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Montes Claros – Entrevista: Isabel Lôpo

Montes Claros – Entrevista: Isabel Lôpo

Isabel Lôpo
Isabel Lôpo – Foto: Fabiana Stig

 

A 2ª Mostra Pequi de Áudio Visual é imagem passada no retrovisor do tempo, foram quatro dias de intensas atividades voltadas a 7ª Arte, com  ênfase gloriosa as produções da região. No intuito de fazer com que o leitor conheça um pouco mais, quem são as pessoas envolvidas no processo o  Jornal Montes Claros foi atrás dos vencedores, e, numa série de entrevistas perguntou  quem são e o que pensam, dentro deste campo insano de verdades e ficções. Hoje conversamos com   esta grande atriz que em fevereiro dança com as  Raparigas do Bonfim e nas festas de agosto se veste de branco, saindo pelas ruas de Montes Claros a saudar São Benedito vestida de Catopê, Isabel Lôpo.  Prêmio de melhor atriz da 2ª Mostra Pequi de Audio Visual.

Entrevistador: Adilson Cardoso – Repórter de Arte e Cultura do Jornal Montes Claros.

Entrevistada: Isabel Lôpo.

Adilson Cardoso: Em poucas palavras, quem é Isabel Lôpo?

Isabel Lôpo: Uma mulher simples em seu dia a dia,que caminha pelas ruas de chinelo de borracha, cuida da casa e prepara suas próprias refeições, porém, bastante exigente quando o assunto é trabalho, faz questão de valorizar sua equipe e altamente disciplinada, detalhe que lhe tira o sono e apetite em busca da perfeição.

AC: Quando e como  apareceu a arte na sua vida?

IL: Desde que me entendo por gente. Participei do primeiro concurso de beleza, moda e comportamento aos seis anos de idade e não parei mais,depois de inúmeros ensaios fotográficos, fui parar  na boca de cena do palco estreando com um lindo texto da escritora Amelina Chaves.

AC: Você é uma atriz dinâmica, além dos vários papéis que representa, sua busca incessante pelo conhecimento é explicito, tem sido compensador o  esforço?

IL: Muito. É comum encontrar em eventos ou até mesmo no corre-corre do dia a dia, pessoas  elogiando e comentando o quanto se inspiram em meus personagens, ou que se identificam com meus textos no formato de crônicas publicadas pelos jornais impressos e virtuais.

AC: Quais são as suas principais referências no cinema?

IL: Os Diretores  Pedro Almodóvar e Wood Allen, as atrizes Penélope Cruz, Joan Crawford, Mary Streep e Elizabeth Taylor.

AC:  Durante a Mostra Pequi, você foi elogiada pela diretora de fotografia Fabiana Stig, segundo ela, mesma oriunda do Teatro você possui características peculiares do cinema, fale um pouco sobre isto?

IL : Muito boa essa pergunta. É muito bom encontrar com grandes profissionais da área e ouvi-los dizer que você nasceu para o cinema, de certa forma me identifico mais. No geral, o ator de teatro está acostumado a expressar muita força independente do personagem e o cinema não requer força, a câmera pede expressão e atitude, numa cena dramática ou num beijo romântico é necessário leveza, a princípio a imagem já diz por si só.

AC: Existe uma série de posturas que o ator de Teatro deve corrigir quando está atuando no cinema, o que você precisou desconstruir dos palcos para construir no Set?

IL: Na verdade, comigo acontece o contrário, preciso abrir mão da leveza das câmeras para adquirir a força física exigida pelo teatro, no currículo tenho mais filmes que peças teatrais.

AC:  Em sua opinião qual é a importância da Mostra Pequi para a cidade de Montes Claros?

