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Montes Claros – Entrevista: Jovanna Marques

Montes Claros – Entrevista: Jovanna Marques

A 2ª Mostra Pequi de Áudio Visual é imagem passada no retrovisor do tempo, quatro dias de intensas atividades voltadas a 7ª Arte  com uma ênfase gloriosa as produções da região. Assim, no intuito de fazer com que o leitor conheça um pouco mais dos agentes  envolvidos neste  processo de loucura e fantasia, o Jornal Montes Claros foi atrás dos vencedores, e,  numa série de entrevistas descobriu quem são  e o que pensam, dentro deste campo minado de sonhos e lutas. Hoje nosso papo é com a  atriz Jovanna Marques melhor atriz coadjuvante, que prometeu responder tudo, sem frescura e sem censura.

Jovanna Marques
Jovanna Marques

 

Entrevistador: Adilson Cardoso – Repórter de Arte e Cultura do Jornal Montes Claros.

Entrevistada: Jovanna Marques.

Adilson Cardoso: Sem pensar, quem é Jovanna Marques?

Jovanna Marques: Uma pessoa de bem com a vida, extrovertida, que gosta de se relacionar com pessoas diferentes e conhecer suas histórias. Ama sair da rotina e vivenciar novas experiências e desafios, gosta de sonhar e acreditar sempre mantendo os pés no chão.

AC: Quando e como apareceu a arte na sua vida?

JM:A arte está no sangue, o meu pai gosta de cantar e a minha mãe é artista visual, mas eu me enveredei para outros lados, desde mais nova, sempre gostei de criar personagens… Fazia apresentações para a família junto com minhas irmãs e pregava peças nas pessoas (risos). A primeira vez que pisei no palco para dar vida a um personagem foi no ensino fundamental. Ainda adolescente fiz parte da equipe de teatro do grupo de jovens AMAR da Igreja Matriz. No final de 2014, entrei para o teatro profissional no grupo Katapalmas e desde então não parei.

AC: Quais foram os seus principais inspiradores?

JM: São várias as minhas inspirações, e a cada trabalho estou sempre me atualizando. Mas como atriz, não poderia deixar de me inspirar no ícone Fernanda Montenegro. Destaco aqui uma admiração especial que tenho pela atriz e humorista Cláudia Rodrigues e ao ator Rowan Atkinson.

AC: Como foi os primeiros passos no Teatro?

JM: Ainda sinto que estou dando os primeiros passos, a cada trabalho aprendo um pouco mais e creio que sempre será assim. Como muitos artistas “sei a dor e a delícia de ser o que sou” a dor pelos preconceitos que enfrentamos desde o início em relação à carreira teatral e a delícia de poder fazer o que se ama independente de status.

AC: Do Teatro para o Cinema, como aconteceu a transição?

JM: Eu iniciei como figurante em um curta regional, depois fiz “O Diálogo do Crack” que foi o meu primeiro papel no cinema. Com os laboratórios feitos pelo diretor do filme fui percebendo que diante das câmeras menos é mais, diferente do teatro. É necessária muita dedicação para se alcançar bons resultados.

AC: Quais as principais dificuldades de um ator de Teatro quando assume um papel no cinema? Qual é o truque para se livrar das características do palco?

JM:A principal dificuldade creio que seja desprender do exagero que o teatro exige, no meu caso a maior dificuldade foi em relação ao tom de voz, uma vez que estava acostumada a projetá-la muito alta no teatro, tive que diminuir este tom pois o microfone está logo ali. O truque, como diz uma professora minha, está na bunda, é sentar e estudar até ela doer e você aprender (risos).

AC: Em sua opinião qual é a importância da Mostra Pequi para a cidade de Montes Claros?

JM: A mostra fomenta a cultura regional e dá incentivo para os que já têm uma carreira formada e para os iniciantes, pois ela abre as portas para todos, tanto na oferta de oficinas quanto na oportunidade de demostrar o nosso trabalho.

AC: Vimos que o público do ano passado foi maior do que este ano durante a Mostra, em sua opinião qual seria o motivo desta baixa?

JM: Acredito que um dos motivos foi grandes shows e eventos acontecendo na cidade e região.

AC: Melhor atriz coadjuvante da Mostra Pequi, qual o sentimento após receber a premiação?

JM: Eu fiquei muito surpresa e, sem dúvidas, muito feliz, foi o meu primeiro prêmio na carreira como atriz, foi extremamente gratificante receber um troféu de tamanha relevância.

AC: Muitas pessoas esperavam que você fosse a vencedora do mesmo prêmio ano passado, já que a personagem de Adriana (O Diálogo do Crack) é intensa e provocante, algo muito valorizado nos gêneros dramáticos. Além de ser um filme educativo que é mostrado o tempo todo em escolas e centros de recuperação de drogados! Fale um pouco sobre isso.

JM: Achei muito justa a premiação desta categoria ano passado, a atriz foi realmente merecedora do troféu. O reconhecimento sempre vem na hora certa. O curta “O diálogo do Crack” tomou proporções além do esperado, mesmo não recebendo todo o prestígio almejado na Mostra do ano passado, até hoje todos os envolvidos são citados e destacados por este trabalho. Para mim, saber que o filme tem a capacidade de transmitir uma mensagem que vai além dos 20:23min de duração é o maior premio que eu poderia ter recebido.

AC: Qual o seu filme predileto e por quê?

JM: Dentre vários filmes,o que poderia assistir mil vezes sem cansar é O Auto da Compadecida. Tudo nele me encanta. A história, a interpretação, o elenco e produção.

AC: Um filme chato que não recomendaria?

JM: Não tem filmes que não recomendaria, até filmes “chatos” te ensinam o que não fazer.

AC: Quais os próximos passos da atriz Jovanna Marques?

JM: Pretendo continuar/concluir minha graduação em Artes Teatro na Unimontes e entrar na docência. Mas sem nunca abandonar os palcos.

AC: Deixe umamensagem aos leitores do Jornal Montes Claros sobre a importância de prestigiar a nossa arte:

JM: A arte engrandece a alma, é a forma que temos de transcender a realidade sem sair do lugar. A importância de prestigiá-la é manter nutrido o interior de diferentes sentimentos e culturas.

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