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Por que você não deve trabalhar na cama mas sim com mesa e cadeira

Saiba por que evitar a cama e o sofá como ambientes de trabalho mesmo sem sentir dores

Para muita gente, o trabalho remoto tornou-se sinônimo de trabalhar na cama. Um grande número de pessoas têm substituído as mesas e os modelos de cadeira de escritório pelo colchão.

Uma pesquisa realizada em novembro de 2020 nos Estados Unidos apontou que, dentre os mil cidadãos norte-americanos entrevistados, mais de 70% trabalharam em suas camas em ao menos uma parte do dia durante o período de isolamento social, o que representa um aumento de 50% desde o início da crise sanitária.

Além disso, 1 em cada 10 entrevistados relatou que passou “a maior parte ou toda a semana de trabalho” na cama, ou seja, entre 24 a 40 horas.

Essa tendência é bem mais ampla entre os jovens. No Reino Unido, por exemplo, profissionais de 18 a 34 anos têm menos tendência a terem cadeiras e mesas adequadas para o home office. E, por esse motivo, possuem o dobro de chance de trabalharem na cama, em comparação aos profissionais mais velhos.

No entanto, vale ressaltar que boa parte deste grupo faz a cama como escritório não pela falta de uma cadeira ou mesa apropriada, mas sim pela praticidade e conforto da instalação.

Por outro lado, ainda que pareça óbvio, é importante destacar que usar a cama como escritório pode provocar vários problemas de saúde, tanto físicos quanto psicológicos.

E, mesmo que você já faça isso há algum tempo e não sinta absolutamente nada até o momento, muito provavelmente os efeitos adversos (que podem ser permanentes) surgirão no futuro.

Problemas ergonômicos

Para algumas pessoas que trabalham remotamente, a falta de espaço para montar uma estação de trabalho adequada pode gerar o mau hábito de trabalhar na cama. Para outros, é apenas uma questão de praticidade, devido à desmotivação. Inclusive, há quem tenha mesa e cadeira, mas opte por não utilizar.

Independentemente das razões, os especialistas afirmam que a recomendação ergonômica é única: trabalhar da cama não faz bem para o corpo, uma vez que é preciso mudar a postura sempre que possível.

Além disso, algumas partes do corpo, como as costas, os quadris e o pescoço, tendem a ficar mais tensas quando se está em uma superfície mais macia. Por esse motivo, a cama não oferece o suporte seja favorável para o trabalho.

Por normalmente não sentirem a tensão gerada de forma imediata, os jovens estão mais propensos a se tornarem futuras vítimas desses maus hábitos.

Entretanto, os problemas ergonômicos causados por essa prática dependerão de cada pessoa, podendo ser tarde para impedir condições adversas de saúde, especialmente conforme a idade avançar.

Dentre as possíveis consequências dessa prática, estão: dores de cabeça, rigidez articular, dores nos ossos, dor cervical (artrite) e dores nos músculos e ligamentos do pescoço.

Problemas psicológicos

Quando você trabalha na cama por um longo período, as chances do seu corpo apresentar algum tipo de problema aumentam consideravelmente. Ainda, é possível que haja prejuízo aos hábitos de sono e até mesmo à produtividade.

Isso porque, quanto mais tarefas forem executadas na cama, mais o cérebro cria uma série de associações, que podem evoluir para comportamentos condicionados. Ou seja, quando uma pessoa transforma a cama em um escritório, usando todos os equipamentos que o trabalho exige, como o laptop e o smartphone, o corpo, comandado pelo cérebro, pode parar de associar a cama ao descanso.

Essa, inclusive, é uma das principais causas do aumento global de problemas relacionados ao sono, como distúrbios e insônia, pois o relógio interno do nosso corpo, que nos avisa quando é hora de repousar, fica fora de sintonia.

Portanto, não hesite em montar um espaço de trabalho, ainda que pequeno, para preservar sua saúde física e mental e garantir um bom desempenho na sua ocupação.