fármaco é eficaz e segura, além de analisar como a nova substância é absorvida pelo corpo, como é eliminada e sua segurança. Primeiramente o estudo é realizado em laboratórios sem o uso de animais e posteriormente com os animais.

E não para por aí, essa etapa ainda se divide em 4 fases.

primeira delas é a investigação de como o medicamento reage no organismo humano e como o organismo reage ao medicamento (absorção, distribuição, metabolização).

fase 2, por sua vez, foca na efetividade do medicamento, onde são realizados testes em pacientes com a doença e verificando a existência de efeitos adversos.

Na fase 3 é realizado um teste em um grande número de pessoas, comparando o medicamento com o melhor tratamento padrão já existente e refazendo verificações já realizadas na fase 2, como os efeitos adversos. Se tudo estiver favorável, a medicação é encaminhada para registro e este só será aprovado se todos os procedimentos realizados estiverem de acordo com a legislação sanitária vigente.

última fase é a 4, em que são realizados estudos pós-comercialização, utilizados para avaliar a eficácia e segurança do medicamento a longo prazo.

Por Hellen Patriny

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