IL: É de extrema importância. A Mostra Pequi de Audiovisual valoriza não só os artista do Norte de Minas, mas também artistas da cultura nacional que tem hoje mais um espaço para divulgação de seus trabalhos. Atrai profissionais do eixo RJ-SP onde está instalado as maiores produções cinematográficas do país que, foi o caso de ter conosco este ano a Diretora de Fotografia Fabiana Stig. Fomenta o turismo, movimenta o comércio, valoriza nossa terra e o mais importante, dá acesso grátis aos que não possuem condição de ir ao cinema e alimenta o desejo daqueles que não vivem sem a sétima arte. Só temos a agradecer ao Diretor/Cineasta Alexandre Naval que é o idealizador deste projeto que veio para nos enriquecer, sua organização está crescendo aos olhos do público participante.

AC: Vimos que o público do ano passado foi maior do que este ano, durante a Mostra, em sua opinião qual seria o motivo desta baixa?

IL: Acredito que seja a palavra “Crise”, em alguns casos ela nem existe, mas a expressão é tão forte e anda tão falada que, as pessoas absorvem sem perceber. O público este ano foi menor em quantidade, mas foi melhor em termos de qualidade.

AC: Foi notório mais uma vez o não comparecimento das autoridades políticas da cidade, Em sua opinião qual o motivo  destas pessoas que dependem diretamente do voto do povo, não valorizarem  um evento da magnitude da Mostra Pequi?

IL:Devemos perdoá-los, pois não sabem o que fazem. Nossas “autoridades” que são de título passageiro, como sabemos não possuem formação cultural e têm como propósito ganhar e levar a vida no “pão e circo”, expressão usada pelo poeta satírico Juvenal no período Romano, que perdura nos tempos atuais.

AC: Melhor atriz da 2ª Mostra Pequi de AudioVisual, qual o significado?

IL: De muita luta, garra, determinação e disciplina física, mental e espiritual. Significa que consegui viver o personagem na pele a ponto de o público se questionar se é ficção ou realidade. Uma sensação impagável.

AC: Além de atriz premiada você também é Catopê, com a aproximação do mês de agosto, como é que ficam as expectativas? O colorido da cidade, a ajuda de custo aos Festeiros, e os ônibus que buscam aqueles que moram longe, será que este ano chega no horário?

IL:Com certeza não chegarão no horário, pois é uma festa grande, com grandes grupos festeiros e o serviço público municipal não dispõe de transporte necessário para atender o público pontualmente como merece. Em relação a ajuda de custos, para melhorar a associação deveria estar melhor organizada com a documentação para que pudessem receber o valor de forma justa. Com o colorido da cidade que deixa a todos com uma energia mais leve e positiva, acredito que será mais um ano cheio de graça porque a vontade de festejar seu santo de devoção e levar alegria ao público presente é muito importante para nós que somos Catopês, Marujos e Caboclos. Assim, a fé continua movendo montanhas.

AC: Se  pudesse definir sua vida em um filme, qual seria?

IL: Volver, do Diretor Pedro Almodóvar.

AC: Qual o seu maior sonho?

IL: Crescer no campo profissional mantendo a paz interior. Será minha melhor forma de espalhar a paz entre os povos.

AC: Montes Claros cidade da arte e da cultura é ?

IL: Montes Claros, cidade dos artistas. Já revelou e ainda revelará muitos nomes culturais para a nação.

AC: Uma  mensagem aos leitores do Jornal Montes Claros:

IL: Externo todo meu carinho e respeito aos leitores deste. Sem vocês nossos trabalhos valeriam bem menos, pois não existe artista sem público. Incentivem os jovens dessa geração a apreciar as artes em geral, a cultura do ser antecede  o início da educação, afinal sua família é a primeira cultura da vida. Muito obrigada  ao Jornal Montes Claros pelo convite da oportunidade de os leitores estarem mais próximos de nós que vivemos os personagens que eles tanto apreciam.

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Um comentário

  1. Mais uma vez obrigada ao Jornal Montes Claros, pela oportunidade e interesse para com a classe artística.
    Abraços.
    Obrigada!

    Isabel Lôpo

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