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Montes Claros – Entrevista: Vinicius Pereira

Montes Claros – Entrevista: Vinicius Pereira

Cessaram-se os brindes, os palcos descansam sob as penumbras das cortinas fechadas. A 2ª Mostra Pequi de Audiovisual já é passado. Honras aos méritos dos Curadores, Diretores, Atores e todos aqueles que trabalharam nos bastidores. Foi um sucesso. Muitos prêmios e a certeza de terem aprendido um pouco mais da complexa e fascinante arte do Cinema. Desta forma o Jornal Montes Claros resolveu fazer uma série de entrevistas com todas aquelas figuras que subiram ao palco com merecimento para receber suas premiações. Hoje conversamos com um cara que respira arte, no Teatro biparte-se em ator e diretor, agora se joga a frente das Câmeras e recebe o prêmio de melhor ator. Seu nome é Vinicius Pereira conhecido como Vinny Pereira sem frescura e sem censura.

Vinicius Pereira
Vinicius Pereira

 

Entrevistador: Adilson Cardoso – Repórter de Arte e Cultura do Jornal Montes Claros

Adilson Cardoso: De bate pronto quem é o ator Vinny Pereira?

Vinny Pereira: Sou um jovem apaixonado pela arte de interpretar que procura sempre levar seu melhor para os palcos e para a tela e assim agradar seus espectadores.

AC: Como surgiu a arte na sua vida?

VP: Desde muito novo demonstrei interesse pela arte de interpretação. Foi na igreja, quando participei de uma montagem sobre a passagem bíblica do Filho pródigo que encantei de vez pela arte de encenar.

AC: Do Teatro para o Cinema como foi esta transição?

VP: Foi difícil me adaptar, pois as expressões de um gênero para outros são totalmente distintas. No teatro, usa-me mais expressões de exageros, o que na TV e no cinema são dispensáveis. Mas bastou um pouco mais de estudos para aperfeiçoar meu trabalho e tudo deu certo.

AC: Quais as suas principais referências?

VP: Tenho grandes referências no cenário nacional, mas posso destacar um. Sou super fã do trabalho do Eduardo Moscovis e me espelho na sua verdade cênica.

AC: Como é feita a preparação para os seus personagens?

VP: É um trabalho longo, baseado em laboratórios, leituras sobre o tema que o personagem vai abordar e acima de tudo, vivência na realidade do que quero passar e por isso procuro sentir isso na pele.

AC: Qual o segredo de tantas caras com tanto sucesso?

VP: O segredo e vestir-se do personagem, deixando aflorar suas emoções e imprimir verdade em cada fala, gesto ou movimento dele.

AC: Após mais uma Mostra Áudio Visual em Montes Claros, levando para casa o premio de melhor ator qual é sentimento?

VP: Ainda é surreal. A ficha ainda não caiu. Às vezes me pego assistindo o vídeo da premiação e procurando entender que aconteceu de fato. Mas esse prêmio veio a somar e indicar que estou no caminho certo.

AC: Em o Dialogo do Crack seu personagem possuía características diferentes, era silencioso, se comunicando através de olhares, qual a diferença de uma personagem que grita com a voz e aquele que grita com o silencio?

VP: A diferença é que um personagem sem voz exige mais recursos gestuais, faciais, que desafia o ator ser o mais transparente possível em passar sua mensagem. Já um personagem com voz se justifica na ligação entre texto e movimentos.

 AC: Em sua opinião o que significa esta mostra de cinema para a cidade enquanto pólo cultural?

VP: Significa avanço! Mostra que Montes Claros caminha para se tornar verdadeiramente a cidade da Arte e da Cultura. A Mostra é importante ainda para mostrar a nossa gente que temos artistas tão bons quantos aqueles de nível nacional.

AC: Vimos que houve uma diferença de público entre uma Mostra e outra, a segunda com um numero menor, em sua opinião qual foi o motivo da queda?

 VP: Talvez uma infeliz coincidência de datas, tendo em vista o grande número de eventos ocorrendo simultaneamente na cidade. Vamos trabalhar para que no próximo ano, isso não ocorra.

AC: Em sua opinião qual o ponto positivo da Mostra, e qual seria o negativo, algo que você acha que deveria ser melhor?

VP: O ponto positivo da mostra é o estímulo que causa nos produtores e realizadores de curtas-metragens da nossa região. A “competição” se transforma numa vontade de fazer sempre o melhor, e isso é bastante próspero. Não vejo negatividade na realização da Mostra ou em seu efeito social, porém acredito que algumas deficiências técnicas devem ser reparadas para evitar um afastamento ainda maior do publico, como por exemplo, no horário de exibição dos filmes para que ocorram mais cedo.

AC: Sua personagem “Gabi” é claramente inspirada na apresentadora Marília Gabriela, porém em alguns momentos ela mostra pitadas de duplos sentidos próprios dos nossos convívios de ruas e rodas de piadas, há um roteiro na direção da Gabi ou são improvisos?

VP: A Gabi é um desafio de improviso. Sempre que escolho um tema, já imagino algumas piadas, mas não coloco no papel. Prefiro deixar que a personagem fale por si só é isso traz mais naturalidade na atuação.

AC: Qual o diretor do cinema brasileiro mais lhe agrada e por quê?

VP: Admiro muito o José Padilha. A forma como ele consagrou os longas Tropa de Elite 1 e 2 fez com que ele ganhasse minha admiração. Os filmes ficaram ótimos, tanto que refletiu na bilheteria na época de seus lançamentos.

AC: Um diretor do cinema estrangeiro?

VP: Sem dúvidas o James Cameron. Sou alucinado pelo filme Titanic e seu trabalho neste longa é incontestável.

AC: Um filme Brasileiro que não recomendaria?

VP: Uma vez assisti um longa chamado Mangue Negro, mas não gostei dos recursos cênicas, visuais nem da interpretação dos atores. Não consegui assisti todo para se ter uma idéia, por isso não o recomendo.

 AC: Deixe uma mensagem para os seus fãs:

VP: Gostaria de agradecer acima de tudo, pelo carinho com o qual se direcionam a mim e ao meu trabalho. Espero por muito e muito tempo contribuir como um formador de opinião nessa região tão carente de atenção. Espero que o cinema cresça,  floresça assim como nossa cidade.

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