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Melasma: saiba o que é e como tratar

Se você adora acompanhar as novidades sobre cuidados com a pele e mantém uma rotina de limpeza diária, confira mais informações sobre essa condição e o que fazer para tratá-la.

A correria do dia a dia faz com que muita gente acabe negligenciando os cuidados com a pele. Nos últimos anos, o Brasil viu uma expansão do mercado de dermocosméticos e maior busca por práticas de skincare.

Essas práticas buscam manter a limpeza, hidratação e luminosidade da pele, bem como deixar seu aspecto mais uniforme, suave e saudável. Além de lavar bem o rosto, é preciso realizar etapas como tonificação e hidratação, além de finalizar com a aplicação de filtro solar.

Por isso, se você gosta de ficar antenada às novidades na área de dermocosméticos e mantém uma rotina de cuidados diários com a pele, saiba mais sobre o que é o melasma e as razões para ficar atenta a ele.

Afinal, o que é melasma?

O melasma é um problema que afeta a pele e se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras no órgão. O mais comum é que essas manchas surjam na face, mas também é possível encontrá-las nos braços, no pescoço e no colo.

O melasma costuma afetar mais frequentemente as mulheres, mas também pode ser vista em homens. Embora a ciência ainda não tenha descoberto uma causa definida, hipóteses apontam que o surgimento desse problema está relacionado ao uso de anticoncepcionais femininos e à exposição solar.

Causas 

Uma das principais origens do melasma é a exposição à luz ultravioleta. Além disso, predisposição genética, fatores hormonais e disfunções na tireoide também são decisivos para o aparecimento dessa condição. No caso das mulheres, a ação de hormônios femininos encontrados nos anticoncepcionais orais ou em terapias de reposição hormonal são fatores importantes.

A principal razão para o surgimento do melasma é a exposição à luz ultravioleta. Fatores hormonais e predisposição genética também são determinantes para o aparecimento dessa condição.

A hiperpigmentação que caracteriza o melasma também pode ocorrer a partir do consumo de medicamentos, como antibióticos, remédios para problemas cardíacos contendo cloridrato de amiodarona, além da tetraciclina. Por isso, se você já possui pré-disposição genética para essa condição, verifique com o(a) médico(a) se o medicamento receitado pode agravar o melasma.

Sintomas

O principal sintoma do melasma é o aparecimento de manchas escuras que aparecem primeiro na face (bochechas, nariz, testa e lábio superior). No linguajar médico, esse processo é denominado hiperpigmentação.

Por isso, assim que reconhecer o surgimento de manchas mais escuras nessas áreas, é essencial procurar profissionais da saúde para fazer uma avaliação adequada antes de aplicar quaisquer produtos.

Tratamentos

Dermatologistas são os profissionais mais indicados para diagnosticar e tratar essa condição. Os tratamentos podem variar segundo o grau do melasma. Terapias disponíveis são o uso de medicamentos tópicos e procedimentos para o clareamento. Independentemente do tratamento escolhido, é preciso cuidado redobrado para evitar exposição a raios ultravioleta.

Outros procedimentos bastante utilizados são os peelings e aplicações de luzes ou lasers. Mas, via de regra, os tratamentos para melasmas envolvem algumas medidas para clarear a pele e impedir o reaparecimento da mancha.

Um desses procedimentos é a fotoproteção — aplicação de filtro solar potente (com FPS alto) nas regiões afetadas. O ideal é aplicar filtros que protejam contra os raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB), que estão associados ao processo de envelhecimento precoce e pode provocar o surgimento de câncer de pele.

Para auxiliar na remoção das manchas, as substâncias mais usadas são feitas à base de hidroquinona, ácido azeláico e  ácido glicólico, além do ácido kójico, ácido fítico e ácido tranexâmico.

Os resultados demoram cerca de dois meses para começarem a aparecer. Porém, esse não é um método que funciona para todos os pacientes. Mesmo quando apresentam resultados rápidos, esses tratamentos precisam de algum tempo (muitos meses ou até anos) para estabilizar a condição e impedir que mínimas exposições à luz façam retornar o pigmento.

Dessa forma, pacientes com essa condição precisam de fotoproteção constante. Um tratamento mais moderno que vem sendo aplicado é o uso de algumas formas de energia luminosa que podem ajudar a clarear as manchas. Ele deve ser feito com cuidado para não gerar mais pigmentação e realizado por profissionais qualificados.